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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cometa sobrevive a encontro com Sol

Foto: Nasa
Imagem do SDO mostra o Lovejoy deixando a coroa do Sol, sobrevivendo a um encontro que poderia ter destruído o cometa.

Um pequeno cometa sobreviveu a um vento que os astrônomos tinham certeza que ia causar sua destruição: uma colisão com o Sol.
O cometa Lovejoy, que foi descoberto há apenas duas semanas, deveria ter se derretido na noite de quinta-feira (15), quando chegou perto de uma área do Sol na qual as temperaturas chegam às casas dos milhões de graus Celsius. Outros 2000 cometas já haviam feito a mesma trajetória, e nenhum deles sobreviveu.
Mas astrônomos da Nasa que acompanhavam o Lovejoy em tempo real, com a ajuda de telescópios, viram a coroa do Sol se ondular quando o cometa chegou perto da estrela e depois acompanharam, chocados, uma mancha brilhante aparecer do outro lado. O Lovejoy havia sobrevivido.
“Fiquei impressionado ao vê-lo entrar no Sol e maravilhado quando o vi emergindo do outro lado”, disse o pesquisador Karl Battams, da Marinha dos Estados Unidos.
Mas o Lovejoy não saiu da sua quente aventura ileso. Apenas 10% do cometa – que seriam milhões de toneladas – sobreviveu ao encontro, disse W. Dean Pesnell, cientista do Observatório de Dinâmicas Solares (na sigla em inglês, SDO), que acompanhou o encontro do cometa com o Sol.
Leia mais em: iG

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Astrônomos descobrem o quasar mais distante já encontrado

A ilustração do quasar visto de perto mostra o quasar muito quente e brilhante. A luz do quasar está ionizando o gás ao redor, provocando a luz vermelha

Astrônomos europeus descobriram o quasar mais distante descoberto até o momento. A partir das observações realizadas com o telescópio de longo alcance eles captaram a luz de uma galáxia brilhante e antiga, com um enorme buraco negro no centro, uma descoberta que pode ajudar a explicar aspectos das origens do Universo.
Segundo os resultados do estudo, se trata do objeto mais luminoso descoberto até agora no Universo primordial, que é alimentado por um buraco negro que possui dois bilhões de vezes a massa do Sol. O fenômeno, chamado quasar, é formado por galáxias muito distantes e brilhantes e com um poderoso buraco negro no centro.
"Este quasar é uma evidência vital do Universo primordial. É um objeto muito raro que nos ajudará a entender como cresceram os buracos negros supermassivos em poucas centenas de milhões de anos depois do Big Bang", disse Stephen Warren, líder da equipe de astrônomos, em uma nota do ISSO. Segundo uma hipótese, os buracos negros supermaciços levariam bilhões de anos para se formar, uma vez que sugam matéria gradualmente de seu entorno.