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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

IBICT realiza concurso para o cargo de Pesquisador no RJ

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) lançou o Edital n.1, de 28 de maio de 2012, para o concurso público de provas e títulos para ingresso na Carreira de Ciência e Tecnologia, no cargo de Pesquisador Adjunto I, para exercício na Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi publicado no Diário Oficial da União n.103, seção 3, de 29 de maio de 2012, p.13 e 14 e seus anexos no DOU n.106, seção 3, de 01 de junho de 2012, p.18.   

São quatro vagas para o cargo de Pesquisador Adjunto I, cujos pré-requisitos são ter o título de Doutor e ter realizado pesquisa relevante em sua área de atuação. Além disso, exige-se, conforme Anexo 1, que seja “profissional capacitado a desenvolver atividades de pesquisa e ensino em nível de pós-graduação, no campo da Ciência da Informação, com ênfase em ciência, tecnologia e inovação, focalizando as questões contemporâneas da produção, circulação, recuperação e acesso à informação e ao conhecimento, considerando suas dimensões e transformações tecnológicas, organizacionais e sociais”.    

A jornada de trabalho é de 40 (quarenta) horas semanais com vencimento total de R$ 9.905,28 (nove mil, novecentos e cinco reais e vinte e oito centavos), de acordo com a Lei 11.907, de 2 de fevereiro de 2009, que deverá ser alterada, tendo em vista a publicação da MP nº 568 de 11 de maio de 2012, publicada no DOU de 14 de maio de 2012.    

A seleção será feita em três fases: 1. Prova Escrita; 2. Defesa Pública de Memorial; 3. Análise de Títulos e Currículo. As provas serão realizadas na semana de 24 a 28 de setembro de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.    

As inscrições estarão abertas aos candidatos no período de 06 de julho de 2012 a 20 de agosto de 2012 na secretaria da Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação (COEP), Núcleo do IBICT no Rio de Janeiro, no horário de 10h às 16h. A taxa de inscrição é de R$ 100,00 (cem reais).   

A Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação é localizada na Rua Lauro Müller n. 455, 5. andar, Rio de Janeiro (RJ). Mais informações, entrar no
site.

Fonte: IBICT

terça-feira, 3 de julho de 2012

Unesp oferece pós-graduação em Ciência da Informação

SÃO PAULO (FAPESP) – Estão abertas até o dia 13 de julho as inscrições para o Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPCGI) da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Marília. São oferecidas 12 vagas de mestrado e seis de doutorado.

Com nota 5 na avaliação da Capes para o mestrado acadêmico e doutorado, o PPGCI tem por objetivo o desenvolvimento de referenciais teórico-metodológicos inovadores em temas relacionados à organização, produção, gestão, mediação, uso e aspectos tecnológicos da informação, como subsídios à consolidação científica da área em nível nacional e internacional.

O programa trabalha com três eixos temáticos: Informação e Tecnologia; Produção e Organização da Informação; e Gestão, Mediação e Uso da Informação.

Em 2006 foi lançado o periódico científico Brazilian Journal of Information Science, publicado pelo PPGCI e pelo Departamento de Ciência da Informação, com periodicidade semestral e textos originais de artigos de pesquisa, artigos de revisão, comunicações, relatos de experiência e resenhas.

Para se inscrever no processo seletivo, o candidato deve enviar os documentos especificados no Edital por sedex ou entregá-los pessoalmente na Avenida Vicente Ferreira nº 1346, Bairro Cascata, em Marília. Também deve ser entregue o comprovante do depósito bancário referente à taxa de inscrição no valor de R$ 19.

Mais informações pelo telefone (14) 3402-1336, pelo e-mail fisicaparatodos@if.usp.br  ou pelo site www.narilia.unesp.br/posci.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Fiocruz organiza encontro nacional de pesquisa em ciência da informação

Com o tema “A informação na sociedade em rede para a inovação e o desenvolvimento humano”, a Fiocruz realizará, entre os dias 28 e 31/10, no Rio de Janeiro, o XIII Enancib – Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. O evento vai reunir pesquisadores, estudantes e professores de programas de pós-graduação de todo país.

O Encontro da Ancib – Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação, é organizado pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Informação em Saúde (PPGICS/Icict), e deve atrair 600 participantes, que se dividirão em 11 grupos de trabalho. A programação prevê a realização de duas plenárias – a de abertura do evento e a que encerrará o encontro, com a síntese dos trabalhos apresentados e suas conclusões.

O programa científico é baseado em apresentações orais e pôsteres, segmentados nos grupos de trabalho, coordenados por especialistas de Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação; Organização e Representação do Conhecimento; Mediação, Circulação e Apropriação da Informação; Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações; Política e Economia da Informação; Informação, Educação e Trabalho; Produção e Comunicação da Informação em CT&I; Informação e Tecnologia; Museu, Patrimônio e Informação; Informação e Memória; e Informação e Saúde.

O tema do Encontro – “A informação na sociedade em rede para a inovação e o desenvolvimento humano” – é um importante objeto de estudo na área, bem como assunto de suma relevância para o exercício da comunicação na sociedade da informação. A discussão desse tema no XIII Enancib visa a estimular o debate para a proposição de políticas públicas de informação e inovação, promovendo a reflexão sobre ações que orientem a formação da sociedade. O tema resgata questões já abordadas em encontros anteriores, especialmente no XI ENANCIB, que discutiu “A inovação e inclusão social: questões contemporâneas da informação”.

O Enancib é voltado para professores, pesquisadores, profissionais (mestres e doutores) e estudantes de pós-graduação stricto sensu vinculados aos cursos e programas de pós-graduação em Ciência da Informação e em áreas afins, filiados à Ancib e aqueles que se dedicam à pesquisa científica em Ciência da Informação e em áreas afins.

Em sua décima terceira edição, o Enancib se firma com o maior evento acadêmico na área da Ciência da Informação e a cada ano atrai um público maior, cada vez mais interessado nos novos rumos dessa ciência.
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Empréstimo de livros em Araraquara, SP, está acima da média nacional

O número de empréstimos de livros nas bibliotecas municipais de Araraquara (SP) está bem acima da média estadual e nacional, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
De acordo com o levantamento, cada família empresta em média quase 296 livros por mês. No Estado de São Paulo são pouco mais de 702. Em Araraquara são efetuados 2.675 empréstimos, média nove vezes maior que a nacional.

O estímulo à leitura é reflexo de um trabalho feito pelos professores nas escolas da cidade. Em uma delas, cujo acervo chega a mais de 15 mil obras, ao menos uma vez por semana os alunos se reúnem na biblioteca e têm aula sobre um grande autor da literatura. Cada criança leva um livro para casa, fica uma semana e o entrega com um resumo sobre o que leu.

O trabalho deu resultado, já que antes os alunos se limitavam à literatura infantil, explica Adélia Gasparello, professora e funcionária da biblioteca. “Depois de uma conversa com a professora, bolamos um jeito de eles conhecerem o infanto-juvenil, depois passarem para a ficção, teatro e poesia. Araraquara sempre foi um celeiro de grandes escritores, como o Ignácio de Loyola Brandão”, diz.
O projeto, que conta ainda com sarau integrado e visitas monitoradas, não só aumentou o número de livros emprestados como também mudou o comportamento dos estudantes em sala de aula.
“Tinham alguns alunos que não conseguiam ficar quietos, eram inseguros ao escrever por conta até de dificuldade de aprendizado. Agora há um maior interesse e menos problema de comportamento”, avalia a professora Sandra Lemes.

Rafael Luiz de Oliveira foi um dos estudantes que notou o progresso. “Antes eu não entendia direito o que a professora passava na lousa, mas agora eu entendo bem”, conta.
O universo dos livros também chegou cedo à vida da estudante Camila Teodoro, que aprendeu a ler sozinha aos quatro anos idade. “Eu fui vendo as imagens, associando as letras que a gente aprendia na creche e de repente estava lendo”, conta a adolescente hoje com 16 anos. “Quem lê aprende a falar e escrever bem, tudo melhora”, completa.

A jovem incentivou a amiga Tassiana Alves de Sousa a curtir o mesmo hobby. “Você sai do seu mundo e vai para outro diferente, é muito interessante. É uma hora que você se alivia das preocupações do agora para conhecer situações diferentes. É um mundo novo que vale muito à pena”, ressalta.
 
Leitura e tecnologia
 
Os educadores são unânimes em afirmar a importância da leitura na vida dos alunos. Com as novas tecnologias, o conteúdo está mais acessível para todos, mas é importante saber filtrar o que é importante ou não, orienta Zaira Zafalon, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e especialista em ciência da informação.
“Se a gente começa a analisar a questão de volume, isso não significa qualidade. Todas as informações estão disponíveis na internet. Isso acaba dificultando na questão de se formar cidadãos críticos. Tudo está disponível, mas nem tudo é de fato informação relevante”, avalia.
 
A especialista ressalta ainda a importância de as bibliotecas utilizarem as novas mídias sociais para atrair cada vez mais o jovem e o adolescente. Segundo ela, as bibliotecas precisam investir em informatização do sistema e não necessariamente na digitalização dos livros. “É mais importante desenvolver o seu acervo de acordo com as necessidades do seu público”, diz Zafalon.
 
Fonte: G1 assista o vídeo aqui.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Curso prepara profissionais para organizar Informação e documentação jurídica

O curso de extensão universitária em Capacitação Técnica em Documentação Jurídica da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), que começa no dia 14/04, oferece conceitos teóricos e estruturais necessários para organização e recuperação da informação e documentação jurídica.

Apresentar conceitos no âmbito da Biblioteconomia, Arquivística e da Ciência Jurídica de maneira a enriquecer as competências dos profissionais que desempenham funções neste setor de atividade é o objetivo desta extensão universitária, explica a professora Concilia Teodósio, docente do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP. “Este curso possibilita a compreensão dos conceitos jurídicos e a aquisição de saberes para seleção e avaliação das fontes jurídicas, e capacita para o  manuseio das ferramentas e técnicas utilizadas na organização e recuperação da informação de conteúdos jurídicos”.

O Curso é dirigido aos estagiários, auxiliares  e profissionais que trabalham em bibliotecas e arquivos de escritórios de advocacia e demais centros de informação jurídica. O curso também abordará a questão da postura a ser adotada por estes profissionais e o ambiente das organizações jurídicas.

Conteúdo do curso

Conceitos teóricos e estruturais da documentação jurídica

- Unidades de informação jurídica
- Perfil do bibliotecário jurídico
- Conceitos básicos de Direito
- As fontes de informação jurídica
- Doutrina
- Legislação
- O processo legislativo
- Jurisprudência
- Organização judiciária

Organização da informação jurídica – Parte I

- As classificações decimais
  CDD
  CDU
  CDDir
- Indexação das fontes de informação jurídica
- Vocabulários e tesauros no âmbito jurídico

Pesquisa e recuperação das fontes de informação jurídica  - Parte I

Introdução aos estudos do arquivo jurídico

- Breve introdução aos estudos de Arquivo
- Organização do Arquivo Jurídico
- Teoria das Idades documentais
- Introdução a Diplomática
- Introdução aos conceitos de formatação da Tabela de Temporalidade Documental
- Introdução aos conceitos de estruturação do Plano de Classificação de Assuntos

Tratamento técnico da documentação jurídica

- Tipologia documental jurídica
- Organização técnica de dossiês e documentos
- Uso de material técnico e especializado
- Classificação de documentos jurídicos
- Ordenação do Arquivo
- Técnicas para recuperação da informação e do documento de arquivo
- A atuação de profissionais especializados no Arquivo Jurídico

Organização da Biblioteca e do Arquivo jurídico

- Representação Descritiva
- Descrição e pontos de acesso
- AACR2
- NOBRADE
- Softwares utilizados na área jurídica
Leia mais em: segs.com

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bauru exporta serviços na área de tecnologia da informação

“Os negócios são fechados nos EUA, mas os produtos são feitos em Bauru”, diz Talon
 
Com nove cursos técnicos e de graduação em tecnologia da informação (TI), Bauru está despontando como uma importante exportadora de serviços nesta área em todo o Estado. Interessadas no farto número de profissionais formados anualmente na cidade, empresas desenvolvedoras de softwares começaram a se concentrar no município para atender clientes de dezenas de países. Uma delas - pertencente a uma multinacional com sede nos Estados Unidos - está localizada na Vila Santa Tereza, zona sul de Bauru.
Com 65 profissionais contratados na área de TI e oito anos da atuação no município, a empresa é especializada em desenvolver programas para fabricantes de celulares e tablets, bem como sites de classificados, páginas amarelas e guia de compras.

Leia mais em: JCNET

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Impacto nacional

Agência FAPESP – Em comparação com todos os países da América Latina e do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), os cientistas brasileiros são os que conseguem taxas de impacto mais altas com publicações em revistas nacionais.

A análise foi feita por Félix Moya, pesquisador do Departamento de Dinâmica da Ciência e da Inovação do Instituto de Políticas e Bens Públicos de Granada (Espanha), durante o 2º Seminário de Avaliação do Desempenho dos Periódicos Brasileiros no JCR, realizado na última sexta-feira (16/9) na sede da FAPESP, em São Paulo.

O evento foi promovido pelo programa Scientific Electronic Library Online (SciELO), criado em 1997 por meio de uma parceria entre a FAPESP e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

O objetivo do seminário foi discutir a crescente visibilidade conquistada pela ciência brasileira no Journal Citation Reports (JCR), o mais importante índice internacional de citações. A quantidade de periódicos nacionais indexados no JCR cresceu 43% de 2009 para 2010.

Segundo Moya, além do aumento da presença de publicações científicas editadas no Brasil no cenário internacional, houve uma clara melhora do impacto dessas publicações. Prova disso é que, em relação aos países do BRIC e da América Latina, o cientista do Brasil é o que consegue as mais altas taxas de impacto publicando em revistas nacionais.

“O SciELO tem muito a ver com isso, com toda certeza. Não há nenhum país do mundo que tenha um projeto nacional de acesso aberto a suas publicações como esse. Não é tudo o que tem que ser feito no campo da difusão de ciência no Brasil, mas é um passo muito importante e que não foi feito em outros países”, disse à Agência FAPESP.

O fator de impacto em si, no entanto, não deve ser um fim em si mesmo, de acordo com Moya. “A busca de um melhor impacto é importante à medida que ele pode ser considerado um sintoma da melhora da qualidade da pesquisa. Há uma clara correlação entre o impacto e a excelência da pesquisa. A importância disso, portanto, não se limita ao campo científico: o alto impacto da pesquisa tem grande relevância social”, disse.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Não dá para esperar

Livro eletrônico e novos modelos de armazenamento e uso da informação criam novas possibilidades de conhecimento. A mais importante biblioteca pública de Minas Gerais ainda vive no século passado.
Lucas Pereira utiliza equipamento próprio para fazer anotações de pesquisas no terminal da Biblioteca Pública: conteúdo ainda não está na rede
 
Você já reparou como as bibliotecas estão estruturadas hoje em dia? Pois se quiser guardar a imagem na memória, preste atenção. Dentro de muito pouco tempo a configuração desse espaço sagrado dos livros tende a mudar muito e para melhor. "A biblioteca vai ser mais aconchegante. Espaço agradável, para ficar mais à vontade, com tomadas para ligar os dispositivos eletrônicos. Não será mais aquele lugar estéril", aposta o diretor da Faculdade de Ciência da Informação da UFMG (ex-Escola de Biblioteconomia), Ricardo Rodrigues Barbosa. A pergunta fica: quando esse cenário se tornará realidade?
O protagonismo do digital em feiras como a Bienal do Livro no Rio de Janeiro e o Salão do Livro Infantil e Juvenil de Belo Horizonte mostra que a adaptação das bibliotecas à nova era é urgente. Na verdade, está passando da hora. Afinal, mesmo que o brasileiro não seja um grande frequentador desses espaços, é pela biblioteca que muita gente tem oportunidade de ampliar o contato com a leitura.
No momento em que se comemoram os 100 anos da criação do primeiro curso de biblioteconomia no país, o convite à reflexão sobre o presente e do futuro das bibliotecas demonstra um incrível descompasso. Além de mais espaço para convívio e menos prateleiras com livros, a relação dos cidadãos com o local também tende a se transformar. "Além de ser um espaço onde o jovem vai se sentir confortável, também será o lugar onde vai aprender a lidar com a informação: saber buscar, guardar, organizar, proteger, distribuir e conhecer a qualidade da fonte", completa Ricardo Barbosa. 


A velocidade com que a digitalização toma espaço na sociedade é inversamente proporcional à adaptação das bibliotecas brasileiras às novas tecnologias. "Wireless (rede sem fio) a gente não tem. Você acredita? Tem na Praça da Liberdade, mas não tem aqui", comenta Marina Ferraz, coordenadora da hemeroteca histórica da Biblioteca Pública Luiz de Bessa. O motivo? Falta de previsão de recursos. "Temos que fazer o planejamento dois ou três anos antes”, justifica. A principal biblioteca de Minas Gerais oferece apenas 10 computadores para consulta à internet. No acervo de 300 mil livros, nenhum é digital. “Temos planos, conversamos sobre isso, mas sempre esbarramos na questão dos recursos. Precisamos fazer um sistema específico para empréstimos de e-books, por exemplo", planeja Marina.
Aline Lemos usa luvas para manusear antigos documentos, que fotografa para dar continuidade à pesquisa: "Digitalização é uma necessidade", cobra
A situação das universidades é um pouco melhor. Além da rede wireless instalada pelo sistema acadêmico também é possível se conectar a outros acervos, inclusive internacionais. Além disso, Ricardo Barbosa participa de um grupo de trabalho na UFMG, criado para formular processos para lidar com os acervos digitais. "Estudamos como vamos disponibilizar, como será no terminal, em que formato, quais são os mecanismos adotados pelas editoras. Há vários modelos", explica. A universidade planeja a instalação de um centro de digitalização de alta performance. 


Apesar de defasada em termos de tecnologia, a Biblioteca Pública já digitalizou 1 milhão de imagens da hemeroteca histórica. O próximo passo, ainda sem data definida, será a integração do banco de dados com a internet. "A pessoa consegue salvar e levar para casa, mas em um futuro vamos conseguir colocar isso na rede", planeja a coordenadora. "Digitalização é uma tendência e uma necessidade", cobra a pesquisadora Aline Lemos. Para fazer seu trabalho em Belo Horizonte, ainda precisa de máscaras e luvas para manejar os jornais históricos, dos quais fotografa as partes de seu interesse. "Facilita muito quando os arquivos estão na internet. Se isso fosse feito aqui, ia ajudar pesquisadores de outros lugares", avalia. 


Ao lado dela, também calçando luvas, Getúlio Mendes passa com cuidado as páginas de um jornal do início do século. "É complicado manusear e pode estragar o material. Sei que já tem o acervo digitalizado, mas a expansão será melhor para o usuário", diz. Pesquisador de uma coluna publicada no Estado de Minas em 1931, Lucas Pereira usa dois computadores para trabalhar. Enquanto no da biblioteca observa seu objeto, no pessoal faz os apontamentos. 

Informação centenária 

O primeiro curso de biblioteconomia no Brasil – e o terceiro da América Latina – foi criado na Biblioteca Nacional, em 1911, no Rio de Janeiro. Por ele passaram professores como Cecília Meireles, Afrânio Coutinho e Sérgio Buarque de Hollanda. Eles ajudaram a criar as bases para os conhecimentos da profissão, hoje tão desafiada pelas novidades tecnológicas. "As bibliotecas atuais precisam ter imagens multidisciplinares, com gente da ciência da informação, da computação e da comunicação", explica Ricardo Barbosa, diretor da Faculdade de Ciência da Informação, da UFMG.

Estudo e trabalho 

O administrador Fernando Ribeiro Henriques também comparece diariamente à biblioteca, mas com finalidade bem diferente: faz dali seu escritório. "Como a minha casa está reformando, venho trabalhar aqui. Trago tudo o que preciso", conta. Apesar de satisfeito com o ambiente, Fernando observa que detalhes como a oferta da rede sem fio poderiam fazer que outras pessoas também explorassem a biblioteca não apenas para estudo. 

Para muita gente, internet na biblioteca pode parecer item supérfluo, espécie de convite ao lazer. Mas será que a tradicional casa dos livros tem que ser apenas lugar de obrigações com a leitura? Essa é uma ideia que talvez tenha contribuído para a ausência de hábito dos brasileiros de usar a biblioteca. Foi pensando em fazer desse espaço um ambiente de prazer e convívio que a arte-educadora Maria Lívia de Castro inaugurou no Bairro Buritis a Brincante. Com acervo de 6 mil livros, além de espaço para palestras e oficinas, a biblioteca tem feito sucesso com a vizinhança. Enquanto as mães leem um romance, por exemplo, os pequenos brincam e têm contato com o universo da leitura. "As crianças vêm aqui, escolhem o que querem ler, comentam, falam do que gostaram ou não", observa a responsável pelo local, Claudinéia Cavalheiro.


São espaços assim, aconchegantes, que Ricardo Rodrigues Rodrigues imagina para o futuro da biblioteca. Se elas vão ficar cheias, é outra coisa. "A biblioteca cheia é uma questão cultural, tem a ver com educação. No Brasil, infelizmente, não temos essa realidade. Na verdade, tem a ver com o valor que a sociedade dá para a informação", pondera.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Propesp divulga palestra no Cidec-Sul

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) anuncia a palestra “Os Estudos Métricos em Apoio aos Processos de Produção em Ciência, Tecnologia e Produção”, com o professor Raimundo Nonato Macedo.

O palestrante é doutor em Informação Estratégica pela Universidade de Aix-Marseille III - França. Foi docente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), no departamento de Biblioteconomia, e Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente, é docente na Universidade Federal do Pernambuco (UFPE).

A palestra será realizada nesta quarta-feira, 3, às 8h15min, no Centro Integrado de Desenvolvimento Costeiro (Cidec-Sul) - Campus Carreiros da Furg.
As inscrições, gratuitas, devem ser feitas no local. Os participantes receberão certificados.

Fonte: Jornal Agora

terça-feira, 12 de julho de 2011

Programa analisa sistema para gerenciar dados

O BioCore é um sistema livre e flexível para gestão de dados de coletas de biodiversidade, que reflete o estado da arte no mundo




Os representantes do Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Biodiversidade (Biota-MS), professor João Onofre Pinto e professor Fábio Roque, reuniram-se com os pesquisadores do Laboratório de Sistemas de Informação (LIS) do Instituto de Computação da Universidade de Campinas (Unicamp) para discutir sobre a possível implantação do sistema de informação BioCore, desenvolvido pela Unicamp, para gerenciar os dados de biodiversidade de Mato Grosso do Sul, coletados pelos pesquisadores do Biota-MS.


De acordo com os professores pesquisadores Claudia Bauzer Medeiros e André Santanchè, ambos da Unicamp, e o consultor professor Milton Cesar Ribeiro (Unesp), que se reuniram com os pesquisadores do Biota-MS, o BioCore é um sistema livre e flexível para gestão de dados de coletas de biodiversidade, que reflete o estado da arte no mundo.
O sistema permite que os pesquisadores possam compartilhar dados, ajudando-os na construção de modelos complexos e na modelagem de ecossistemas, incluindo descobertas de relações e interações entre as espécies, o que ajudará a apoiar a cooperação entre diversas pesquisas. Para mais informações sobre o BioCore acesse: www.lis.ic.unicamp.br/projects/biocore/ e proj.lis.ic.unicamp.br/biocore para ter acesso a um primeiro protótipo.
Biota-MS
O Programa Biota-MS iniciará um amplo trabalho junto às coleções do Estado, com a atuação de nove bolsistas do CNPq, que têm como missão informatizar todos os dados de biodiversidade nos próximos dois anos. Fazem parte dos objetivos do programa dar suporte técnico-científico às novas pesquisas, garantir a conservação e o uso econômico sustentável dos biomas aqui existentes.
De acordo com o secretário-executivo do Biota-MS, professor Fábio Roque, “com estas ações o programa inicia uma de suas metas mais ambiciosas: criar um portal onde qualquer cidadão terá acesso às informações sobre biodiversidade e seu uso sustentável no Estado de forma rápida e gratuita”.

O Biota-MS é um programa coordenado pela Superintendência da Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Sucitec) e reúne pesquisadores de diversas universidades e instituições de pesquisa. Podem se integrar ao programa toda instituição, seja pública, privada ou do 3º setor, que deseja participar das ações. O Biota-MS está contemplado no PPA-2008/2011 e no Orçamento do Governo de Mato Grosso do Sul.
 
Mais informações pelo: www.biota.ms.gov.br ou pelo email roque.eco@gmail.com .

terça-feira, 28 de junho de 2011

UFPB dá início a publicação de revista científica

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com o apoio técnico-científico do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), lançou o primeiro volume da revista científica eletrônica Perspectivas em Gestão & Conhecimento – PG&C.

Com periodicidade semestral, a revista tem como objetivo publicar trabalhos originais e inéditos relacionados aos temas “Gestão” e “Conhecimento” sob abordagens que priorizem diálogos multidisciplinares e contribuam para o desenvolvimento de novos conhecimentos e/ou para aplicação nos diversos setores e organizações da sociedade.

A revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona democratização mundial do conhecimento.

Interessados em submeter trabalhos para o segundo número da Perspectivas em Gestão & Conhecimento, a ser publicado no mês de dezembro de 2011, poderá obter mais informações acerca das regras para a inclusão no site da revista.

Fonte: Agência Fapesp

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Capes assina acordo com instituto israelense

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério de Educação do Brasil e o Instituto de Pesquisa Weizmann situado em Rehovot, Israel, assinaram neste mês de junho acordo de cooperação científica. Este acordo permitirá a elaboração de editais de apoio a intercâmbio de pessoal e cooperação de grupos de pesquisa de interesse comum. O acordo é o primeiro programa de cooperação internacional da Capes com Israel. O documento assinado explicita o interesse em aprofundar a cooperação acadêmica entre instituições de ensino superior brasileiras e israelenses, a fim de promover o desenvolvimento da ciência e tecnologia em ambos os países.

Com a assinatura, tanto a Capes quanto o Instituto Weizmann se comprometem a promover a estabelecer um programa de intercâmbio estudantil e promover o intercâmbio em programas em áreas de qualificação de professores e tecnologias da educação. Além disso, o memorando traz como objetivos fomentar a parceria universitária e apoiar seminários, workshops e conferências.

Instituto Weizmann
Fundado em 1934 por Chaim Weizmann, o Instituto Weizmann tem atualmente cerca de 2.500 estudantes e oferece cursos de mestrado e doutorado em matemática, informática, física, química, e biologia, bem como diversos programas interdisciplinares.

Dois professores da Faculdade de Ciências de Informação do Instituto Weizmann, Amir Pnueli e o criptográfo Adi Shamir, já receberam o Prêmio Turing, considerado equivalente ao Prêmio Nobel nas ciências de informação. Em 2009, a professora do Departamento de Estruturas Biológicas também do instituto, Ada Yonath, recebeu o Nobel de Química.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Fundação Vanzolini abre inscrições para o Curso em Aplicações para a Gestão Estratégica do Conhecimento

JUNHO/2011 – Voltado para profissionais das áreas de Projetos, Planejamento Estratégico, Recursos Humanos, Ciência da Informação e Tecnologia da Informação, o curso de capacitação Aplicações para a Gestão Estratégica, da Fundação Vanzolini tem início previsto para 09/08, no Centro de Treinamento – Unidade Paulista. As inscrições podem ser realizadas até o dia 27/07, no site www.vanzolini.org.br.

Durante as aulas, os profissionais terão acesso a informações para a obtenção, retenção e uso adequado de conhecimentos técnico-gerenciais, responsáveis pela formulação de estratégias e tomada de decisões em uma organização independente de seu porte e atuação.

Com duração de quatro meses, o conteúdo é dividido em nove disciplinas: Conceitos Gerais de Gestão do Conhecimento; Inteligência Competitiva; Cultura Organizacional e Gestão do Conhecimento; Mapeamento de Conhecimento; Identificação e registro; Projeto de Sistemas de Gestão do Conhecimento; Diagnóstico através do Modelo de Produção baseado na Gestão do Conhecimento; Metodologia para a elaboração dos trabalhos finais; e Ferramentas tecnológicas aplicadas à Gestão do Conhecimento.
Para grupos de profissionais, estão disponíveis aulas no formato in company, com programação específica para empresas de origem internacional e nacional em todo o país.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 0800 770 06 08 (Estado de São Paulo) e (11) 3145-3717 (demais regiões), ou no e-mail: cursos@vanzolini.org.br.

Curso de Capacitação em Aplicações para a Gestão Estratégica do Conhecimento
Carga Horária: 56 horas
Horário: terças-feiras, das 19h às 22h45
Local do curso: Av. Paulista, 967, São Paulo (SP)
Informações: 0800 770 06 08 (Estado de São Paulo), (11) 3145-3717 (demais regiões), ou), ou no e-mail: cursos@vanzolini.org.br