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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cientistas da informação

Encarregados de cuidar e de organizar informações, os bibliotecários têm atuação ampla que vai além do trabalho com livros




De origem grega, a raiz do nome biblioteconomia, “biblos”, significa livros. Pensar no profissional da área, o bibliotecário, normalmente vem à mente uma pessoa que, na biblioteca, é o responsável por organizar o acervo. Segundo a integrante do Conselho Federal de Biblioteconomia, Sandra Cabral, a origem da palavra pode restringir, para que não conhece, a atuação desses profissionais.


Os bibliotecários trabalham na seleção de conteúdo, vocabulário controlado e indexação de conteúdos, destaca. “É possível atuar em jornais, editoras, como arquitetos de informação na Internet, em hospitais, com a bibliotecoterapia, usando a leitura como tratamento”, diz.

Bibliotecária há 34 anos, Sandra afirma que, apesar de não serem profissionais valorizados no País, a atuação do bibliotecário é solicitada por empresas de variados setores, sendo uma atividade multidisciplinar. “Em todo o mundo, 20% das informações estão estruturadas, ou seja, arrumadas. Mas 80% não têm estruturas e estão dando sopa por aí”, afirma Sandra.

Com a Lei 12.244 de 2010, que obriga que as instituições públicas e privadas de ensino tenham bibliotecas e, pelo menos, um bibliotecário, em dez anos haverá uma necessidade de 178 mil profissionais, destaca Sandra. Daqui para lá, segundo ela, 30% dos profissionais de hoje devem estar aposentados.
A dica dela para quem está entrando no mercado é investir nos conhecimentos em informática, nas novas tecnologias e redes sociais. É preciso ter um bom conhecimento em inglês e procurar estar atualizado diariamente, com leitura de jornais e revistas.
 
Novo mercado
Formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) há 29 anos, Efigênia Fontenele é bibliotecária no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Desde que ela começou a atuar na área, as exigências no mercado foram mudando e a fizeram buscar dois cursos de especialização.
Hoje, a participação nas inovações da empresa são constantes. “Dentre os projetos, temos o de desenvolvimento industrial. Nele, existem várias etapas como o de busca de anterioridade”, afirma Efigênia. Segundo ela, o trabalho do bibliotecário, nesse caso, é de buscas em bases de dados de patentes para ajudar no desenvolvimento de produtos diferentes dos que já existem.

Saiba mais

Salários
Os profissionais de biblioteconomia recebem salários de, pelo menos, R$1.500, segundo Sandra Cabral, do Conselho Federal de Biblioteconomia. Porém, os valores variam de acordo com a empresa. Quem trabalha em escritórios jurídicos, recebem, geralmente, remuneração mais alta.. Em São Paulo, é possível encontrar bibliotecários ganhando até R$ 16 mil. Em Fortaleza, o valor pode ficar por volta de R$ 9 mil nesses casos.

EM BAIXA


CONTRATAÇÃO
Apesar da lei que exige um bibliotecário em cada escola, ela ainda não é cumprida. Além disso, algumas empresas contratam estagiários da área, mas não possuem o profissional.
EM ALTA


NECESSIDADE
Quase todas as áreas necessitam de um profissional de biblioteconomia para otimizar buscas de informação. Para regulamentar os profissionais da área, o Ceará conta com conselho e associação.
BATE-PRONTO


O POVO - Como você entrou na área?
Rita - Eu cursava História e trabalhava. Tive que começar a organizar o material para facilitar o meu trabalho fazendo indexação e percebi que podia descobrir mais sobre isso. Então, entrei no curso de Biblioteconomia.
O POVO - Em que áreas um bibliotecário pode atuar?
Rita - Lidamos com editoração de livros, catalogação e arquivos. Somos profissionais da informação e devemos desmistificar essa visão de que trabalhamos apenas com livros. Hoje, trabalhamos com diversas mídias como arquivos de TV, arquitetura da informação na Internet, redes sociais. Dizem que tudo está na Internet, no Google, mas se não for organizado de forma eficiente, com palavras e termos chaves, não é possível encontrar.


O POVO - Qual a dica para quem está começando?
Rita - Quem já está na faculdade deve procurar estágio para ter experiência. Deve-se também conhecer softwares. É importante a pessoa ver a vocação do mercado para poder saber onde atuar.

Rita de Cássia Farias, 48 anos, bibliotecária há 24.



Formação
"A Universidade Federal do Ceará, câmpus de Fortaleza e do Cariri, oferece curso superior".

Gabriela Ramos
gabrielaramos@opovo.com.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O profissional da informação pós-futurística


A demanda por profissionais da Ciência da Informação, responsáveis por atribuir valores de relevância aos dados presentes na rede, cresce ano após ano, e esse gráfico ascendente não deve dar sinais de exaustão tão cedo


Em 2003, num artigo publicado na revista Você S/A, a professora Isa Maria Freira, do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da UFPB, previu como o volume de informações presente na internet poderia impactar todos os setores relacionados à carreira dos profissionais da Ciência da Informação, tais como bibliotecários, arquivistas, documentalistas, dentre outros. A demanda por esses profissionais, responsáveis por atribuir valores de relevância aos dados presentes na rede, cresce ano após ano, e esse gráfico ascendente não deve dar sinais de exaustão tão cedo.

Para se ter uma ideia, atualmente estima-se que existam 120 bilhões de páginas indexadas na web, admitindo-se uma média de 588 páginas únicas por domínio. Até 2015, o volume de dados trafegados nesse espaço digital deve atingir a casa dos 966 exabytes (1 exabyte equivale a 10 elevado à décima oitava potência de bytes). É um universo tão inimaginavelmente colossal de dados e comandos digitalizados que alguns especialistas acreditam que, nesse ritmo, os algoritmos um dia vão criar 'vontade própria'.

Mesmo os sistemas de busca e recuperação de informações mais sofisticados não são capazes de perscrutar toda a internet. O Mundaneum imaginado por Paul Otlet foi finalmente consolidado (não exatamente do jeito que ele imaginava), o problema é que ele não quer parar de crescer. E crescendo, as informação vão se perdendo entre elas mesmas, de forma que uma busca eficiente pode se tornar cada vez mais difícil. E à medida em que a informação se torna mais numerosa, assume a proporção contrária de importância e relevância, torna-se mais factual, efêmera. Pergunta: como fica o minúsculo profissional da informação nesse panorama?

Como afirmava o famoso escritor russo Leon Tolstoi, "para ser universal, basta cantar o seu quintal". E é seguindo essa premissa que devemos encarar a informação no futuro que já está acontecendo. Para quem não conhece a área, profissionais da CI, sobretudo os bibliotecários, são mais do que organizadores de livros e arquivos em estantes, bibliotecas e gavetas: há muito tempo eles desempenham um papel-chave para governos, bancos, grandes empresas, e instituições intergovernamentais.

A busca especializada de informações, não apenas relevantes, mas vitais, em bancos de dados, fontes diversas, repositórios desconhecidos, além do armazenamento competente das mesmas, é a atribuição prima desses atores. O volume crescente de dados na internet diz respeito a uma universalidade descartável, informações que normalmente nunca serão consultadas ou lembradas. Mas as informações relevantes, que têm valor para os usuários, devidamente armazenadas (não mais em estantes, agora em servidores), sempre estarão ao alcance de quem precisar.

À medida em que a internet se torna universal, as informações que precisamos pode estar, cada vez mais, presentes bem no nosso quintal.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Hacker é bandido", diz diretor de Segurança da Informação da Presidência

Raphael Mandarino discorda de ministro da Ciência e Tecnologia, e diz que Governo deve ser auxiliado por especialistas formados, não por comunidade hacker.


“Eu continuo com a minha posição: hacker é bandido”. A polêmica declaração é do diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Raphael Mandarino. 

A afirmação, divulgada em vídeo publicada pelo site Convergência Digital, foi feita na última sexta-feira (12/08), no Rio de Janeiro, durante o evento de segurança digital Seginfo 2011, e serviu como resposta ao ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que, em junho, disse que o Governo poderia procurar a comunidade hacker em busca de ajuda na segurança cibernética do País. 

“Têm especialistas em segurança muito bem formados no Brasil que podem, sim, ajudar. Já um menino, sem a supervisão dos pais, que tem banda larga e pega script para ficar incomodando os outros... não sei se é uma boa atividade”, afirmou.

Mandarino também comentou o polêmico projeto de Lei de Eduardo Azeredo (84/99), que tipifica os crimes cometidos pela Internet. Disse que nesta quarta-feira (17/08), o Governo o discutirá em seminário. De duas, uma: “Ou apoiará o projeto, com algumas retiradas de excessos, ou fará um substitutivo”. No primeiro caso, a aprovação fica mais próxima; no segundo, a tramitação será mais lenta, pois novos acordos entre lideranças terão de ser costurados.

Mês passado, um abaixo-assinado com cerca de 160 mil nomes contrários à Lei foi entregue pelo deputado federal Emiliano José (PT-BA), ao deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), seu relator – daí vem o nome. O projeto vem enfrentando resistência de muitos internautas, que o consideram rigoroso demais.

Fonte: Idig Now

terça-feira, 5 de julho de 2011

Glossário de Termos Biblioteconómicos



Olá, pessoal, tudo bem? Ao navegar pela web para produzir um trabalho, encontrei esse Glossário de Termos Biblioteconómicos. Achei bem interessante e quero compartilhar com vocês.

Que seja útil como o foi para mim.

Glossário de Termos Biblioteconómicos

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Conheça o Curso Técnico em Biblioteconomia oferecido pelo IFRS, Campus Porto Alegre

Curso Técnico em Biblioteconomia


Ingresso
Curso diurno
Duração
3 semestres

Perfil Profissional de Conclusão
          O Técnico em Biblioteconomia deverá ser um profissional capacitado e habilitado para atuar como assistente junto às chefias, aos diretores e/ou gerentes de bibliotecas, centros e/ou serviços de informação e documentação e outros, no âmbito das empresas e/ou instituições públicas e/ou privadas. O Técnico em Biblioteconomia deverá também evidenciar facilidade na comunicação interpessoal, iniciativa, criatividade e espírito empreendedor, atuando com ética e de forma participativa, colaborando no alcance dos objetivos da biblioteca e da organização na qual ela se insere e buscando contínuo aperfeiçoamento pessoal e profissional.

          O Técnico em Biblioteconomia, ao concluir o curso, deverá ser capaz de:
           Executar procedimentos de auxílio à organização, tratamento, disseminação, preservação, conservação e recuperação
                das unidades de acervo;
           Executar procedimentos relacionados com a alimentação de sistemas informatizados de recuperação de informações;
           Planejar e administrar seu tempo e suas tarefas;
           Realizar suas atividades, buscando a qualidade do desenvolvimento de recursos e serviços;
           Recepcionar/atender pessoas;
           Redigir textos e/ou documentos administrativos;
           Preparar e/ou assessorar o planejamento e a execução de reuniões e/ou eventos;
           Realizar atividades de incentivo à leitura e formação de leitores;
           Promover a acessibilidade e a inclusão social e digital de Pessoas com Necessidades Especiais (PNEEs);
           Elaborar instrumentos de comunicação, usando computadores, Internet, processadores de textos, agenda, planilhas
                eletrônicas, bancos de dados e outros programas.

Áreas de atuação

           Bibliotecas universitárias, públicas, escolares especializadas, centros de pesquisa e documentação, empresas privadas
                ou estatais, sindicatos, associações, Organizações Não Governamentais (ONGs), escritórios de profissionais liberais.

Coordenação do Curso
Profª Lizandra Brasil Estabel

E-mail da Coordenação
tec.biblio@poa.ifrs.edu.br

Blog do curso
http://biblioifrs.blogspot.com


Para mais informações, acesso o site do IFRS.