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sábado, 9 de junho de 2012

Ibict e embrapa lançam cartilha para público infantil

No dia 17, será lançada  durante a Rio +20, na Embrapa Solos, no Rio de Janeiro, a cartilha O Pensamento do Ciclo de Vida: Uma História de Descobertas, com personagens do cartunista Mauricio de Sousa e coordenação editorial de Nilce Nass. A publicação mostra, sob uma perspectiva atual, o aprendizado sobre o meio ambiente, o ciclo de vida dos produtos, os seis erres da sustentabilidade (repensar, repor, reparar, reduzir, reutilizar e reciclar) e a relação entre a fabricação de produtos e os serviços a eles associados e seus impactos na natureza a chamada avaliação do ciclo de vida de produtos.

Voltada ao público infantil, a publicação é fruto de parceria entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI), a Empresa Brasileira de Pesquisa  Agropecuária (Embrapa/Mapa), a United Nations Environment Programme (Unep), a Life Cycle Iniciative e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI).

De acordo com o diretor do IBICT, Emir Suaiden, é por intermédio do acesso à informação que se dá o compartilhamento do conhecimento e, consequentemente, o processo coletivo de tomada de consciência. De nada adianta ter, de um lado, uma sociedade tecnológica e economicamente evoluída e, de outro, um meio ambiente degradado. Conciliar a tecnologia com um meio ambiente sustentável é uma condição para alcançar a qualidade de vida que todos nós almejamos, comenta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quase 80% dos doutores ficam na universidade, diz presidente do CNPq

Luna D'Alama Do G1, em Goiânia (GO)
 
Uma pesquisa recente feita pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o cruzamento de CPFs cadastrados no registro de empregos, revela que 77% dos doutores brasileiros continuam na universidade depois de formados.
A informação foi dada pelo presidente da fundação, Glaucius Oliva, na última terça-feira (12), durante reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia.

Outros 11% dos doutores brasileiros atuam na administração pública, após serem aprovados em concursos. Já a indústria de transformação concentra 1,4% do total; a indústria extrativa, 0,42%; empresas agrícolas, 0,41%; a área de informação e comunicação, 0,23% e a construção civil, 0,22%.
Os demais têm o próprio negócio ou estão distribuídos por setores mais segmentados. "Formamos doutores, mas eles não vão para o serviço privado", afirmou Oliva.

No ano passado, 12 mil doutores e 40 mil mestres se graduaram no país. Mas, no ranking de doutores por mil habitantes, o Brasil, com 1,4, fica muito atrás da Suíça (23), da Alemanha (15,4) e dos EUA (8,4). Além disso, enquanto a China reúne 30% dos formados em áreas como engenharia e tecnologia, o Brasil tem apenas 5%.
"A ciência é uma atividade muito recente na nossa história. A pós-graduação foi criada apenas na década de 1960, e chegamos aos anos 1980 com menos de 0,5% de toda a ciência produzida no mundo", disse o presidente do CNPq.

Na opinião dele, se o país chegou a um estágio avançado de desenvolvimento na agricultura e na produção de alimentos, foi graças à melhoria tecnocientífica, com participação especial da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, e de outros colégios agrícolas.

"A Petrobras, por exemplo, só é o que é porque investiu em tecnologia para a extração de petróleo e gás. A economia brasileira, como um todo, só conquistou o atual sucesso por apostar em C&T", afirmou Oliva.
Ele ressaltou que o Brasil precisa de importar tanto e produzir mais nacionalmente. "Até estetoscópio a gente compra de fora", disse. Outro ponto criticado foi sobre o foco da ciência, que por muito tempo se baseou nela mesma. "Mais do que olhar para si e concorrer a prêmios e bolsas, as pesquisas têm que se voltar para o país. É possível fazer ciência de alta qualidade, com publicação nas maiores revistas do mundo, e mesmo assim prestar atenção nas questões internas", apontou.
 
60 anos
 
O CNPq, que completou 60 anos em abril, tem atualmente 90 mil bolsistas e 64 mil projetos em vigência, além de 75 mil projetos para serem julgados. Destes, cerca de 20% são aprovados.
De 1985 a 2000, as bolsas de estudo consumiram 92% do orçamento total da entidade, segundo o presidente. Muitas delas são do tipo "sanduíche", em que o aluno matriculado aqui passa um tempo no exterior para complementar sua formação. O interesse estrangeiro no nosso país também tem crescido. "Não levam dois dias sem que nós recebamos uma delegação buscando cooperação com o Brasil", disse Oliva.
Ele destacou, ainda, que o CNPq e a SBPC estão na luta contra um projeto de lei que já passou por duas comissões no Senado para aprovar a contratação de professores universitários sem mestrado ou doutorado.

Fonte: G1