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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Seduc cria regimento para facilitar acesso às bibliotecas escolares

Texto de Bruna Campos

Com a finalidade de incentivar a implantação e implementação de bibliotecas na rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (Siebe), publicou no Diário Oficial do Estado, na edição de 31 de janeiro, o Regimento Geral das Bibliotecas Escolares da Rede Pública do Estado. “O principal objetivo do regimento é instituir um padrão para que as bibliotecas das escolas estaduais possam facilitar o acesso às informações de acordo com as necessidades de cada comunidade escolar”, explica Hellen dos Anjos, coordenadora do Siebe.
O regimento foi criado pela Seduc em 2011, para que as escolas passem a ter o seu próprio regulamento. Para saber se as instituições estão cumprindo com as normas do regimento, profissionais do Sistema Estadual de Bibliotecas agirão como fiscalizadores de ensino e desenvolverão ações de fomento à leitura e à cidadania.
As bibliotecas escolares terão que adotar procedimentos internos, conforme necessidades específicas da unidade de ensino. Cada biblioteca terá profissionais lotados, via projetos aprovados pelo Siebe, os quais receberão orientações de um bibliotecário. O profissional lotado terá que executar as atividades previstas em seu projeto de fomento à leitura, como: recebimento de livros, carimbagem, etiquetagem, tombamento de acervo, empréstimo e devolução de livros.
Acervo
O acervo das bibliotecas devem ser composto por livros de pesquisa, livros literários, obras paraenses, livros de referência, Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), periódicos e materias especiais para os usuários do alfabeto em Braille e Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Assim como a instituição terá que cumprir as normas do regimento, os usuários, no caso os estudantes, terão seus deveres. “Os alunos devem zelar pela integridade dos materiais, e cuidar das instalações, das mobílias e dos equipamentos. Eles também não podem entrar na biblioteca carregando alimentos ou bebidas”, ressalta a coordenadora.
O regimento poderá ser alterado sempre que for exigido o aperfeiçoamento do processo administrativo e funcional das bibliotecas. As alterações que forem efetuadas só entrarão em vigor depois de aprovadas pela Secretaria Adjunta de Ensino (Saen) e pela coordenação do Siebe.

Fonte: Pará.gov

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Inscrições vão até 05 de janeiro

O escritor paraense Joaquim Amóras Castro nasceu no município de Marapanim (PA) em 1941, mas é um verdadeiro cidadão de Castanhal (PA). Jornalista, poeta, romancista e ensaísta, ele morreu em 2000 e é o autor homenageado no Prêmio de Literatura da Fundação Cultural de Castanhal (FUNCAST) com o I Edital Literário Joaquim Amóras Castro. A premiação está com inscrições abertas até 5 de janeiro de 2012.

Autor dos livros “Canto–Chão” (Poesias), em parceria com Aldenor Villar - 1977; “Muirapinima – A Ilha do Vento”; “Caminhos de Iraquara” e “Casarão de Santa Fé”, Amóras já recebeu prêmios e menções honrosas da Academia Paraense de Letras e outras instituições. “A escolha do nome do saudoso escritor Joaquim Amóras Castro, se deve à sua dedicação à produção literária no município. Tendo nascido em Marapanim, tornou-se castanhalense por adoção. E aqui, em Castanhal, produziu diversos livros, sendo premiados por diversas vezes”, justifica o superintendente da FUNCAST, Benedito Santiago.

De acordo com Santiago, o lançamento do edital atende às demandas dos escritores do município e é o resultado de uma ação de governo. “A ideia de se realizar um edital que premiasse a produção literária em Castanhal é uma proposta do Governo Municipal, e um desejo dos escritores locais. O edital fazia parte da proposta de governo do prefeito Hélio Leite, que já realiza outros importantes projetos de incentivo cultural, como o Festival de Curtas-Metragens Curta Castanhal e o Festival de Música Castanhalense – FEMUC”, explica. Ainda segundo Benedito Santiago, para 2012, há o projeto de se lançar, também, um edital para incentivo da produção teatral na cidade.

Ao todo, seis trabalhos serão premiados. Cada um no valor de cinco mil reais, totalizando 30 mil reais em premiações. Os candidatos só podem inscrever um trabalho inédito por gênero. “[Serão] premiadas as obras sem especificar um número por categoria”, ressalta Benedito.

Segundo o presidente da Academia Castanhalense de Literatura (ACL), Olavo Bahia, o prêmio literário concretiza novos horizontes para o setor. “A Academia encara essa iniciativa da FUNCAST primeiramente como um incentivo dentre tantos outros que o professor Benedito Santiago e o prefeito Helio Leite vêm proporcionando na área da cultura. Depois, como uma oportunidade do surgimento de novos valores no campo da literatura de Castanhal e do Pará”, diz. Ainda, na opinião de Bahia a possibilidade de estimular a leitura é um dos grandes méritos da premiação.

“Um concurso literário tem tudo a ver com incentivo à leitura, a maior preocupação de nossa Academia. [A escritora] Ana Maria Machado declarou certa vez que gente que diz que não gosta de ler é como se tivesse dizendo que não gosta de namorar. Talvez não tenha tido a chance de descobrir como é gostoso...”, acredita.

 
VETERANOS

Para o escritor bragantino Alfredo Garcia, um especialista em vencer editais de literatura no Pará e no Brasil, o novo edital para incentivar a produção literária paraense é mais um passo na engrenagem para fortalecer o segmento. Contudo, ele faz ponderações aos pontos que enfraquecem esses mesmos mecanismos. “Acho que esses concursos são salutares. Proporcionam aos novos talentos uma chance de testar seus escritos, se posicionar criticamente. Mas, quando premiam com a publicação de livros acabam dando um presente de grego ao autor que se vê às voltas com uma pilha de livros que não sabe como vender!”, avalia.

O autor premiado no projeto da FUNCAST terá seu trabalho publicado numa edição de 500 exemplares. Sessenta por cento das obras ficam com escritor, que se responsabiliza pela forma como irá fazê-la circular e 40% são para a entidade - porcentagem destinada à divulgação, intercâmbio cultural do projeto e doação para bibliotecas públicas.

O autor Daniel da Rocha Leite, vencedor do último Prêmio de Artes Literárias 2011 do Instituto de Artes do Pará, na categoria Conto, - além de acumular outras premiações locais e nacionais no currículo -, também aponta a distribuição e divulgação das obras dos vencedores como o caminho de desequilíbrio dos editais. “Ainda são pontos que precisamos melhorar. Entretanto, a simples possibilidade de um edital sério, aberto a todos, já é, para quem escreve - trabalha e sonha - um mundo para ser festejado”, opina.

Tanto Alfredo como Daniel recomendam para quem vai se inscrever em um edital pela primeira vez, o cuidado e atenção às propostas e seriedade das instituições incentivadoras. “Recomendo aos jovens só participarem de concursos que não cobrem taxas de inscrição! Isso [cobrar taxa] é picaretagem”, destaca Alfredo Garcia.
“Penso que um bom livro já está sendo escrito ou quase terminado antes do edital vir a lume. Acredito que o bom trabalho literário aproveita a oportunidade do edital para viver uma esperança possível de se participar com energia. Percebo que os escritores que conseguem algum êxito já vêm escrevendo os seus textos há algum tempo. A vinda do edital é somente para celebrar um trabalho que já vinha sendo elaborado antes”, completa Daniel Leite.



INSCRIÇÕES

As inscrições para o I Edital de Literatura Joaquim Amóras Castro são gratuitas e devem ser feitas de no horário de 08 às 18h, na FUNCAST. Para se inscrever, o candidato deve apresentar ficha de inscrição preenchida, com cópias do CPF, RG e comprovante de residência, já que para participar do edital, o candidato deve morar no Pará há pelo menos dois anos antes do lançamento do concurso. 

No ato da inscrição, é necessário a entrega de uma cópia original do trabalho, sem identificação, apenas com o título e gênero da obra, além de um CD, no qual deverão constar a identificação e pseudônimo do autor. O candidato deverá apresentar orçamento discriminando, detalhadamente, todos os itens de despesas necessárias à realização do projeto.

A Comissão de Seleção dos projetos será composta por cinco membros, dos quais quatro são indicados pela FUNCAST e uma pela Academia CastanhalenseACL. Os critérios de seleção dos trabalhos levam em conta: obras adequadas à linha editorial e o presente edital, contrapartida social e adequação orçamentária. Cada participante só poderá inscrever um único trabalho inédito por gênero literário.

Os selecionados têm que apresentar à FUNCAST, no prazo de 20 dias a constar da data de liberação do prêmio, a prestação de contas com os respectivos recibos e notas. O não cumprimento do projeto tornará o candidato inadimplente, que será obrigado a devolver o total do dinheiro recebida, acrescido da respectiva atualização monetária.



Informações:

E-mail: funcast@castanhal.pa.gov.br

Endereço: Rua Senador Lemos, 749 - Centro.

Fone: (91) 3711-7137

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pará reduz o déficit de municípios sem bibliotecas públicas


Terra Santa, Faro, Almerim, Cumaru do Norte, Pau D'arco, Redenção, Itupiranga, Tucuruí, Eldorado dos Carajás, Curionópolis, São João da Ponta, Curuçá, Anajás, Bagre, Novo Progresso e Tracuateua são alguns dos municípios já beneficiados pelo Projeto Mais Biblioteca, coordenado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. Eles também receberam o kit de implantação de Bibliotecas do Ministério da Cultura, por meio do Programa Livro Aberto.

Esses avanços fazem parte de um esforço concentrado do Estado para zerar o déficit de bibliotecas públicas no Pará, fruto de um trabalho itinerante que percorreu diversas localidades, somando às equipes que atuaram no programa muitas horas de carro, barco ou avião para vencer as distâncias continentais do estado.

O Projeto Mais Biblioteca é fruto de uma parceria entre os ministérios da Cultura e da Educação, sob coordenação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas - da Fundação Biblioteca Nacional - e tem instalado bibliotecas públicas em todos os municípios que ainda não possuem esses espaços. Mais implantações acontecerão no Pará durante o mês de outubro em Terra Alta, São João da Ponta, Anajás, Novo Progresso, Placas, e no mês de novembro em Afuá. Além das implantações, foram feitas revitalizações em espaços de leitura nos municípios de Conceição do Araguaia, Cachoeira do Arari, Melgaço, Soure, Ourém e Irituia.

Segundo o Presidente da Fundação Tancredo Neves, Nilson Chaves, parte do acervo das novas bibliotecas será proveniente do Projeto Livro Legal – Cesta de livros, fruto da parceria entre o órgão estadual e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Os recursos advindos de sentenças indenizatórias em todas as Comarcas do Estado, no valor de “cesta básica”, serão transformados em “cestas livros”. Para Nilson, ao implantar essas bibliotecas, Estado e União possibilitam que as pessoas voltem a ter contato com a leitura ou que comecem essa relação, contribuindo para atenuar problemas em outras áreas.

O trabalho dos técnicos da Fundação começa antes mesmo da implantação das bibliotecas, com as visitas aos gestores municipais para sensibilizá-los sobre a importância social e educacional desses espaços, e o planejamento para tanto - desde a procura do espaço adequado, passando pela contratação de funcionários, até a tramitação de projeto de lei para criação da biblioteca. Engenheiros, arquitetos, bibliotecários são muitos os profissionais capacitados para fazer o assessoramento técnico em cada município atendido.

O próximo passo é a remessa dos documentos necessários para efetivar a inscrição do novo espaço no Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e a inscrição no programa "Mais Cultura", do MEC, para receber o kit de implantação, e ainda no Ministério das Comunicações, para instalação do telecentro.

Biblioteca pronta e kit entregue, os técnicos passam à montagem dos mobiliários, equipamentos e capacitação dos profissionais que atuarão nessas salas, por meio de oficinas de organização de acervo, automação de bibliotecas, além de treinamentos para atendentes e mediadores de leitura. Findo todo o processo, o espaço está pronto para ser entregue à população e para formar cidadãos mais conscientes.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Pará aumenta esforços para zerar o défict de bibliotecas públicas

A Região do Baixo Amazonas ganha, na próxima semana, duas novas bibliotecas públicas por meio das ações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, em parceria com o Ministério da Cultura.
Os municípios contemplados são o de Terra Santa e Faro, e as inaugurações acontecem na segunda-feira, 23 de maio, com a presença do presidente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Nilson Chaves, além de diretores da instituição.
As sedes das novas bibliotecas já recebem, desde o dia 15 de maio, as ações do programa de capacitação de bibliotecários, conduzido por servidores do Sistema Estadual de Bibliotecas. Elas recebem também o “Kit de Implantação de Bibliotecas” doado pelo Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura.
Com as inaugurações dessas duas bibliotecas, o Pará reduz para 16 o número de municípios que ainda não dispõem desses espaços. O Sistema Estadual de Bibliotecas prevê a inauguração de outras seis para junho deste ano, nos municípios de Redenção, Pau d’Arco, Cumaru do Norte, Curianópolis, Itupiranga e Curuçá.
Encontro com gestores – Além das duas inaugurações, o presidente Nilson Chaves se reúne com 12 gestores de cultura da região do Baixo Amazonas nos dias 23 e 24 de maio. Participam do encontro os secretários municipais de Terra Santa, Faro, Oriximiná, Juruti, Curuá, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Prainha, Almerim, Santarém e Belterra.