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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Competidores do torneio mundial de profissões podem concorrer a bolsas no exterior, anuncia Dilma

Brasília – Os alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) que competiram no WorldSkills, o maior torneio de educação profissional do mundo, realizado em outubro em Londres, poderão participar do Ciência Sem Fronteiras. O programa do governo federal oferecerá 100 mil bolsas de estudos para brasileiros estudarem em universidades no exterior. O anúncio foi feito pela presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, 7 de dezembro, ao receber, no Palácio do Planalto, a visita da equipe de 28 estudantes de cursos técnicos e de aprendizagem profissional que representou o Brasil na competição internacional.

Segundo a presidente, além dos competidores do WorldSkills, poderão participar do Ciência sem Fronteiras os jovens que conquistaram as melhores colocações na Olimpíada Brasileira de Matemática e os estudantes com pontuação mínima de 600 pontos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Receberão as bolsas estudantes das áreas de exatas, tecnologia da informação e ciências da saúde. Os demais critérios para participação no programa serão divulgados na terça-feira, 13 de dezembro, afirmou Dilma.

Ela elogiou o desempenho dos alunos do SENAI e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) que conquistaram 11 medalhas no WorldSkills deste ano e ficaram em segundo lugar na competição, atrás apenas da Coreia do Sul e à frente de países desenvolvidos como Japão, Estados Unidos e Singapura. “A formação feita pelo SENAI e o Senac é de excelência”, destacou a presidente.

Dilma reconheceu ainda a importância da parceria com entidades do Sistema S, como o SENAI e Senac, no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “O Brasil precisa não apenas de riquezas naturais, como petróleo e minérios, e de indústrias fortes, mas da capacidade de inovar e de criar novas tecnologias”, completou.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Governo detalha critérios para distribuir 100 mil bolsas de estudo no exterior

Na última terça-feira (26/7), o Governo Federal anunciou o lançamento do programa Ciência sem Fronteiras, que vai conceder, a partir de 2012, 100 mil bolsas para que brasileiros estudem no exterior. O programa deve beneficiar, principalmente, estudantes das áreas de ciências exatas, por conta de ser o mercado com maior deficiência de mão de obra qualificada no País, em especial, nas áreas de tecnologia da informação e de engenharia.

Sobre os critérios para escolha dos estudantes beneficiados pelas bolsas – que vão contemplar cursos de graduação, doutorado, pós-doutorado, treinamento, estágio e pesquisa –, a presidente da República, Dilma Rousseff, explicou que elas vão levar em conta as notas dos alunos, assim como vão respeitar o equilíbrio de etnias, classes sociais e regiões do País.

“Não estamos fazendo um programa baseado em quem indica. Estamos criando ações orientadas pelo mérito”, explicou a presidente, de acordo com notícia veiculada no site do Ministério da Ciência e Tecnologia. Nesse sentido, ela informou que os beneficiados terão de apresentar nota acima de 600 no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Além disso, o programa dará prioridade os estudantes que ganharam olimpíadas, principalmente de matemática.

A pré-seleção dos alunos que receberão bolsas do programa Ciência sem Fronteiras será realizada pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e ProUni (Programa Universidade para Todos).

Na reunião que discutiu o assunto, o secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Moacyr Auerswald, pediu que o programa venha acompanhado da criação de cursos de línguas, para que os alunos de baixa renda não sejam prejudicados pelo fato de não ter domínio do idioma do país em que estudarão por conta da bolsa.

Quanto à distribuição das bolsas de estudo, 75 mil delas serão custeadas pelo governo federal e 25 mil receberão o apoio de empresas privadas.

Entre as bolsas oferecidas pelo governo, 27,1 mil serão destinadas à graduação, 24,6 mil terão foco no doutorado sanduíche – realizado apenas em parte no exterior – e 9,79 mil irão para doutorados integrais de quatro anos. Também estão incluídas no pacote 8,9 mil bolsas para pós-doutorado, 2,6 mil para estágio sênior, 700 para treinamento de especialistas, 860 para jovens cientistas e 390 para pesquisadores visitantes.

Para obter mais detalhes sobre o Ciência Sem Fronteiras, acesse o documento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Programa oferece formação no exterior a 75 mil estudantes

Uma das novidades é a concessão de bolsas a estudantes de cursos técnicos de nível médio

Até 2014, 75 mil estudantes poderão ir ao exterior, com bolsas de estudo e passagens aéreas pagas, além de seguro médico. Alunos que cursam desde o nível médio até o pós-doutorado serão beneficiados por um novo programa de internacionalização, o Ciências sem Fronteira.

O projeto-geral será apresentado à presidenta da República, Dilma Rousseff, no dia 15 próximo, pelos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Os primeiros bolsistas devem ser selecionados no primeiro semestre de 2012.
– Não se trata de um rompante em que levaremos muitos estudantes ao exterior, mas de um grande projeto, que será institucionalizado pelo governo federal –, explicou Haddad.

À Capes, caberá a oferta de 40 mil bolsas, com estimativa de investimento de US$ 936 milhões ao longo de quatro anos. O CNPq, por sua vez, será responsável por outras 35 mil bolsas.
– Para ter ideia da amplitude do programa, basta comparar o número atual de bolsas concedidas em 2010 — 5,3 mil — às 75 mil que serão ofertadas em três anos –, ponderou Mercadante.
O novo programa pretende atender áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país. Dada a escassez de mão de obra qualificada em engenharia e tecnologia, tais setores serão o ponto central da iniciativa.
– São áreas em que o mercado de trabalho está aquecido e há déficit de pessoal. Para cada 50 formandos no país, temos apenas um engenheiro –, disse Mercadante.

Uma das novidades é a concessão de bolsas a estudantes de cursos técnicos de nível médio — serão três mil em três anos. Além dos estudantes de cursos técnicos, serão beneficiados os de educação profissional.
– Teremos 15 mil bolsas: 6 mil para cursos superiores de tecnologia, 3 mil para licenciatura em matemática, física, química e biologia, 3 mil para bacharelado tecnológico e 3 mil para estudantes de nível médio –, afirmou o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco.
Ainda na fase preliminar de negociação, o Ministério da Educação manteve conversações com instituições de ensino de vários países. Nos Estados Unidos, das 97 universidades contatadas, 95% manifestaram interesse em receber estudantes brasileiros. Elas oferecem alojamento gratuito, estágios de pesquisa e treinamento prévio em língua inglesa.

O plano de ação da Capes prevê em 338% o crescimento no número de bolsas no exterior em relação a 2010.