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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais uma opção em pesquisa de e-books!


A Hewlett-Packard (HP) acaba de lançar, em fase beta, a BookPrep, uma biblioteca online para busca de livros raros. Na BookPrep é possível pesquisar, visualizar, comprar novas cópias raras difíceis de encontrar sobre todos os temas imagináveis e receber seu exemplar em casa. Há também milhares de livros disponíveis para leitura on-line gratuitamente. Site oficial: http://www.bookprep.com/.

Agradecimentos à colega Angela Rosa, Técnica em Biblioteconomia, pela dica de informação.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Editora Unesp lança 44 novos livros digitais para download gratuito

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg) e a Editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançarão, no dia 9 de maio de 2012, 44 novos livros virtuais gratuitos integrantes do selo Cultura Acadêmica e da Coleção Propg Digital, que oferece obras inéditas para download. Clique aqui para acessar. A coleção teve sua primeira fase em 2010, quando foram lançadas 44 obras. Em 2011, foram publicados mais 50 novos títulos. A meta do projeto é publicar mil títulos até 2020.

De acordo com a Unesp, de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012 foram contabilizados 84 mil downloads das obras, dos quais a maior parte foi feita por leitores com formação universitária, sendo 30% com mestrado ou doutorado.

Os 44 novos livros e parte dos 94 que já integravam a coleção também podem ser adquiridos por impressão, sob demanda.


Escritos por docentes, mestres e doutores ligados à Unesp, os livros são resultados de pesquisas sobre diversos temas. No conjunto das 44 novas obras há títulos de áreas como sociologia, política, comunicação, psicologia, geografia e literatura.


O lançamento dos 44 novos títulos será realizado a partir das 9 horas na sede da Unesp, em São Paulo, após a realização de uma mesa de abertura, que contará com a participação de representantes da Unesp e da editora da universidade paulista.


Após o evento, o público terá acesso aos livros por meio de e-books, contendo a versão integral das obras lançadas, que estarão à disposição dos participantes.


Ao longo do dia 9 de maio, os autores concederão entrevistas individuais transmitidas ao vivo na internet, no endereço
www.unesp.br/tv. As entrevistas terão duração de 15 minutos cada e serão divididas em dois blocos: o primeiro será realizado das 11h30 às 12h30 e o segundo, das 14 às 17 horas.

A
Editora Unesp está localizada na Praça da Sé, nº 108, no Centro de São Paulo. O evento de lançamento da Coleção Propg Digital será realizado no 7º andar. Não é necessário se inscrever para participar.

Os livros da Coleção Propg Digital podem ser acessados em
www.culturaacademica.com.br.
FONTE: Agência Fapesp, Telefone: (11) 3838-4000
E-mail: agencia@fapesp.br

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Livro impresso vai desaparecer em até 15 anos", diz cientista na ABL

Maria Luisa de Melo

Para especialistas, livro digital vai massacrar o impresso

A crescente expansão do mercado de livros digitais no Brasil aliada à tendência de barateamento de tablets e demais computadores portáteis que permitem a leitura em qualquer lugar do mundo deve fazer com que os livros impressos desapareçam em até 15 anos. 

A previsão do cientista da computação Silvio Meira, especialista em tecnologia da informação e estudioso da área, assustou a plateia da Academia Brasileira de Letras durante o Seminário "O futuro do livro: papel ou chip?", realizado na noite da última quarta-feira (14). 

"Não há o que temer. Não há como o livro escapar a esta transformação, que se impõe como inevitável no mundo inteiro", afirmou Meira, ao defender o formato digital. 

Pioneiro na venda de livros digitais no Brasil, Carlos Eduardo Ernanny, proprietário da editora  Gato Sabido (a primeira livraria digital do país) e da Xerife (primeira distribuidora de livros digitais no Brasil), alertou para a crescente participação do livro digital na economia mundial.

"Em apenas dois anos, os EUA tiveram um aumento de nove milhões de e-books vendidos em 2009 para 112 milhões em 2011. A participação das vendas de livros digitais no Brasil hoje é de 1,5%. No próximo ano o percentual deve chegar pelo menos a 5%", apontou Ernanny . 

A editora Companhia das Letras, por exemplo, teve 40% dos exemplares da biografia do Steve Jobs vendidos em formato digital. A grande possibilidade da Apple montar uma fábrica no Brasil também foi relembrada pelos participantes do seminário como um fator de colaboração com este novo cenário virtual. 

Silvio Meira apontou para a necessidade de se criar livros eletrônicos sem a linearidade dos livros impressos. "No computador, eu tenho que poder ler os fascículos separadamente. Não podemos ser obrigados a manter a mesma linearidade dos livros impressos. 

Ainda há muito o que ser aperfeiçoado, mas a transformação é inevitável. Uma outras questão que merece destaque é a de que resumos de livros muito longos podem vender mais do que os próprios livros, com o repasse de uma participação para os autores dos livros", sugeriu o cientista.

Necessidade de transformação

Silvio Meira apontou para a necessidade de se criar livros eletrônicos sem a linearidade dos livros impressos. "No computador, eu tenho que poder ler os fascículos separadamente. Não podemos ser obrigados a manter a mesma linearidade dos livros impressos. Ainda há muito o que ser aperfeiçoado, mas a transformação é inevitável. Uma outras questão que merece destaque é a de que resumos de livros muito longos podem vender mais do que os próprios livros, com o repasse de uma participação para os autores dos livros", sugeriu o cientista.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A nova cultura de controle digital

O texto deste artigo faz parte do meu novo e-book, Gestão da Desintermediação, que ainda está em progresso. Essa reflexão foi inspirada pelos debates que tive com uma das turmas para a qual ministrei um workshop.


A grande novidade que a Internet traz para o mundo não é a tecnologia digital em rede, como muita gente tem apregoado.

O mais impactante é tudo aquilo que esta tecnologia cognitiva desintermediadora  propicia e determina: uma nova cultura de controle (que podemos chamar de controle digital) de forma global, que determina inapelavelmente uma nova forma mais dinâmica e eficaz de resolver problemas e de exercer controle sobre pessoas, ideias e processos.

Uma revolução cognitiva, como a que estamos vivendo, é um fato muito incomum e raro na história da civilização. Conseguimos identificar uma revolução cognitiva, como essa, com a chegada da fala e da escrita. Estamos aprendendo, assim, que a mudança cultural é um dos  fenômenos sociais  mais impactantes que temos notícia  e está começando a moldar a sociedade daqui por diante, fundando uma nova civilização ao longo do tempo. Por quê?

Novos personagens passam a fazer uso dessa nova maneira de resolver problemas, através de novas ferramentas e metodologias, surgindo novos projetos empreendedores, novos talentos e líderes. Ou seja, se tornará cada vez mais vital adotar essa nova cultura nas organizações, mesmo aquelas que não acreditam ser atingidas por ela.

Não se trata, portanto, de uma nova metodologia de gestão, mas uma nova forma de fazer o controle dos processos, pessoas e ideias, que é, digamos, o sistema operacional por baixo de qualquer gestão.

Tal fato nos levará a uma tensão constante entre as duas culturas: a analógica (que não quer ir) e a digital (que insiste em chegar). Será essa tensão entre as duas culturas dialogando e, muitas vezes, brigando o fator principal dos conflitos sociais (dentro e fora das organizações)  ainda sem explicação pelas atuais teorias de plantão.

Alinho abaixo algumas constatações sobre essa passagem que estamos assistindo da cultura de controle vertical analógica dos ambientes sociais, para os controlados de forma mais horizontal e digital:


1. Toda sociedade tem uma cultura de controle invisível, que faz parte da maneira com que ela se aceita e consegue funcionar. Algo construído e negociado ao longo do tempo, sempre com uma certa tensão entre as diferentes forças mais ou menos conservadoras;


2. É algo aceito e incorporado no mais íntimo do nosso ser, da qual não temos muita consciência, quase como o ar que respiramos, pois é a base da educação do berço à escola;


3. Esta cultura de controle, de maneira geral, estabelece ao longo do tempo as regras tangíveis e intangíveis para gerir e administrar pessoas, processos (principalmente produtivos) e ideias em toda a sociedade;


4. Tal cultura envolve, principalmente, o modelo de gestão das organizações. Uma espécie de sistema operacional da placa-mãe que forma nosso modus-operandi, o qual acionamos para resolver qualquer tipo de problema;


5. A mudança da cultura de controle pode se dar de diversas formas: ocasionalmente, regionalmente, devido a uma organização, a partir de revoluções ou revoltas sociais, ou através de novos modelos de gestão, passando, por exemplo, de uma mais hierárquica, para uma menos;


6. Porém, uma cultura de controle só muda globalmente a partir da chegada de uma nova tecnologia cognitiva desintermediadora, que podemos chamar de revolução cognitiva;


7. Tivemos uma revolução como essa com a chegada da fala e da escrita. Em particular, mais perto, com a expansão e massificação da escrita (escrita 2.), a partir do papel impresso, em 1450. Ou como agora, com a expansão da Internet através de “redes sociais digitais”, desde 2000, quando a banda larga barateou os custos de acesso;

8. Uma nova cultura de controle começa assim: com a chegada de uma nova tecnologia cognitiva desintermediadora, que logo dá margem a projetos pilotos de visionários, encarados inicialmente pela sociedade como curiosos e circunscritos a alguns setores (como o da informação/ entretenimento), mas que vão ganhando cada vez mais espaço;


9. Uma cultura de controle, portanto, só é alterada de forma global quando massificamos uma  tecnologia cognitiva desintermediadora, inaugurando uma nova etapa civilizacional, impulsionada por espaço intenso de nova de ideias;

10. Além disso, atinge diretamente a forma como estabelecemos o exercício do poder social em todas as instâncias, que é algo arraigado em cada um e no modelo de gestão das organizações. Uma mudança profunda e de um grau de superação muito grande;


11. É comum e natural, assim, que haja uma enorme dificuldade de compreensão do fenômeno, da aceitação de sua inevitabilidade e da aceitação e adaptação à nova cultura do controle, pois não sabemos por onde começar;


12. Já existe (e existirá muito mais) resistência nos setores mais conservadores, que são aqueles que mais se beneficiam do antigo modelo (tal como a área financeira/ ditaduras). São organizações e países menos competitivos e mais verticalizados e que se beneficiam da sombra que um modelo mais centralizado de ideias permite durante um longo período;


13. Podemos dizer que esse longo período de controle rígido de ideias aumentou a taxa de ganância na sociedade, reduzindo o espaço para ideias e princípios de maneira geral e o surgimento de líderes mais conectados com os desejos da maioria.  São taxas de ganância que estão elevadas pela falta de mediação e de espaço para uma fiscalização mais efetiva, que passa agora a ser possível pelos novos canais, que tendem a baixar essa taxa de ganância;


14. A chegada de uma nova cultura de controle tem como causa principal a necessidade de dar novas respostas inovadoras ao aumento radical da população (lembrando que saltamos de um bilhão em 1800, para sete bilhões em 2010, com um crescimento atual de mais um bilhão a cada dez anos);


15. Uma nova cultura de controle é, portanto, uma ferramenta humana fundamental para lidar de forma mais dinâmica com os antigos e novos problemas gerados por um número maior de habitantes;

16. Tal aumento pressiona os processos de produção e, por sua vez, de inovação, de comunicação, de informação e de conhecimento, justificando cada vez mais a adoção da nova cultura de controle;

17. Essa nova cultura de controle se caracteriza pela passagem de um controle baseado em intermediadores humanos (jornalista, médicos, gatekeepers, professores, corretores de todos os tipos), para outro baseado em profissionais que já operam com um novo tipo de desintermediação;


18. Os novos profissionais desintermediadores vão ter como parceiros de trabalho robôs, algoritmos, geolocalizadores, chips nos objetos e comunidades em rede articuladas digitalmente, que já são, e serão, ainda mais capazes de controlar um volume maior de informação/ processos/ operações em menos tempo com mais relevância, geração de significado e eficácia;


19.  A mudança da cultura de controle afeta, de forma profunda, a subjetividade de cada indivíduo e a relação deste com o seu ego. Assim como o que ele entende por relação de poder, o que é algo aprendido desde nossa família, passando pela escola e convívio social;


20. Adaptar-se à nova cultura exige prática e reflexão, pois essa não é uma mudança teórica. Não é algo que se possa apenas falar sobre, mas é preciso falar, agir, pensar, repensar e falar e pensar de novo;


21. Mudanças desse porte podem ser comparadas, a grosso modo, ao efeitos modificadores globais da vida social, tal como grandes pandemias, ou à queda de um grande meteoro, ou ainda à modificação brusca (ambas com grandes perdas populacionais) e repentina do clima a nível global, com impactos efetivos e irreversíveis para os próximos séculos;


22. A mudança da cultura de controle ainda não está bem detalhada nas nossas teorias sociais, nem nos manuais de construção de cenários futuros das organizações, o que dificulta ainda mais a criação de estratégias eficazes de gerenciamento do fenômeno;


23. Hoje, analisamos o futuro baseado em fatores variantes na economia (com mais ênfase) e na política (com menos), mas não incluímos mudanças nos ambientes cognitivos, da informação e da comunicação;


24. Tal fato é agravado por um mundo muito ligado ao presente e com tendência a-histórica, características aliás do esgotamento de uma cultura de controle que durou várias décadas;

25. Por causa disso, a tentativa de fazer projetos pilotos nas organizações e na sociedade, sem a devida preparação de mudança da cultura de controle, não tem funcionado a contento. Ao tentar implantar tecnologias digitais em rede, indutoras naturais dessa mudança para a nova cultura, tais projetos acabam por esbarrar na cultura passada e criam crises de culturas distintas no mesmo ambiente, mal gerenciadas pela falta de consciência do que de fato está mudando;


26. Estamos aprendendo, portanto, que não é possível a convivência, de forma harmônica, das duas culturas de controle em um mesmo ambiente gerencial. Isso porque elas são antagônicas e incompatíveis entre si, o que dificulta ainda mais essa adaptação e implantação, sendo necessário a criação de grupos internos que possam compreender com profundidade o fenômeno para criar estratégias inteligentes de implantação da nova cultura;

27. Assim, a migração das organizações para a nova cultura de controle deveria passar, se formos pensar na forma ideal, por um processo racional e estratégico com os seguintes passos:

  1. Percepção e difusão da inevitabilidade da mudança, sua dimensão, extensão e impacto;
  2. Formação de um grupo que possa compreender e se aprofundar continuamente na extensão da mudança;
  3. Inclusão de projetos estratégicos de passagem de toda a organização, através de um  plano de mudança pela ordem: de mentalidades, pessoas, tecnologias, metodologias e incorporação de novos perfis profissionais. É preciso ter novos paradigmas de métrica para avaliar os projetos, tendo como parâmetro a geração de valor;
  4. A introdução da nova cultura em áreas independentes, quando possível, ou a criação de um novo ambiente de trabalho completamente isolado da cultura antiga, que permita adotar de forma integral a nova cultura, com as novas tecnologias e metodologias de controle, substituindo a passada. O estudo de startups é recomendável, quando possível, como fez a Americanas.com, saindo completamente dos braços da Lojas Americanas;

28. Portanto, as organizações que desejarem fazer essa migração terão que procurar espaços, seja em setores que possam ter uma certa independência produtivo/ gerencial (o que é muito raro) ou na criação de startups, completamente moldadas dentro da nova cultura de controle, que servirá de base para, ao longo do tempo, ocupar o lugar da antiga cultura organizacional mais controlada e obsoleta;


29. Não se pode prever o tempo que essa nova cultura se tornará hegemônica, pois depende de um conjunto enorme de fatores imprevisíveis, que lutam entre si no atual momento. Mas a relação entre esses diversos fatores deve ser mais rápido nos lugares em que há mais competição e menos proteção a grupos monopolizados;


30. Pode-se dizer, entretanto, que a chegada da nova cultura de controle já está disseminada entre os mais jovens, que já se utilizam dessas ferramentas de forma natural, antes dos adultos (um fato completamente novo na histórias das tecnologias cognitivas). Eles são um fator indutor e acelerador das mudança, já surgindo aí uma tensão latente entre as duas gerações, representantes das duas culturas que lutam pelo espaço na sociedade;

31. Assim, a chegada de uma nova cultura de controle tende a oxigenar a sociedade com novas ideias, projetos, processo e talentos, através do questionamento de antigos valores e conceitos, em um processo de resgate de princípios. Processo esse que visa abrir novos canais de comunicação e diálogo na sociedade (pode se observar essa tendência no discurso de vários pensadores, com termos tais como “Liderança Aberta”, “Presença”, “Capitalismo Social”, etc);

32. Por fim, a nova cultura de controle digital poderá ser considerada hegemônica quando novas leis sociais forem estabelecidas, através de uma representação política e um modelo econômico que expresse essa nova cultura. No passado, para se chegar a esse ponto de ruptura e passagem final foi preciso revoluções sociais (tais como a francesa e a americana), que levaram 250 anos para ocorrem, a partir da Revolução Cognitiva. Isso se repetirá? De forma radical? Em quanto tempo?

Carlos Nepomuceno é Consultor estratégico de Internet, atualmente publica suas idéias no blog (www.nepo.com.br) e pode ser acompanhado no Twitter: www.twitter.com/cnepomuceno. Mais endereços na rede estão concentrados em: http://meadiciona.com/nepomuceno/. 

Fonte: iMasters

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bibliotecas de Hong Kong disponibilizam eBooks


Os utentes das bibliotecas públicas de Hong Kong podem a partir de agora aceder a um conjunto de obras em formato electrónico, através da Internet.

O serviço encontra-se disponível a partir do
site oficial das bibliotecas públicas daquela região administrativa especial chinesa, onde os membros das bibliotecas podem consultar e aceder de forma gratuita a mais de 100 mil obras digitais.

Este acervo diz respeito a cerca de 60 bases de dados, que incluem não só livros electrónicos, mas também materiais informativos, jornais, documentos académicos e estatísticas variadas.


Além destas bases de dados, o mesmo site disponibiliza o acesso a mais 12 outras com materiais multimédia relativos a matérias de cariz social.

Fonte: iGOV 

domingo, 6 de novembro de 2011

Marcos Hiller: Um minuto de silêncio para os livros de papel

Como professor, posso dizer que o livro é a água que mata nossa sede de conhecimento. Os livros e seus autores são elementos que ancoram todas as discussões que provocamos no mundo acadêmico. Eles são a nossa razão de ser, e os livros digitais são tudo isso, só que digitais, e não analógicos. Os livros físicos são bonitos, charmosos, mas pesam nas mochilas. Os livros físicos são feitos de papel e, sob a ótica da sustentabilidade, isso não é politicamente correto. Os livros físicos ocupam milhões de metros quadrados em prateleiras de bibliotecas. Empoeiram.

E os livros digitais? Ah, os e-Books são mais
fáceis de compartilhar, mais fácil de carregar e possuem exatamente o mesmo conteúdo do livro de papel. Há cerca de um ano, a Borders, segunda maior livraria dos Estados Unidos, pediu falência. E entre os vários motivos que levaram a essa quebra está o de maior peso: a Borders subestimou os e-Books e não entrou de forma efetiva para esse mercado.

Recentemente me peguei em uma discussão com uma professora, onde eu defendia os livros digitais e ela defendia que os livros físicos são imortais. No meio da discussão perguntei: “a senhora já mexeu em um iPad?” E ela respondeu que não. Oras, fica complicado discutir com uma pessoa que forma opinião em cima de assuntos que desconhece. Na minha opinião, os livros físicos estão sim com os dias contados. Assim como a TV analógica. Um minuto de silêncio por favor.

Marcos Hiller é professor, coordenador de MBA em Gestão de Marcas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E-books Kindle chegam às bibliotecas públicas dos EUA

Amazon anuncia o início dos empréstimos de e-books com seu formato por mais de 11 mil bibliotecas; muitas já ofereciam títulos Epub e PDF.

 

Mais de 11 mil bibliotecas públicas dos Estados Unidos vão começar a oferecer esta semana o empréstimo de livros no formato Kindle, informou a Amazon.com nesta quarta-feira (21/9).

O empréstimo de e-books será feito pelas próprias bibliotecas, por meio de seus sites web, explicou a empresa. Uma vez que escolham seus livros, os leitores serão redirecionados ao site da Amazon para o download.

Os e-books poderão ser lidos nos leitores de e-book Kindle, em PCs e smartphones que tenham o aplicativo Kindle instalado e em qualquer computador com navegador web, por meio do Kindle Cloud Reader, que permite a leitura de livros na nuvem.

Segundo a Amazon, uma vantagem do empréstimo de e-books Kindle está na possibilidade de o leitor escrever anotações nas páginas eletrônicas - as notas serão mantidas na nuvem da Amazon e serão lidas sempre que o leitor baixar o mesmo título, ou mesmo se decidir comprá-lo depois.

Nos EUA, a oferta de e-books por bibliotecas públicas não é nova. Já em 2009 o jornal The New York Times estimava em 5.400 o número de bibliotecas que ofereciam tanto e-books como audio books. À época, a Biblioteca Pública de Nova York, por exemplo, tinha 18.300 títulos em e-book.

Atualmente a New York Public Library mantém um site específico para empréstimos eletrônicos, o eNYPL, com títulos nos formatos Epub, PDF e Kindle, além de audio books WMA e MP3 e também música e vídeo. Segundo a biblioteca, o tempo de empréstimo varia de acordo com o título.

Fonte: DigNow

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Amazon estuda serviço de aluguel mensal de livros digitais

Jeffrey Bezos, CEO da Amazon.com, durante uma conferência no Japão
Foto: AFP

A companhia de venda pela internet Amazon quer estabelecer um serviço de uso de livros digitais similar ao do Netflix para filmes, segundo The Wall Street Journal.
Em artigo em sua edição desta segunda-feira, o jornal informa que os usuários do serviço pagariam uma tarifa anual em troca de ter acesso ao serviço.
O periódico, que cita fontes familiares com a ideia, diz que vários diretores editoriais expressaram ceticismo perante a ideia devido à crença de que poderia causar uma queda nos preços dos livros, entre outras razões.
A proposta representa outro sinal de que os vendedores de livros buscam outra maneira de fornecer conteúdo por via digital, à medida que cada vez mais consumidores leem livros ou veem filmes em formato eletrônico, segundo The Wall Street Journal

Fonte: Terra

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Livros Digitais: O futuro?



Parece que os Ipads e os e-books estão realmente conquistando o seu espaço. E eu me pergunto qual será o impacto da utilização dessas tecnologias em nosso cotidiano? As pessoas lerão mais?

Assista o vídeo e dê a sua opinião.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Biblioteca Nacional debate o papel das bibliotecas no empréstimo de E-Books

A Biblioteca Nacional realiza, hoje e amanhã, na Bienal do Livro,  o colóquio E-books e a democratização do acesso - Modelos e experiências de bibliotecas, onde especialistas da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Brasil discutirão o papel das bibliotecas nacionais e o serviço de empréstimos de ebooks, o crescimento da demanda deste tipo de serviço, assim como os desafios impostos pelas novas tecnologias.

O evento, realizado em parceria com o Goethe-Institut Rio de Janeiro, Maison de France e Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, faz parte de um grande ciclo de palestras que a Biblioteca Nacional realizará ao longo do segundo semestre deste ano em São Paulo e Recife, no qual diversos especialistas e pensadores se juntarão para debater o tema.

Para o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/ MinC), Galeno Amorim, o papel da instituição é pensar o setor como um todo, levantando questões relevantes sobre livros, leitura e literatura para discuti-las com a sociedade, o que inclui o futuro dos livros e seus pares digitais, os e-books. “A BN, como principal órgão responsável pela criação de políticas públicas para o setor, deve sempre estar atenta a questões relevantes para a sociedade. No mundo de hoje, a estagnação significa a morte. Temos que estar atentos a todas as mudanças, em especial as que chegam por conta das novas tecnologias”, afirma.

Sobre os serviços de empréstimos de e-books pelas bibliotecas, Galeno acredita que, uma vez que tablets e leitores de digitais já são uma realidade, as bibliotecas devem se preparar para oferecer o serviço da melhor maneira. “E a melhor forma de nos prepararmos é aprender com quem já sabe, com aqueles que já têm o know-how. Assim, poderemos unir o conhecimento à experiência que temos na administração de bibliotecas em um país continental para chegarmos a um modelo que atenda às nossas necessidades”, avalia o presidente da FBN. 

Nesta segunda-feira, serão discutidas questões de acesso, oferta e negociação de livros no formato digital nos mercados espanhol, francês e alemão, além de um perfil geral de como editores europeus têm se comportado em matéria de e-books. 

Entre os participantes está o analista de mercado na divisão de entretenimento da GfK SE (Gesellschaft für Konsumforschung – Sociedade para Pesquisa de Mercado Consumidor), Christoph Freier, que falará sobre “E-books: um belo e novo mundo de livros; fatos e novidades sobre o mercado editorial digital“. Freier tem como linhas de pesquisa os desenvolvimentos nos campos de entretenimento (música, video, cinema, jogos e livro) e de comércio eletrônico e download.

Ainda hoje, o diretor do Departamento de Serviços Escolares e Serviços Eletrônicos da Stadtbibliothek Köln, Frank Daniel, apresentará o tema ‘‘Experiências com e-books na Biblioteca Pública de Colônia“. Para Daniel, cada vez menos, a nova geração compreende o sentido e a finalidade das bibliotecas. Na Internet pode-se obter informações atuais gerais e especializadas, em qualquer hora e lugar. Além disso, há um crescente aumento do uso de Smartphones, iPads, Tablet-PCs e e-Readers móveis. As ferramentas, somadas às lojas virtuais de e-books da Amazon, Apple e Google, se tornaram uma ameaça real para o conteúdo tradicional das bibliotecas. 

Frank Daniel acredita que para continuar realizando sua tarefa clássica, uma biblioteca também deve disponibilizar na Internet fontes eletrônicas atrativas aos seus leitores, não acessíveis de forma gratuita. 

O segundo dia abordará as experiências do Brasil e Inglaterra na área, com destaque para a participação de Aquiles Alencar-Brayner, brasileiro e primeiro estrangeiro a assumir o cargo de curador digital da British Library. Ele participa do colóquio “Digitalização e modelos de acesso a e-books na biblioteca pública da Inglaterra”. 

Para Brayner, o rápido avanço das tecnologias digitais traz consigo inúmeros desafios para instituições que lidam com o gerenciamento de informação e serviços bibliográficos. “No caso dos livros eletrônicos, a questão torna-se ainda mais complexa devido a uma série de fatores que restringem o acesso ao conteúdo de um formato que vem ganhando cada vez mais adeptos. Minha apresentação, centrada na perspectiva da British Library, se propõe a analisar alguns dos obstáculos encontrados por bibliotecas públicas no manejo e empréstimo de ebooks para os seus usuários”, explica o curador. 

Dentre os tópicos abordados por ele estão: a atual legislação britânica de depósito legal para publicações eletrônicas, os problemas de identificação, armazenameno e acesso a conteúdos digitais com que se deparam as bibliotecas públicas reinounidenses, e a miríade de formatos de suporte para a leitura de tais conteúdos que quase sempre impede a interoperabilidade entre sistemas. “Também apresentarei alguns dos serviços e plataformas eletrônicas criados pela British Library para acesso remoto ao acervo digitalizado da biblioteca”, completa.

A cerimônia de abertura, às 9h, contará com a participação do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, de Jean-Claude Moyret, Cônsul Geral da França no Rio de Janeiro; Alfonso Palazón Español, Cônsul Geral da Espanha no Rio de Janeiro; e Michael Worbs, Cônsul Geral da República Federal da Alemanha no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Kindle vai ganhar biblioteca virtual para empréstimo de e-books

Com a Kindle Lending Library, usuários do leitor da Amazon poderão baixar e-books de graça em mais de 11 mil bibliotecas públicas nos EUA.
A Amazon anunciou nesta quarta-feira (20/4) que até o fim do ano vai lançar sua Kindle Lending Library, um recurso que permitirá aos usuários do leitor de e-book Kindle pegar emprestado livros eletrônicos em mais de 11 mil bibliotecas dos Estados Unidos.
A Kindle Lending Library (Biblioteca Circulante Kindle, em tradução livre) tem sido construída em parceria com a distribuidora de mídia digital OverDrive e vai funcionar com todos os Kindle, incluindo os aplicativos Kindle atualmente disponíveis para diversas plataformas.
Com o recurso, os consumidores poderão tomar emprestado e-books de suas bibliotecas locais e começar a lê-los imediatamente. Se você pegar um livro Kindle uma segunda vez – ou comprar uma cópia dele na Amazon -, não perderá nenhuma nota ou marcação que tiver feito; eles permanecerão ligados a sua conta Kindle.
As políticas atuais de empréstimo da Amazon, tal como as de seus concorrentes, são limitadas – embora a culpa possa ser mais das editoras do que da loja virtual. Apenas uma fração dos livros Kindle podem ser oferecidas para empréstimo, e a maioria das editoras determinam que os donos dos livros só podem emprestá-los uma vez.
Serviços online gratuitos, como o Lendle, tornam possível emprestar livros Kindle para desconhecidos, mas tais serviços são obviamente bastante limitados pelas mesmas restrições.
A Amazon não revelou se as bibliotecas vão restringir o empréstimo a uma única cópia dos e-books por vez (como fazem com os livros em papel), embora isso seja parte do acordo atual da OverDrive com as editoras.
O anúncio também não faz menção a acordos como o que a HarperCollins fechou em fevereiro com a OverDrive, e que determina que seus e-books “expirem” após 26 empréstimos.
Outro detalhe ausente do anúncio da Amazon é a data exata de estreia do Amazon Lending Library; a empresa diz apenas que “estará disponível até o fim do ano”.
Apesar disso, o apoio da Amazon ao modelo de biblioteca é bastante significativo para o mercado de e-books, e responde a uma das maiores fraquezas do mundo dos e-books.
(Lex Friedman)
Fonte: DG NOW