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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Estudos Indígenas 8a Série/E.Fundamental Prof. Camila


Nativos brasileiros



A presente postagem contém informações provenientes de uma apresentação Power Point trabalhada em sala de aula com os alunos do 8º ano da E.M.E.F. Herbert José de Souza no Município de Alvorada. Cada item apresenta um slide.

    1 -   Lei 11645/2008:

Art. 1o  O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 26-A.  Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1o  O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
§ 2o  Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.” (NR)
Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  10  de  março  de 2008; 187o da Independência e 120o da República.

    2 - Grupos nativos brasileiros

A costa Atlântica foi, ao longo dos milênios, percorrida e ocupada por inumeráveis povos indígenas. Nos últimos séculos, índios de fala Tupi, bons guerreiros, se instalaram dominadores, na imensidade da área, ao longo da costa Atlântica pelo Amazonas acima, como subindo pelos rios principais, como o Paraguai, o Guaporé, o Tapajós, até as suas nascentes.



    3 - Matriz Tupi

Somavam, possivelmente 1 milhão de habitantes, divididos em dezenas de grupos tribais, cada um deles compreendendo um conglomerado de várias aldeias de trezentos a 2 mil habitantes. Portugal àquela época teria a mesma população ou pouco mais.
Cultivavam mandioca (sabiam extrair o ácido cianídrico), milho, batata-doce, feijão, tabaco abóbora, algodão, cuias, pimentas, abacaxi, erva-mate e o guaraná, entre outras.

     4 - Confederação dos Tamoios 1563 – 1567

    Tupinambás, Carijós, Goitacás e Aimorés.
Os Tamoios venceram diversas batalhas, destruíram a capitania do Espírito Santo e ameaçaram seriamente a de São Paulo. Mas foram enfim vencidos pelas tropas indígenas aliciadas pelos jesuítas.

    5 - Por que não formaram unidade política?

6 - Cada unidade étnica, ao crescer, dividia-se em novas unidades autônomas que, afastando-se umas das outras, iam se tornando diferenciadas e hostis.

    7 - Os índios jamais estabeleceram uma paz estável com o invasor, exigindo dele um esforço continuado, ao longo de décadas, para dominar cada região.
      
    8 - As culturas indígenas americanas

    As primeiras escolas indígenas surgiram no Brasil no século XVI, logo após a chegada dos portugueses. Naquela época, a educação escolar era pautada no princípio da catequização, orientada pelos missionários jesuítas.

     9 - O que é a Constituição de 1988?

  Constituição Federal. Lei fundamental e suprema do país, a Constituição da República Federativa do Brasil, foi promulgada em 5 de outubro de 1988. Isto é, a Assembleia Constituinte, formada por deputados e senadores eleitos, escreveu e aprovou uma nova Constituição, que também pode ser chamada de Carta Constitucional.

   10 - Por que é importante que os direitos indígenas sejam previstos na Constituição?

    11 - Nativos americanos sulinos

   Minuanos e charruas: Caçadores, pescadores e coletores nômades pampianos. Seus sítios arqueológicos encontravam-se disseminados por todo o atual Uruguai, no sul das Missões e na atual Argentina, nos descampados dos Campos de Cima da Serra, no atual Rio Grande do Sul. Foram também encontrados sítios arqueológicos na margem esquerda do Rio Jacuí.


·        
   12 - Os caçadores e coletores exploravam os recursos naturais das zonas alagadiças e das regiões próximas do mar e das lagoas, onde se alimentavam com capivaras, emas, moluscos, pássaros, peixes, ratões-do-banhado e tatus.

Questões de vestibulares

1)(VUNESP) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram:
a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosi.
b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.
c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário, cruel e vingativo dos naturais.
d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na extração da borracha.
e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.

Resposta: E

2)(FGV) Com relação aos indígenas brasileiros, pode-se afirmar que:

a) os primitivos habitantes do Brasil viviam na etapa paleolítica do desenvolvimento humano;
b) os índios brasileiros não aceitaram trabalhar para os colonizadores portugueses na agricultura não por preguiça, e sim porque não conheciam a agricultura;
c) os índios brasileiros falavam todos a chamada "língua geral" tupi-guarani;
d) os tupis do litoral não precisavam conhecer a agricultura porque tinham pesca abundante e muitos frutos do mar de conchas, que formaram os "sambaquis";
e) os índios brasileiros, como um todo, não tinham homogeneidade nas suas variadas culturas e nações.

Resposta: E

3. (UFSM) "Esta terra, Senhor, é muito chã e muito formosa. Nela não podemos saber se haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal; porém, a terra em si é de muitos bons ares (...) querendo aproveitar dar-se-á nela tudo (...)". Esse trecho é parte da carta que Pero Vaz de Caminha escreveu, em 1500, ao rei de Portugal, com informações sobre o Brasil. Com base no texto, é correto afirmar:
a) Havia a intenção de colonizar imediatamente a terra, retirando os bens exportáveis para atender o mercado internacional.
b) Iniciava-se o processo de ocupação da terra, circunscrito aos limites do mercantilismo industrial e colonial.
c) Desde o princípio, os portugueses procuraram escravizar os povos indígenas a fim de encontrarem os metais preciosos.
d) Estava evidente o interesse em explorar a terra nos moldes do mercantilismo.
e) Era preponderante a intenção de estabelecer a agricultura com o trabalho livre e familiar no Brasil.

Resposta: D

Referências:

Questões de vestibular  - Brasil Indígena . Disponível  em <http://brasilindigena.blogspot.com.br/2008/11/questes-de-vestibular.htm>. Acesso em 15/09/16

MAESTRY. Breve História do Rio Grande do Sul da Pré-História aos dias atuais. Passo Fundo: Editora UPF, 2010.

PORTAL BRASIL. Constituição Federal. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/governo/2010/01/constituicao. Acesso em 20/09/16.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

Imagem 1, fonte: http://www.brasil-turismo.com/mapas/hidrovias.htm. Acesso em 15/09/16.

Imagem 2, fonte: http://www.brasil-turismo.com/rio-grande-sul/hidrografia.htm. Acesso em 20/09/16.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Estudos indígenas - História 8o. Ano Prof. Camila Bairros

Educação indígena em destaque


Professores indígenas já são a maioria nas aldeias. Agora, a luta é por uma melhor capacitação

Gustavo Sá. Disponível em <http://www.redeto.com.br/noticia-1860-professores-de-escolas-indigenas-participam-de-encontro.html#.V6EMJfkrLIU> Acesso em 02/08/16.

Iraci Paulina


       A preocupação com a Educação indígena no Brasil é recente. As leis demoraram para aparecer, surgiram avançadas, porém as ideias não foram totalmente concretizadas. "As reivindicações começaram pela terra e, nos anos 1970, foram incluídos nas discussões os problemas da saúde e do ensino", afirma Eneida Correa de Assis, professora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará (UFPA). Até o começo dos anos 1990, toda a política voltada para os povos indígenas estava concentrada na Fundação Nacional do Índio (Funai). Um decreto fez com que o ensino passasse a ser de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC), que foi ajudando na criação de núcleos de Educação indígena nas secretarias estaduais e começou a pensar em diretrizes para uma política nacional para a área. 

      No final dos anos 1990, o direito a uma Educação bilíngue e intercultural já estava garantido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e no Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas. 

     Os programas de formação de professores indígenas tiveram grande avanço. Há 15 anos, foi montado o primeiro curso específico, elaborado pela Funai em parceira com o governo do estado do Mato Grosso. O modelo prevê que os docentes frequentem a universidade em janeiro, fevereiro, junho e julho. Nos outros meses, eles ficam na aldeia. Isso diminuiu a rotatividade e o abandono da escola depois de formado. "Antes, os que iam para a cidade fazer um curso regular não retornavam", explica Elias Januário, coordenador da Faculdade Indígena Intercultural da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Atualmente 96% dos professores, diretores e coordenadores pedagógicos que atuam nas aldeias do Mato Grosso são índios". 

   O MEC, por sua vez, criou o Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind) em 2005, para os docentes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Médio. Atualmente, mais de 1,5 mil professores indígenas estão em formação em 23 licenciaturas oferecidas por 20 instituições de ensino superior. Por fim, está em curso no país a criação de 26 Territórios Etnoeducacionais (TEEs), um modelo de gestão que privilegia a territorialidade dos povos e não a divisão política do país. Afinal, muitos grupos que compartilham práticas culturais estão presentes em mais de um estado, o que dificulta a elaboração de políticas e a coordenação dos sistemas de ensino.

PAULINA, Iraci. Educação indígena em destaque. Disponível em: <http://novaescola.org.br/politicas-publicas/modalidades/educacao-indigena-destaque-618048.shtml> Acesso em 02/08/16.

Foto:
SÁ, Gustavo. Disponível em: <http://www.redeto.com.br/noticia-1860-professores-de-escolas-indigenas-participam-de-encontro.html#.V6EMJfkrLIU> Acesso em 02/08/16.