Ocorreu um erro neste gadget

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Estudos indígenas - História 8o. Ano Prof. Camila Bairros

Educação indígena em destaque


Professores indígenas já são a maioria nas aldeias. Agora, a luta é por uma melhor capacitação

Gustavo Sá. Disponível em <http://www.redeto.com.br/noticia-1860-professores-de-escolas-indigenas-participam-de-encontro.html#.V6EMJfkrLIU> Acesso em 02/08/16.

Iraci Paulina


       A preocupação com a Educação indígena no Brasil é recente. As leis demoraram para aparecer, surgiram avançadas, porém as ideias não foram totalmente concretizadas. "As reivindicações começaram pela terra e, nos anos 1970, foram incluídos nas discussões os problemas da saúde e do ensino", afirma Eneida Correa de Assis, professora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará (UFPA). Até o começo dos anos 1990, toda a política voltada para os povos indígenas estava concentrada na Fundação Nacional do Índio (Funai). Um decreto fez com que o ensino passasse a ser de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC), que foi ajudando na criação de núcleos de Educação indígena nas secretarias estaduais e começou a pensar em diretrizes para uma política nacional para a área. 

      No final dos anos 1990, o direito a uma Educação bilíngue e intercultural já estava garantido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e no Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas. 

     Os programas de formação de professores indígenas tiveram grande avanço. Há 15 anos, foi montado o primeiro curso específico, elaborado pela Funai em parceira com o governo do estado do Mato Grosso. O modelo prevê que os docentes frequentem a universidade em janeiro, fevereiro, junho e julho. Nos outros meses, eles ficam na aldeia. Isso diminuiu a rotatividade e o abandono da escola depois de formado. "Antes, os que iam para a cidade fazer um curso regular não retornavam", explica Elias Januário, coordenador da Faculdade Indígena Intercultural da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Atualmente 96% dos professores, diretores e coordenadores pedagógicos que atuam nas aldeias do Mato Grosso são índios". 

   O MEC, por sua vez, criou o Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind) em 2005, para os docentes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Médio. Atualmente, mais de 1,5 mil professores indígenas estão em formação em 23 licenciaturas oferecidas por 20 instituições de ensino superior. Por fim, está em curso no país a criação de 26 Territórios Etnoeducacionais (TEEs), um modelo de gestão que privilegia a territorialidade dos povos e não a divisão política do país. Afinal, muitos grupos que compartilham práticas culturais estão presentes em mais de um estado, o que dificulta a elaboração de políticas e a coordenação dos sistemas de ensino.

PAULINA, Iraci. Educação indígena em destaque. Disponível em: <http://novaescola.org.br/politicas-publicas/modalidades/educacao-indigena-destaque-618048.shtml> Acesso em 02/08/16.

Foto:
SÁ, Gustavo. Disponível em: <http://www.redeto.com.br/noticia-1860-professores-de-escolas-indigenas-participam-de-encontro.html#.V6EMJfkrLIU> Acesso em 02/08/16.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

História da Imprensa


Escola Municipal de Ensino Fundamental Herbert José de Souza

História - 8os Anos - Prof. Camila Bairros

AULA I




O espaço público como espaço para as ideias

Fragmento do artigo "Um passeio pela História da Imprensa:
O espaço público dos grunhidos ao ciberespaço" de Patrícia Bandeira de Mello
Compilado por Camila Geraldo Bairros

Somente no século XV foi produzido o papel maleável, permitindo a impressão dos livros de forma prática. Porém, apenas em 1840 o papel passou a ser produzido de resina das árvores, reduzindo o problema da escassez de material para a sua produção. O papel é fundamental para o início da produção de textos e da comunicação impressa, para romper com o estado de segredo das informações, antes controladas pelo Estado e pela Igreja. O espaço público gerou uma demanda pela troca de informações, intensificada cada vez mais pelo acesso da população à leitura e à escrita. A viabilização do papel foi o que permitiu uma outra descoberta, o tipógrafo.  
A reprodução de textos teve início com os copistas e os escribas, que, com o desenvolvimento da escrita, do pergaminho e do papel, puderam fazer cópias de textos religiosos, literários e filosóficos. Até a Idade Média, as informações eram restritas e controladas, mas com o ciclo das navegações e a expansão da atividade comercial, a partir do século XIII, veio a troca de mercadorias e também de informações. O crescimento econômico da época favoreceu o acesso à alfabetização, reduzindo cada vez mais a necessidade de que textos fossem lidos em público para a população iletrada. O acesso à leitura permitiu o questionamento e a inserção de diferentes grupos à esfera pública.
O que é esfera pública?
Para responder a esta questão, é necessário retomar um filósofo chamado Jurgen Habermas que viveu na Alemanha durante o século XX. Este teórico afirmava que a burguesia é todo o público que lê. Isto posto, dizia ele que uma burguesia leitora somada ao surgimento da imprensa cria as condições ideais para a formação de uma esfera na qual os sujeitos sejam capazes de construir e manifestar uma opinião sobre os assuntos de interesse geral. O sujeito só faz parte de uma esfera pública enquanto portador de uma “opinião pública”. Opinião pública engloba a informação e um julgamento sobre ela.  A opinião pública para Habermas teria uma função de importante para controlar o exercício do poder político.
No entanto, como os meios de comunicação não atendem a todos os segmentos sociais que desejam ou tentam participar do debate estabelecido na mídia, os grupos excluídos da esfera midiática são, por consequência, excluídos do espaço público. Ou seja, a imprensa favoreceu a “privatização do espaço público”. Porém, é interessante observar que sempre houve e possivelmente sempre haverá excluídos do espaço público, aqueles que por alguma razão não estiveram aptos a discutir e polemizar, seja por razões econômicas ou educacionais.
[...]

Referências:
MELO, Patrícia Bandeira. Um passeio pela História da imprensa – O passeio público dos grunhidos ao ciberespaço. Disponível em: < http://www.fundaj.gov.br/geral/artigo_passeio_historia_imprensa.pdf> Acesso em 31/05/16.

LOSEKANN, Cristiana. A esfera pública habermasiana, seus principais críticos a as possibilidades de uso desse conceito no contexto político brasileiro. Disponível em < http://pensamentoplural.ufpel.edu.br/edicoes/04/02.pdf>. Acesso em 07/06/16.

Atividades:
1.    Explique a seguinte afirmação com base nas discussões da aula: “O papel é fundamental para o início da produção de textos e da comunicação impressa, para romper com o estado de segredo das informações, antes controladas pelo Estado e pela Igreja.”
2.    Defina com suas palavras “esfera pública”.
3.    Com base no conceito de Habermas de “esfera pública”, responda: de que forma o acesso à leitura viabilizou a construção e a inserção de diferentes grupos na esfera pública.
4.    Apresente três notícias que você tem acompanhado na mídia e posicione-se diante delas.
5.    Com o auxílio do dicionário, diferencie informação, notícia e conhecimento.

Avaliação em grupos (4 ou 5 componentes):

A)   Pesquisar a história dos principais jornais em circulação em Porto Alegre e na Região Metropolitana, Zero Hora, Correio do Povo, Jornal Metro, Jornal do Comércio. Os grupos devem explanar sobre as principais características de cada periódico.

B)   Pesquisar a história das principais redes de comunicação do Rio Grande do Sul.
Cada grupo apresentará oralmente (opcional uso do projetor) em aula no dia 22/06/16.


AULA II

O livro e a imprensa, os novos condutores do pensamento

[...]
Gutenberg foi o responsável pela criação dos tipos móveis, com capacidade de impressão em papel, com uma tinta fabricada por ele. Uma série de obras começou a ser impressa, lançando também as bases para a publicidade impressa. Para Giovannini (1987, 111), “o livro, com tudo aquilo que contém, envolve interesses jurídicos, econômicos e comerciais, tanto mais relevante quanto mais se desenvolve o seu potencial de difusão popular”. É interessante observar que o livro passou a ser o novo fio condutor das ideias. Filósofos, intelectuais e poetas passaram a expressar seus pensamentos em livros, fazendo suas ideias circularem na sociedade de forma mediada.
Surgiram as primeiras impressões sobre a humanidade: as gazetas, com informações úteis sobre atualidade; os pasquins, folhetos com notícias sobre desgraças alheias; e os libelos, folhas de caráter opinativo. A combinação desses três tipos de impressos resultou, no século XVII, no jornalismo.[...]
O aparecimento dos jornais no final do século XVII e princípios do século XVIII fomentou um novo espaço público para o debate. De início, esses jornais eram dedicados a assuntos literários e culturais, mas a temática foi se alargando para questões de interesse social e político. Gerou-se uma demanda por essas informações, pois o público queria entender e participar do processo decisório das instâncias de poder. Nesse novo espaço público, a sociedade começou a obrigar o poder a justificar-se perante a opinião pública.
[...] Somente por meio dos livros, jornais, filmes e propagandas de rádio e TV vai se tornando possível o contato mediado com a história, mesmo a história recente. Livros, jornais e revistas transformam a civilização, promovendo a mudança da esfera pública e da cultura. As mudanças político-sociais são creditadas à circulação de impressos, o que favoreceu a Revolução Francesa e ascensão da burguesia. Os filósofos da época – Voltaire, Montesquieu e Rousseau – eram entusiastas da divulgação e da trocas de ideias. Formalizou-se o conceito de enciclopédia, que propunha reunir os conhecimentos acumulados naquele período. [...] Giovannini destaca que não sabe se foi a impressão tipográfica que promoveu o Renascimento ou se foi a corrente cultural que favoreceu a imprensa. O que é certo afirmar é que a circulação de ideias em grande escala estava presente durante as grandes mudanças sociais.

_ X_
É importante saber que:

- A partir da invenção da escrita, as cartas se tornaram a principal fonte de informações entre as pessoas, numa fase anterior à tipografia;
- No século XIX, têm início as primeiras inovações nos jornais. Nos EUA, o progresso da imprensa possibilitou a popularização do jornal sensacionalista, expondo na primeira página imagens e notícias de caráter extremamente violento. Os jornais norte-americanos já [continham]  as histórias em quadrinhos – seção humorística de grande sucesso até hoje.

Referências:


MELO, Patrícia Bandeira. Um passeio pela História da imprensa – O passeio público dos grunhidos ao ciberespaço. Disponível em: < http://www.fundaj.gov.br/geral/artigo_passeio_historia_imprensa.pdf> Acesso em 31/05/16.

Ampliando o vocabulário:
Apresente os significados das palavras abaixo:
a)    Jurisdição 
b) relevância   
c) jornalismo 
d) privatização
e) Filosofia 
f) intelectual   
g) pasquim 
h) libelo
i) processo  
j) Literatura   
k) política      
l) instâncias

m) poder

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

José Stédile apresenta PL para regulamentar profissão de técnico em Biblioteconomia.

Deputado Federal José Stédile (PSB/RS), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública, protocolou nesta quarta-feira, dia 7 de agosto, o Projeto de Lei 6038/2013 que regulamenta o exercício da atividade profissional de Técnico em Biblioteconomia.
A seguir, o Projeto:

PROJETO DE LEI Nº 6038, DE 2013

(Do Sr. JOSÉ STÉDILE)

Regulamenta o exercício da atividade profissional de Técnico em Biblioteconomia.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Fica reconhecida a atividade de Técnico em Biblioteconomia como profissão, regulamentada na forma da presente lei.

Art. 2º Considera-se Técnico em Biblioteconomia o profissional legalmente habilitado em curso de qualificação específica para executar, em bibliotecas ou em outros serviços de documentação e informação, tarefas relativas ao processamento, conservação e difusão de documentos e informação, de modo a preservar o patrimônio documental e a satisfazer as diferentes demandas nessas instituições, no domínio dos princípios da biblioteconomia.

Art. 3º São condições mínimas para o exercício da atividade profissional de Técnico em Biblioteconomia:

I – possuir diploma de nível médio em Biblioteconomia, expedido no Brasil, por escolas oficiais ou reconhecidas na forma da lei;

II – possuir diploma de nível médio em Biblioteconomia, expedido por escola estrangeira, revalidado no Brasil de acordo com a legislação em vigor.

Art. 4º Compete aos Técnicos em Biblioteconomia, observando-se os limites de sua formação:

I – organizar, gerar, recuperar, disseminar, utilizar e preservar a informação contida nos acervos;

II – prestar serviços aos usuários, disponibilizando as informações demandadas;

III – participar de planejamento e desenvolvimento de projetos que ampliem as atividades de atuação sociocultural das instituições em que atuam.

Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

domingo, 31 de março de 2013

VAGA DE ESTÁGIO – BIBLIOTECONOMIA


VAGA DE ESTÁGIO – BIBLIOTECONOMIA
 
A partir do 4º semestre

Requisitos:
 
ü Conhecimentos básicos em: normatização, Outlook, Word, Excel.
 
ü Boa redação;

Atividades:
Serviços de secretaria em geral; assessoramento ao conselho editorial; organização,
controle e atualização de arquivos; controle de planilhas e tabelas; controle de agenda e
de assinaturas; trabalhar em equipe na elaboração e execução de eventos.

Horário: 30h semanais – horário a combinar
Bolsa auxílio: R$ 800,00/mês
Benefício: auxílio transporte
Localização da empresa: Centro Histórico de Porto Alegre

Enviar currículos para: estagiorevista@gmail.com

sábado, 30 de março de 2013

Armindo Trevisan: O Rio Grande do Sul exige uma nova biblioteca

 
Armindo Trevisan


Houve um personagem da Antiguidade, do século IV a.C., Eróstrato, que teve uma curiosa – e "compreensível" – ideia dentro dos padrões atuais de busca ansiosa de fama e iconicidade: tornar-se famoso graças a um incêndio. Eróstrato não foi mesquinho consigo mesmo: incendiou, nada mais, nada menos, que o Templo de Diana, em Éfeso.

Alguns autores sustentam que Eróstrato não incendiou o Templo de Diana, mas a mais famosa biblioteca do seu tempo, a Biblioteca de Alexandria, no Egito.

Pelo seu crime, foi condenado à morte na fogueira.

O caso, simetricamente oposto ao de Eróstrato, foi protagonizado pelo presidente François Mitterrand, da França, que também desejou imortalizar-se, promovendo a construção de uma das bibliotecas mais famosas do mundo contemporâneo, a Nova Biblioteca de Paris.

Como porto-alegrense "honorário", fico a pensar num governador do Estado ou num prefeito da Capital que se disponham a resolver o problema de uma Biblioteca Estadual digna do Rio Grande do Sul.

A Biblioteca Estadual atual já cumpriu suas funções. Teve insignes diretores no passado, entre os quais Augusto Meyer e Reynaldo Moura. Cresceu até onde lhe foi possível crescer. Infelizmente, o Estado e a cidade cresceram mais do que ela.
Por que não transformar a (ex) Biblioteca Estadual em "Biblioteca da Cultura Gaúcha", reunindo no velho e venerável edifício os acervos historiográfico, sociológico, literário, folclórico etc. da gauchidade?

O Estado está necessitando uma nova biblioteca. Diria mais: o Estado está exigindo uma nova biblioteca.

Uma biblioteca à Mitterrand, não uma biblioteca galponeira. Uma biblioteca à altura de Erico Verissimo, Dyonélio Machado, Vianna Moog, Mario Quintana, e outras sumidades de nossa cultura.
Uma biblioteca, literalmente, contemporânea.

Imagino uma biblioteca estadual, cuja sede seja uma espécie de torre, em cujo último andar se instale um restaurante panorâmico, circular, móvel. No andar imediatamente inferior, poder-se-ia instalar um café moderníssimo, não só dotado de todos os confortos da civilização, mas também de todas as espécies de café existentes no planeta.

O edifício poderia sediar, no térreo, a recepção, os serviços gerais e um auditório magnífico, que servisse para encontros literários, audições de música clássica, principalmente música de câmara. Nos outros andares, salas para oficinas literárias, cursos, enfim tudo o que possa agilizar nossos neurônios. Nos outros andares, colocaríamos os livros, nossos anfitriões.

O edifício, em forma de torre, ou como o possam planejar nossos melhores e mais talentosos arquitetos – às vezes, êmulos do projetista, sem dúvida genial, da Fundação Iberê Camargo –, seria construído no coração do Parque Farroupilha ou noutro local da Capital e teria, no seu estacionamento subterrâneo, possibilidade de acolher centenas de veículos, de modo que os visitantes de nossa futura biblioteca pudessem vir a ele, despreocupados.

Senhores gaúchos: não é um sonho maravilhoso?

Terá já nascido o Mitterrand gaúcho que concretizará tão poético sonho?

A Copa e as Olimpíadas podem trazer proveito ao Estado e à Capital. Fazemos votos para que isso aconteça.

Mas a verdade é que nossos pés, hábeis para a bola, podem sugerir outra possibilidade: a de que nossas cabeças e nossos corações tenham estímulos para pensar com mais inteligência e sentir com mais finesse.