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sábado, 21 de abril de 2012

Onde se mora não é onde se trabalha


Onde se mora não é onde se trabalha from Luciana on Vimeo.

Alvorada – Região Metropolitana de Porto Alegre/RS/Brasil, nome que referencia a população constituída em sua maioria por trabalhadores que acordam nas primeiras horas da manhã para trabalhar em Porto Alegre (Capital). Parto do estudo das trajetórias sociais de duas mulheres, moradoras de Alvorada que trabalham como empregadas domésticas em Porto Alegre e enfrentam, diariamente, cerca de 1h10min de viagem abordo da linha Passo da Figueira via Ipiranga. Cenas cotidianas de deslocamento e trabalho narram, a partir dos gestos e práticas de Marion, a rotina desse viver urbano de embarques e desembarques, de conversas e interações, de espera e de trabalho. A estas cenas cotidianas cruzam-se as lembranças de Vera, lembranças do bairro que um dia foi sua morada e hoje abriga a casa em que ela trabalha. Estas imagens integram os projetos de pesquisa de Iniciação Científica: “Cidade e memória: a cultura do trânsito, da circulação do transporte e dos deslocamentos dos transeuntes em Porto Alegre, RS” e “Cidade e trabalho: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporânea”, realizados no âmbito do BIEV/PPGAS/UFRGS.
 
Por Luciana Tubello Caldas

Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia palestrou em Rio Grande

Nêmora Rodrigues falou sobre a importância da da profissão regulamentada
- Foto: Fábio Dutra
Com o objetivo de conscientizar os profissionais da Biblioteconomia sobre a importância da atuação no mercado de trabalho, a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues, esteve palestrando junto à comunidade acadêmica da Furg, na manhã desta quinta-feira, 19.  Estiveram presentes alunos, professores e trabalhadores da área.

"Estamos aproveitando a oportunidade, durante esse encontro, para dividir as experiências, especialmente pela aprovação da Lei 12.244, de 2010, que prevê a criação de bibliotecas com a presença de bibliotecários, com prazo máximo até 2020 para regularização daquelas que já existem. Portanto, estamos trabalhando nesse sentido, promovendo a conscientização sobre a importância da profissão regulamentada", disse.


De acordo com ela, é preciso também trabalhar a sociedade para que a mesma reconheça os serviços de qualidade, através de nossas observações em benefício do cumprimento das políticas que já existem. Recentemente, a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, divulgou um decréscimo nos índices que registram o interesse pela leitura dos brasileiros, inclusive apontando dificuldade de concentração para aqueles que mantêm a atividade.

"Com base nos resultados da pesquisa, é possível apontar que muitas escolas não têm leitores permanentes, o que acaba fragmentando a educação. Alguns estudantes apenas cumprem aquelas famosas fichas de leitura que são exigidas, mas por obrigatoriedade. A principal justificativa é o uso da internet. E essa é uma realidade que tem que ser enfrentada, e que nós temos a necessidade de transformar. Os recursos existem, e esses investimentos precisam ser  aplicados", complementou Nêmora Rodrigues. A presidente comentou ainda que, por ocasião do Polo Naval, as empresas que estão se instalando na região estão em busca de mão de obra qualificada e, por isso, é muito importante que os jovens estejam preparados para aproveitar as oportunidades.

A palestra de Nêmora Rodrigues aconteceu no Campus Carreiros da Furg, integrando as atividades que vêm sendo desenvolvidas pela coordenação do curso de Biblioteconomia da Universidade.

Fonte: Jornal Agora


Os sacrifícios da leitura

Fabiano dos Santos: grande parte das nossas escolas ainda está formando analfabetos funcionais.

Depois de coordenar políticas públicas para a área do livro e da leitura na Secretaria da Cultura do Ceará e no Ministério da Cultura, o escritor e doutor em literatura Fabiano dos Santos assumiu em janeiro último a diretoria de Leitura, Escrita e Biblioteca do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe, um órgão ligado a Unesco e com sede em Bogotá. Em visita recente a Fortaleza, ele – que nasceu no Rio Grande do Norte, mas adotou o Ceará como sua casa – comentou os resultados da recente pesquisa Retratos da Leitura no Brasil e falou sobre os desafios de se incentivar a leitura atualmente.

O POVO – A pesquisa apresenta uma – ao menos aparente, já que houve um aprimoramento do método da pesquisa – queda no número de livros lidos pelo brasileiro por ano. Passou de 4,7 em 2007 para 4 em 2011. Isso se contarmos os livros lidos na escola, caso contrário, o número cai para pouco mais de um livro por ano. Como você avalia esse dado? As políticas públicas não surtiram resultado?
Fabiano dos Santos - Primeiro, nós temos uma dívida social e histórica com a leitura no Brasil que é enorme e não vai ser resolvida em uma gestão ou duas gestões. Ela requer pelo menos um par de décadas para melhorar esse quadro. A meta do Plano Nacional de Cultura é que o índice de leitura no Brasil chegue a quatro livros lidos ao ano em 2022. O livro lido fora da escola. Eu acho uma meta muito ousada. Por outro lado, tivemos um avanço nas políticas públicas. Hoje o Governo compra sistematicamente livros de literatura para as bibliotecas escolares, da educação infantil até o ensino médio e o EJA (Educação de Jovens e Adultos), ou seja, você tem uma política de fomentar a leitura por meio da literatura. Mas há ainda uma fragilidade nesse programa do Ministério da Educação que é a formação do professor leitor. Essa é no meu ponto de vista uma das agendas mais estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Como um professor que não gosta de ler vai incentivar o aluno a ler?

OP – De acordo com um comparativo produzido pelo Cerlalc, o argentino lê 4,6 livros por ano e o chileno 5,4. O que faz os dois países estarem à frente do Brasil?  
Fabiano - A Argentina venceu a questão do analfabetismo ainda no final do século XIX, início do XX. O Chile também venceu o problema no início do século XX. Então, historicamente esses dois países souberam superar esse problema há muitas décadas atrás. No Brasil, nós ainda temos uma taxa de analfabetismo de, se não me engano, 11%. No Nordeste, isso aumenta, vai pra 15, 18%. Essa é uma das razões. Além do analfabetismo, existe o tal do analfabetismo funcional, que é aquele que lê, mas não compreende o que lê, não consegue estabelecer relações. Por isso, a gente não pode fazer uma leitura isolada dessa pesquisa, você tem que fazer analogias e comparações. Por exemplo, nós avançamos no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). De 2001 para 2009, nós saímos da última colocação e demos um salto, avançamos 12 posições, e isso tem a ver com os investimentos em educação nessa década. Outro indicador, o Prova Brasil, que mede o índice de compreensão leitora dos alunos de 3ª e 5ª séries, mostrou que mais de 50% dos alunos que chegam ao terceiro e quinto anos não desenvolveram a competência de escrita e leitura que aquela série coloca como meta. Ou seja, é triste o que eu vou dizer, mas grande parte das nossas escolas ainda está formando analfabetos funcionais. Eu digo ainda, porque isso vem melhorando.

OP - Por que a importância de se incentivar a leitura por prazer?
Fabiano - A pesquisa nos revela que a leitura em termo de faixa etária está muito associada ao período da escola e ao período da universidade. Isso vai diminuindo drasticamente depois, o que mostra que a escola não tem conseguido formar leitores pra vida inteira e esse é o desafio da escola. Aí entra a dimensão cultural da leitura. A escola tem desempenhado um papel importante na formação do leitor, mas é uma leitura instrumental, você lê pra responder, não pra fazer perguntas. Só a abordagem escolar, pedagógica, não dá conta, por isso que a leitura tem que ser despertada como um prazer para a vida inteira. A defesa da literatura reside nisso. Isso é fundamental na formação de uma nação de leitores.

OP - Qual a razão de livros como A Cabana e Ágape estarem no topo do ranking dos mais lidos?
Fabiano - As grandes editoras brasileiras hoje estão priorizando as traduções, estão priorizando a lista dos livros mais vendidos da Amazon. Isso é muito perigoso, porque se você for pegar a tradição dos conselhos das grandes editoras, que têm um papel importante na difusão da literatura brasileira, você percebe que eles primavam muito pelo conteúdo. Hoje existe o risco de você priorizar o potencial apenas econômico. Então quando os conselhos se reúnem, um sujeito fala: “Veja como está a posição dele na Amazon!”. Se estiver até entre os 50, tudo bem. Mas se tiver na rabeira, não se vai nem analisar o livro. É importantíssimo e necessário o Brasil traduzir a literatura de todos os lugares, mas, por outro lado, nós temos que criar situações pra que a literatura brasileira seja exercitada. Isso significa políticas de fomento para a criação literária, que uma parte cabe ao governo, mas o mercado também tem que ter essa responsabilidade política e social de publicar e difundir a literatura brasileira. A importância que a literatura brasileira tem nas campanhas publicitárias e planos de mídia e marketing em comparação aos best sellers é triste. Essa é uma questão que temos que enfrentar e conversar com o mercado editorial.

OP - Mas existe uma demanda do próprio leitor nesses casos.
Fabiano - É uma demanda que surgiu nos últimos anos, a temática da autoajuda e agora dos livros religiosos. Eu nunca fui contra que leiam um Paulo Coelho, por exemplo. Simplesmente eu li uma vez e pra mim não bateu. Mas às vezes uma leitura como essa pode formar leitores. Tem uma meninada que lê Harry Potter e está lendo outras literaturas também.

OP - A literatura perde cada vez mais espaço para o entretenimento audiovisual. Existe uma estratégia pra se ganhar terreno nessa disputa pelo potencial leitor?
Fabiano - Primeiro, eu não estou muito preocupado com essa competição, mesmo porque as pessoas que são leitoras possivelmente vão ver um bom filme, um bom programa na TV. Eu acho que a leitura tem que ter uma interface com as outras linguagens, com o cinema, com a TV, com o teatro, com a música. Quando estava naquele debate no fim do livro, há uns quatro anos, os editores todos preocupados, o Umberto Eco escreveu Não contem com o fim do livro, em que ele diz que o livro é como uma colher ou um martelo, que se desenvolveu a tal ponto que o máximo que você pode ter são outros tipos de martelos e de colheres. Talvez uma das estratégias interessantes é pensar como as políticas podem associar a produção audiovisual com a literatura.

Conheça aplicativo que transforma páginas da web em revista digital


O Google acaba de lançar internacionalmente o Currents, aplicativo que reúne feeds e disponibiliza o conteúdo em formato de revista para valorizar as telas sensíveis ao toque.

O aplicativo já estava disponível para download desde dezembro de 2011 nas lojas do Android e do iOS, mas somente nos EUA. Outra novidade do serviço é que agora ele está integrado ao Google Translator. Embora a tradução não seja perfeita, ainda assim facilita o entendimento de conteúdos publicados em outros idiomas.

Como funciona

Será preciso informar os dados de acesso a alguma conta no Google para ter acesso ao serviço. Com o aplicativo instalado no tablet ou smartphone, o usuário pode acessar o conteúdo já indexado no Google Currents.

Também é possível adicionar os próprios feeds para portais de notícias, sites pessoais e Twitter. Todo o conteúdo disponível já está categorizado. Depois de selecionado, o atalho ficará disponível na página inicial com a vantagem de poder ser lido no modo off-line. No acesso à tela inicial, depois de instalado e devidamente configurado, o aplicativo exibe dicas de como navegar na interface.

Leia mais em: G1

Teoria da Informação Quântica pode revelar a natureza real do mundo físico


Pergunte para qualquer físico quais são as duas principais teorias do século 20, e eles provavelmente vão dar a mesma resposta: a teoria da relatividade de Einstein e a mecânica quântica. Mas talvez uma terceira teoria, do século 21, entre para o hall da fama: a Teoria da Informação Quântica, ou Teoria Quântica da Informação. 

A mecânica quântica surgiu na década de 20, para descrever o estranho comportamento dos átomos e elétrons. Já a teoria da informação apareceu duas décadas depois, com fórmulas para quantificar a comunicação através de telefones. 

Ao contrário dos físicos quânticos, mais preocupados em desenvolver computadores super rápidos, os teóricos da informação quântica estão motivados a entender a realidade física, e entender melhor a mecânica quântica da natureza.

Fonte: Hype Science

domingo, 15 de abril de 2012

Literatura marginal ganha espaço e conquista leitores, principalmente jovens

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Como um retrato autêntico da vida nas periferias brasileiras, a literatura marginal vem ganhando espaço e conquistando leitores, principalmente os jovens. “A literatura que eu escrevo vem de ruas que os anjos não frequentam, de pessoas que não têm voz”, diz o poeta Sérgio Vaz, referindo-se à expressão literária e estética da periferia. O tema foi destaque de um ciclo de debates realizado hoje (15), na 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, que reuniu escritores como Vaz, Ferréz e o rapper GOG.

Sérgio Vaz

Autor de coletâneas de poemas que tratam do cotidiano da periferia de São Paulo, Vaz conta que se engajou nesse tipo de literatura por ser revoltado com a vida. Para ele, os livros sobre a realidade das “quebradas” mostram como as pessoas da periferia estão se tornando protagonistas de sua própria história. “Antigamente, as pessoas escreviam sobre a gente, eramos coadjuvantes. Hoje, somos nós que contamos a nossa história. A literatura é uma arte como outra qualquer e tem compromisso social.”

Há mais de dez anos, Vaz criou o Cooperifa, um projeto social que busca disseminar a leitura entre as pessoas de comunidades de São Paulo. Durante o ano, são realizados saraus, oficinas e outras atividades culturais. Atualmente, 150 pessoas estão engajadas no projeto. “Começamos a dar uma função social para a literatura por meio da oralidade. Nós fazemos a gentileza de recitar, e a pessoa faz a gentileza de ouvir. É uma ferramenta para chegar ao livro.”

Fonte: EBC


Estágio no Teatro de Arena de Porto Alegre - Biblioteconomia ou Arquivologia

Atividade: Auxiliar na organização e acondicionamento dos documentos do acervo; atuar na conservação e preservação da documentação; prestar atendimento ao público e trabalhar na avaliação; descrição arquivística e digitalização de alguns documentos.

Requisitos: Estar cursando o 4º semestre da faculdade de Arquivologia ou Biblioteconomia.

Carga Horária: 120 horas (a combinar).

Remuneração: A partir de R$590,00 (dependendo do semestre que estiver cursando).

Contato: Interessados devem entrar em contato pelo e-mail teatrodearena@sedac.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3226.0242.

Obs.: Tratar preferencialmente com Ana ou com Fernanda.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ocupemos o Mundo - Livro

Dois ativistas portugueses dos movimentos sociais FERVE (Fartos d'estes Recibos Verdes) e Precários Inflexíveis são coautores do livro ¡Ocupemos el mundo!, lançado este mês no Estado Espanhol, e que conta também com artigos de Eric Toussaint, Slavoj Žižek e Esther Vivas, entre outros. A obra trata das mobilizações sociais que marcaram 2011 e que se revestiram de um cariz internacional.
 
“Barcelona, Madrid, Atenas, Tunes, Cairo, Lisboa, Islândia, Oakland, Wall Street, Londres, Moscovo...isso foi só o começo, não há como voltar atrás”. Esta afirmação é retirada da página da Icaria editorial, onde é apresentada a obra que conta com artigos de autores de todo o mundo, entre os quais Marco Marques, do movimento Precários Inflexíveis (PI) e Adriano Campos, do movimento FERVE (Fartos d'estes Recibos Verdes).

Num texto conjunto, estes dois ativistas sociais falam sobre a crise da dívida portuguesa, que se transformou “em justificação comum deste campo político [governo do PS e governo de coligação PSD/CDS-PP] para todo os ataques e figura, por isso mesmo, no centro da luta política em Portugal”, e sobre o seu enquadramento “no contexto mais vasto da crise económica e social”.

Leia mais em: Esquerda.Net

terça-feira, 10 de abril de 2012

Empréstimo de livros em Araraquara, SP, está acima da média nacional

O número de empréstimos de livros nas bibliotecas municipais de Araraquara (SP) está bem acima da média estadual e nacional, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
De acordo com o levantamento, cada família empresta em média quase 296 livros por mês. No Estado de São Paulo são pouco mais de 702. Em Araraquara são efetuados 2.675 empréstimos, média nove vezes maior que a nacional.

O estímulo à leitura é reflexo de um trabalho feito pelos professores nas escolas da cidade. Em uma delas, cujo acervo chega a mais de 15 mil obras, ao menos uma vez por semana os alunos se reúnem na biblioteca e têm aula sobre um grande autor da literatura. Cada criança leva um livro para casa, fica uma semana e o entrega com um resumo sobre o que leu.

O trabalho deu resultado, já que antes os alunos se limitavam à literatura infantil, explica Adélia Gasparello, professora e funcionária da biblioteca. “Depois de uma conversa com a professora, bolamos um jeito de eles conhecerem o infanto-juvenil, depois passarem para a ficção, teatro e poesia. Araraquara sempre foi um celeiro de grandes escritores, como o Ignácio de Loyola Brandão”, diz.
O projeto, que conta ainda com sarau integrado e visitas monitoradas, não só aumentou o número de livros emprestados como também mudou o comportamento dos estudantes em sala de aula.
“Tinham alguns alunos que não conseguiam ficar quietos, eram inseguros ao escrever por conta até de dificuldade de aprendizado. Agora há um maior interesse e menos problema de comportamento”, avalia a professora Sandra Lemes.

Rafael Luiz de Oliveira foi um dos estudantes que notou o progresso. “Antes eu não entendia direito o que a professora passava na lousa, mas agora eu entendo bem”, conta.
O universo dos livros também chegou cedo à vida da estudante Camila Teodoro, que aprendeu a ler sozinha aos quatro anos idade. “Eu fui vendo as imagens, associando as letras que a gente aprendia na creche e de repente estava lendo”, conta a adolescente hoje com 16 anos. “Quem lê aprende a falar e escrever bem, tudo melhora”, completa.

A jovem incentivou a amiga Tassiana Alves de Sousa a curtir o mesmo hobby. “Você sai do seu mundo e vai para outro diferente, é muito interessante. É uma hora que você se alivia das preocupações do agora para conhecer situações diferentes. É um mundo novo que vale muito à pena”, ressalta.
 
Leitura e tecnologia
 
Os educadores são unânimes em afirmar a importância da leitura na vida dos alunos. Com as novas tecnologias, o conteúdo está mais acessível para todos, mas é importante saber filtrar o que é importante ou não, orienta Zaira Zafalon, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e especialista em ciência da informação.
“Se a gente começa a analisar a questão de volume, isso não significa qualidade. Todas as informações estão disponíveis na internet. Isso acaba dificultando na questão de se formar cidadãos críticos. Tudo está disponível, mas nem tudo é de fato informação relevante”, avalia.
 
A especialista ressalta ainda a importância de as bibliotecas utilizarem as novas mídias sociais para atrair cada vez mais o jovem e o adolescente. Segundo ela, as bibliotecas precisam investir em informatização do sistema e não necessariamente na digitalização dos livros. “É mais importante desenvolver o seu acervo de acordo com as necessidades do seu público”, diz Zafalon.
 
Fonte: G1 assista o vídeo aqui.

Prefeitura de Parintins (AM) lança concurso público para Auxiliar de Biblioteca entre outros cargos

Cargos são em todos os níveis de escolaridade e os salários oferecidos variam entre R$ 622,00 a R$ 6.054,95 (Divulgação)

A Prefeitura Municipal de Parintins (AM) lançou o edital que abre grande concurso público para recompor parte do quadro de servidores do município, através do preenchimento de 2.255 vagas, subdivididas em funções de nível fundamental, médio e superior.

As inscrições poderão ser realizadas exclusivamente pela internet, no site Concursos Copec, no período entre 00h00 do dia 16/4 até as 23h59 de 30 de abril de 2012, observado o horário oficial de Manaus.

Os valores de taxa de inscrição são de R$ 30,00 para cargos de nível fundamental, R$ 60,00 para cargos de nível médio, R$ 100,00 para cargos de nível superior.

Provas

Os candidatos serão avaliados através de duas etapas, a Primeira etapa - Consistirá de Provas Objetivas (Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos), de caráter eliminatório e classificatório. A Segunda etapa - Consistirá em Prova de Títulos, apenas de caráter classificatório, para todos os cargos que exigem o nível de Ensino Superior (exceto o cargo de Repórter).

As provas serão aplicadas na data provável do dia 10 de junho de 2012 (domingo), em local e horário a serem divulgados no Cartão de Confirmação.
Os gabaritos das provas objetivas serão publicados, no máximo, até 24 horas após a realização das mesmas.

Cargos

Para quem tem apenas o nível fundamental incompleto poderá concorrer às chances de Auxiliar de Serviços Gerais - Zona Rural, Auxiliar de Serviços Gerais - Zona Urbana Carpinteiro, Copeira - Zona Rural, Copeira - Zona Urbana, Coveiro, Cozinheira - Zona Rural, Cozinheira - Zona Urbana, Gari, Guarda Civil Municipal - Zona Urbana, Jardineiro, Operador de Ceifadeira na Conservação de Vias Permanentes (Operador de Roçadeira), Podador de Árvores na Conservação de Vias Permanentes, Trabalhador de Serviços de Limpeza e Conservação de Áreas Públicas (Capinador), Vigilante - Zona Rural e Vigilante - Zona Urbana.

Quem tem o nível fundamental completo pode concorrer nos cargos de Bombeiro de Aeródromo, Eletricista, Encanador, Garçom, Marinheiro de Máquinas, Marinheiro Fluvial de Convés, Mecânico de Manutenção e Instalação de Aparelhos de Climatização e Refrigeração, Motorista - Categoria B, Motorista - Categoria C, Motorista - Categoria D, Motorista, Socorrista (Bombeiro) - Categoria D, Pedreiro, Pintor de Obras e Servente de Obras.

No nível médio e curso técnico, as ofertas são para Agente de Defesa Ambiental, Agente de Proteção de Aeroporto, Assistente Técnico Administrativo - Zona Rural, Assistente Técnico Administrativo - Zona Urbana, Auxiliar de Almoxarifado, Auxiliar de Biblioteca, Desenhista Técnico (Arquitetura) – Cadista, Despachante Operacional de Voo (Operador de Raio-X), Despachante Operacional de Voo (Sinalizador de Aeronaves), Fiscal de Aviação Civil (Fiscal de Pátio), Fiscal de Obras, Inspetor de Alunos de Escola Pública - Zona Rural, Inspetor de Alunos de Escola Pública - Zona Urbana, Instrutor de Aprendizagem em Informática - Zona Rural, Instrutor de Aprendizagem em Informática - Zona Urbana, Locutor Apresentador, Monitor de Alunos (Agente Educacional Infantil) Zona Rural, Monitor de Alunos (Agente Educacional Infantil) Zona Urbana, Monitor de Esportes e Lazer, Office-Boy, Operador de Usina Térmica (Usina de Asfalto), Recepcionista, Repórter, Repórter Cinematográfico, Repórter, Fotográfico, Técnico Agropecuário, Técnico de Tributos Municipal, Técnico em Manutenção de Equipamentos de, Informática e Técnico em Turismo.

Já para o nível superior, há vagas nos cargos de Administrador, Analista de Marketing, Analista de Planejamento e Orçamento, Analista de, Recursos Humanos, Analista de Suporte de Banco de Dados e Sistema, Arquiteto, Assistente Social, Bibliotecário - Zona Rural, Bibliotecário - Zona Urbana, Biólogo, Contador, Economista, Engenheiro Civil, Engenheiro de Pesca, Engenheiro Florestal, Fiscal de Tributos Municipal, Geógrafo, Geólogo, Intérprete de Libras, Nutricionista, Pedagogo, Procurador, Psicólogo e Tecnólogo em Gestão de Turismo.

Há vagas também para Professor de Alunos com Deficiência Auditiva e Surdos - Professor de Libras - Zona Urbana, Professor do Ensino Fundamental nas diciplinas de (Educação Artística - Ciências Naturais, Educação Física, Geografia, História, Zona Rural e Zona Urbana), Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental - EJA (Língua Portuguesa) Zona Rural, Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental - EJA (Língua Portuguesa) Zona Urbana, Professor de Língua Estrangeira Moderna do Ensino Fundamental (Língua Espanhola) - Zona Urbana, Professor de Língua Estrangeira Moderna do Ensino Fundamental (Língua Inglesa) - Zona Rural, Professor de Língua Estrangeira Moderna do Ensino Fundamental (Língua Inglesa) - Zona Urbana, Professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental - Zona Rural, Professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental - Zona Urbana, Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental - EJA (Matemática) Zona Rural, Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental - EJA (Matemática) Zona Urbana, Professor de Matemática do Ensino Fundamental - Zona Rural, Professor de Matemática do Ensino Fundamental - Zona Urbana, Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental (1º ao 5º Ano) - Zona Rural, Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental (1º ao 5º Ano) - Zona Urbana, Professor de Nível Superior na Educação Infantil - Zona Rural, Professor de Nível Superior na Educação Infantil - Zona Urbana.

Validade

O prazo de validade do concurso é de dois anos, a contar da data de publicação da homologação, prorrogável uma vez por igual período.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Anunciadas as leituras obrigatórias para o Vestibular 2013

Seleção de obras poéticas de Gregório de Mattos entra na lista - foto: reprodução

A COPERSE - Comissão Permanente de Seleção da UFRGS divulgou na manhã da sexta-feira (30), a lista de obras cuja leitura prévia e completa será exigida para o Concurso Vestibular de 2013. Quatro das doze leituras são novas: uma seleção de obras poéticas de Gregório de Matos Guerra, “O Guardador de Rebanhos”, de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa); “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida; e “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis.

Para facilitar a leitura dos textos de Gregório de Matos Guerra, a Coperse está disponibilizando um arquivo com a Seleta do autor contendo os títulos que serão cobrados no Vestibular 2013. Dessa forma, o candidato encontrará reunidos os textos que precisa ler.

As obras mantidas na lista são “A Educação pela Pedra”, de João Cabral de Melo Neto; “História do Cerco de Lisboa”, de José Saramago; “O Centauro no Jardim”, de Moacyr Scliar; “Contos Gauchescos”, de João Simões Lopes Neto; “Manuelzão e Miguilim (Campo Geral e Uma estória de amor)”, de Guimarães Rosa; “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes; “Feliz Ano Novo”, de Rubem Fonseca; e “O Filho Eterno”, de Cristóvão Tezza. Deixam a lista “O Uraguai”, de Basílio da Gama; “Lucíola”, de José de Alencar; “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis; e a seleção de poemas de Álvaro de Campos, de Fernando Pessoa.

Conforme resolução do CEPE - Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão, a partir do Concurso Vestibular 2007 a lista de leituras obrigatórias para a prova de Literatura de Língua Portuguesa tem se renovado ano a ano, sempre com a substituição de quatro obras. A lista completa dos livros exigidos para o Concurso Vestibular 2013 está disponível no site http://www.vestibular.ufrgs.br/cv2013/leituras.htm.

Fonte: UFRGS

domingo, 8 de abril de 2012

Primeiro como tragédia, depois como farsa; de Slavoj Zizek


Li esse livro duas vezes; na primeira, foi como um soco na boca do estomago: senti náuseas e a verdade oferecida a mim pelo livro de Zizek embaçou a minha visão, acentuando ainda mais a discrepância do que nos dizem os noticiários sobre Terrorismo, Crise Econômica – a mais atual (2009) -, Crise Ecológica, e as relações de poder entre os Estados nesse emaranhado chamado Globalização.

Tudo começa pelo Ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001; segundo Zizek, e aqui ele apropria-se do conceito hegeliano de que é preciso duas mortes para o fim de uma Ideia: o trágico e impossível acontecimento seguido pela sua absurda repetição. A tragédia da morte do sistema do capital como Ideia foram os ataques às Torres Gêmeas, seguidos por uma década de crises estruturais. Na segunda leitura, apertei os cintos, respirei fundo, e li cada linha como se fosse o último livro a ser lido em vida, e realmente consegui achar o fio da meada que Zizek tenta delinear: a crise geral do capitalismo, mas não de forma histérica e desmedida, mas de uma maneira que a necessidade de se pensar uma outra condição de vida mais humana fora dos parâmetros do Capital.



Sobre o Comunismo, não devemos procurar nele o que ele pode nos dizer sobre os problemas de hoje por uma simples razão: o Comunismo que conhecemos fora um Comunismo que representava um determinado período histórico com demandas sociais específicas para a época em que foi desenvolvido - mesmo com o trauma Stalinista. O que devemos fazer é o caminho contrário, segundo Zizek: ver o que os problemas de hoje podem nos auxiliar a produzir uma nova versão comunista para a agenda de problemas que se apresentam nesse início de século XXI. Zizek também mostra como é difícil para a Esquerda realizar uma renovação à altura de um sistema capitalista que se revoluciona todo momento. Ele nos questiona: por que para preservamos o Meio Ambiente devemos comprar sacolas retornáveis? Enquanto países do terceiro mundo ainda não possuem água potável – e talvez nunca a tenham – sofrem com esse flagelo enquanto bilhões de dólares foram injetados na economia global por causa de irresponsabilidade de alguns? Em outras palavras: por que toda a nossa atividade humana tem de passar pelo CONSUMO, inclusive no que se refere ao exercício de direitos?

Slavoj Zizek não é nada poético no que escreve e nos revela em Primeiro como tragédia, depois como farsa; mas pelo menos é sincero e coerente. Lê-lo é abrir mão de verdades “pasteurizadas” encontradas em supermercados, na TV, ou até mesmo em algumas salas de aula universitárias... Lê-lo é ficar saudavelmente perturbado com o que acontece ao nosso redor, por mais que nos digam o contrário.

sábado, 7 de abril de 2012

Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi.

Crédito da imagem: Walmart

Os Bestializados, de José Murilo de Carvalho, trata de um período da História recente do Brasil: a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Na época, as elites estrangeiras sediadas aqui no país ficaram um tanto perplexas com a passividade do povo brasileiro diante de um evento de tanta importância para o país. Possivelmente, os estrangeiros esperavam uma participação popular mais contundente como, por exemplo, à francesa ou à inglesa (Revolução Inglesa e Francesa, respectivamente), criticando, de certa forma, essa negligência política por parte da população tupiniquim.

Entretanto, não é o que nos mostra a análise de José Murilo de Carvalho. Segundo o autor, no Brasil existia povo, sim, mas não com o caráter e a cultura liberal de países como França e Inglaterra, nas suas respectivas revoluções burguesas. Havia o capoeira, o malandro, o bilontra, a mãe-de-santo; esse era o povo que existia e foi sujeito ativo numa das revoltas com maior cunho de participação popular, talvez, da História do Brasil: A Revolta da Vacina. Personagens emblemáticos como “Prata Preta”, terror da polícia fluminense. Segundo relatos da época, “Prata Preta” lutava com duas armas de fogo, um punhal e com mais uma navalha: era irredutível nas batalhas de rua do Rio de Janeiro.

Ainda assim, convém comentar a medida de ação e de inserção do povo brasileiro nas manifestações. A Revolta da Vacina, segundo o autor, foi um movimento impulsionado pela publicidade, mas tomou força com as barricadas feitas pelos cariocas. E mais: o que representava a República para esta população? A República era uma composição na qual o povo carioca não se via identificado e representado, uma vez que a população demonstrou em muitas oportunidades apreço e saudosismo à figura do Imperador.

Ler os Bestializados, de José Murilo de Carvalho, esclarece alguns aspectos da falta de interesse do povo brasileiro pela política. Ler esse livro é entender as manifestações populares sob a ótica da cultura e da comunidade, sob o prisma das relações do cotidiano em cortiços e favelas, onde a vida é mais difícil, mas não menos vivida. Nesse caso, a República foi mais uma imposição de um novo arranjo elitista brasileiro a uma construção do exercício pleno da cidadania dos brasileiros em busca dos seus direitos.



Por Camila Geraldo Bairros

terça-feira, 3 de abril de 2012

Alvorada é o terceiro Município gaúcho a disponibilizar acesso à internet à comunidade



Município de Alvorada (RS) desenvolveu um projeto para fornecer internet wi-fi – sem fio – a toda população nos 74 quilômetros quadrados de extensão territorial. Para promover inclusão digital aos mais de 196 mil habitantes, desenvolvimento social e econômico e redução dos índices de violência e evasão escolar, a prefeitura investiu R$ 1,6 milhão na benfeitoria.

Situado a quase 15 quilômetros da capital, Porto Alegre, Alvorada terá 18 antenas instaladas em prédios públicos, cada uma com sinal de alcance de 300 metros, que distribuirão o sinal a população a partir de abril. Em entrevista à Agência de Notícias da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o prefeito João Carlos Brum contou que é a primeira cidade de grande porte do Estado a desenvolver a ação.

“É um ganho enorme para a nossa cidade. Temos convicção de que a iniciativa vai proporcionar grande avanço no conhecimento e no saber de todos, principalmente da juventude”, declarou o prefeito. Ele relatou: “fizemos um estudo e chegamos à conclusão de que pouca gente tinha acesso à internet – apenas 12 mil usuários – e a partir daí decidimos investir”.

Interatividade
 
De acordo com Brum, o Município tem perfil econômico baixo e a medida vai beneficiar pessoas que até conseguem comprar um computador, mas que não têm condição de pagar pelo acesso a internet.  Além disso, alguns serviços da administração municipal já estão informatizados e, pelo que disse o prefeito, a medida vai facilitar também a interatividade entre a gestão e a comunidade.

Para o prefeito, em breve todos os Municípios terão de viabilizar a inclusão digital. “Estamos antecipando, fazendo o que todas as cidades vão fazer daqui uns anos”, concluiu.

Acesso gratuito 
Alvorada é o terceiro Município gaúcho a disponibilizar a acesso a internet gratuita. Campo Bom e Lagoa dos Três Cantos – de pequeno porte – disponibilizam acesso à rede em locais públicos, residências e comércios. Em Lagoa dos Três Cantos, o projeto em desenvolvimento está voltado, principalmente, para a rede de ensino, conforme explicou o prefeito Ernor Weber.

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