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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Livro reúne projetos de templos, igrejas e capelas de Oscar Niemeyer

A presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o arquiteto Oscar Niemeyer

Ícone mundial da arquitetura moderna, em plena atividade aos 103 anos de idade, Oscar Niemeyer acaba de lançar um livro que reúne os projetos que fez de templos religiosos, uma parcela importante de sua vasta obra. As Igrejas de Oscar Niemeyer, lançado nessa semana, na galeria de arte da filha do arquiteto, Anna Maria Niemeyer, traz imagens coloridas de 16 catedrais, igrejas, capelas e outros templos projetados pelo mais importante arquiteto brasileiro, executados ou não.

Niemeyer, que sempre se declarou ateu convicto e comunista, faz no livro um relato emocionante da influência da religião em sua infância e de como isso fez com que se tornasse familiar, para ele, projetar igrejas. “Nasci em uma família muito religiosa. Meu avô era religioso. Na casa onde eu morei, tinha cinco janelas, uma delas transformada em oratório pela minha avó. Tinha missa lá em casa. Era uma coisa muito natural”, conta.

Fazem parte do livro desde a pioneira Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, projeto de 1940, às recentes catedrais católica e batista do Caminho Niemeyer, expressivo conjunto de obras do arquiteto que está sendo construído em Niterói (RJ). As linhas ousadas da Igreja da Pampulha, consagrada a São Francisco de Assis e decorada com painéis de Cândido Portinari, escandalizaram as autoridades eclesiásticas da época, que, durante 14 anos, proibiram a realização de cultos no local.

No final dos anos 1950, Niemeyer já não enfrentava essa rejeição ao projetar, juntamente com os vários edifícios públicos de Brasília, a Catedral da nova capital, a Capela do Palácio da Alvorada e a Capela Nossa Senhora de Fátima. Anos mais tarde, ainda em Brasília, ele teve executados seus projetos da Igreja Ortodoxa (1986) e da Catedral Militar (1992).

Fora do Brasil, levam sua assinatura os projetos – não executados até agora – de uma mesquita em Argel, capital da Argélia, e de uma capela em Potsdam, na Alemanha. Merece destaque ainda, no livro, outro recente projeto para o Brasil, a Catedral do Cristo Rei, em Belo Horizonte.

Juntamente com o livro, foi lançado o número 10 da revista Nosso Caminho, publicação dirigida por Oscar Niemeyer e sua esposa, Vera Lúcia. Essa edição presta uma homenagem ao arquiteto João Filgueiras Lima, que trabalhou com Niemeyer na construção de Brasília e foi o responsável por desenvolver a tecnologia do pré-moldado, em concreto ou em argamassa. No Rio de Janeiro, essa tecnologia permitiu, nos anos 1980, a construção rápida de escolas como os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) e também da Passarela do Samba.

Livro de arte com capa dura, 56 páginas em papel couchê, textos em português, espanhol e inglês, As Igrejas de Oscar Niemeyer tem tiragem limitada, de mil exemplares.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O fenômeno Slavoj Zizek

Slavoj Zizek: releitura de autores clássicos e argumentos ágeis, combinando filosofia hermética e referências pop
ANA YUMI KAJIKI
Num discurso frenético, eivado de referências à cultura pop, o esloveno Slavoj Zizek conquista simpatizantes e divergentes de suas ideias a partir de um estilo marcadamente autoral


Slavoj Zizek é um dos principais críticos do mundo contemporâneo, de seus trocas econômicas e de sus eficientes ideologias. Contudo, Zizek está longe de ser uma persona non grata. É convidado para congressos importantes, financiados por grandes empresas, escreve colaborações para grandes jornais, como o New York Times, e é constantemente cortejado por diversas universidades norte-americanas e europeias.

Zizek é um fenômeno. Suas palestras atraem admiradores, seus livros vendem bem para um gênero de leitura árida (a filosofia) e ele se porta à altura deste sucesso: como um showman. Nem de longe parece um intelectual convencional, como roupas limpas, discretas e gestos comedidos. Gordo, barbado, com profundas olheiras, o filósofo esloveno prefere o jeans e a camiseta - parece mais com um autor de histórias em quadrinhos do que com o diretor de uma entidade cabeça como a Sociedade Teórica de Psicanálise da Eslovênia. É um polemista ágil e sabe tirar gargalhadas de seu público, com seu comportamento hiperativo e sua vasta coleção de anedotas, às quais recorre para ilustrar suas ideias. Boa parte de suas "parábolas" são tiradas de superfícies tão rasas quanto os noticiários de internet, piadas grosseiras e cenas de sucessos de Hollywood.

O esloveno se apresenta como um pensador marxista, mas poucos recebem tantas críticas em seus livros quanto as esquerdas. Seu dois livros lançados mais recentemente no Brasil - "Primeiro como farsa, depois como tragédia" e "Em defesa das causas perdidas" - ajudam a entender o fascínio que Slavoj Zizek exerce sobre entusiastas e críticos. Ele se explica, sobretudo, pelo estilo do autor e pelo jeito inusitado de argumentar.

Leia mais sobre Zizek em: Diário do Nordeste

Estudantes reclamam de eventos realizados na Biblioteca Pública

Os usuários que utilizam diariamente a Biblioteca Pública Municipal "Bernardo Guimarães" para estudos reclamam de barulho. Por meio de uma denúncia anônima ao Jornal da Manhã, os estudantes alegam que os eventos que são realizados na biblioteca estão atrapalhando, visto que no local são exigidos silêncio e tranquilidade.

De acordo com a denúncia, o evento realizado na ultima terça-feira (23) teve até banda ao vivo, com sax e piano. Os usuários explicam que precisam de tranquilidade, paz e silêncio, mas todos os dias que tem evento todos são retirados da sala, em busca de um local silencioso. Além disso, os estudantes alegam que, em determinados eventos, a diretora da Biblioteca Municipal, Viviane de Almeida Cataldi, pede para que os estudantes se retirem para fechar a biblioteca para solenidades.

Os usuários afirmam ainda que estão insatisfeitos com a atitude da diretora. Para manifestar a indignação, um estudante chegou a encaminhar uma carta ao secretário municipal de Educação, solicitando que a diretora seja trocada.
Segundo Viviane, a pessoa que encaminhou a denúncia ao Jornal da Manhã está estudando para o vestibular, para ser aprovado em Medicina. “Não quero justificar, mas às vezes, por conta do nervosismo do vestibular, a pessoa procura a imprensa para desabafar”, explica Viviane.

Os eventos mencionados pelos usuários são lançamentos de livros. No dia 23 foi a vez de uma obra assinada pelas educadoras, funcionárias públicas lotadas na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, chamada "Interfaces da Formação de Professores: em busca de novos caminhos". Hoje será o livro da educadora Maria de Lourdes de Melo Prais, chamado “Testemunho Pedagógico”.

A diretora afirma que a biblioteca, além de ser um local de estudo, também é cultural, eventos como estes acontecem raramente, no máximo dez vezes ao ano. “Nunca pedi para que os estudantes se retirassem. Na verdade, os convido para participar do evento ou para ir a uma sala sem barulhos”, afirma.

O profissional da informação pós-futurística


A demanda por profissionais da Ciência da Informação, responsáveis por atribuir valores de relevância aos dados presentes na rede, cresce ano após ano, e esse gráfico ascendente não deve dar sinais de exaustão tão cedo


Em 2003, num artigo publicado na revista Você S/A, a professora Isa Maria Freira, do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da UFPB, previu como o volume de informações presente na internet poderia impactar todos os setores relacionados à carreira dos profissionais da Ciência da Informação, tais como bibliotecários, arquivistas, documentalistas, dentre outros. A demanda por esses profissionais, responsáveis por atribuir valores de relevância aos dados presentes na rede, cresce ano após ano, e esse gráfico ascendente não deve dar sinais de exaustão tão cedo.

Para se ter uma ideia, atualmente estima-se que existam 120 bilhões de páginas indexadas na web, admitindo-se uma média de 588 páginas únicas por domínio. Até 2015, o volume de dados trafegados nesse espaço digital deve atingir a casa dos 966 exabytes (1 exabyte equivale a 10 elevado à décima oitava potência de bytes). É um universo tão inimaginavelmente colossal de dados e comandos digitalizados que alguns especialistas acreditam que, nesse ritmo, os algoritmos um dia vão criar 'vontade própria'.

Mesmo os sistemas de busca e recuperação de informações mais sofisticados não são capazes de perscrutar toda a internet. O Mundaneum imaginado por Paul Otlet foi finalmente consolidado (não exatamente do jeito que ele imaginava), o problema é que ele não quer parar de crescer. E crescendo, as informação vão se perdendo entre elas mesmas, de forma que uma busca eficiente pode se tornar cada vez mais difícil. E à medida em que a informação se torna mais numerosa, assume a proporção contrária de importância e relevância, torna-se mais factual, efêmera. Pergunta: como fica o minúsculo profissional da informação nesse panorama?

Como afirmava o famoso escritor russo Leon Tolstoi, "para ser universal, basta cantar o seu quintal". E é seguindo essa premissa que devemos encarar a informação no futuro que já está acontecendo. Para quem não conhece a área, profissionais da CI, sobretudo os bibliotecários, são mais do que organizadores de livros e arquivos em estantes, bibliotecas e gavetas: há muito tempo eles desempenham um papel-chave para governos, bancos, grandes empresas, e instituições intergovernamentais.

A busca especializada de informações, não apenas relevantes, mas vitais, em bancos de dados, fontes diversas, repositórios desconhecidos, além do armazenamento competente das mesmas, é a atribuição prima desses atores. O volume crescente de dados na internet diz respeito a uma universalidade descartável, informações que normalmente nunca serão consultadas ou lembradas. Mas as informações relevantes, que têm valor para os usuários, devidamente armazenadas (não mais em estantes, agora em servidores), sempre estarão ao alcance de quem precisar.

À medida em que a internet se torna universal, as informações que precisamos pode estar, cada vez mais, presentes bem no nosso quintal.

Samsung se une à Apple na corrida aos mercados emergentes

A Samsung Electronics revelou quatro novos modelos de smartphones em sua principal linha, a Galaxy, expandindo a oferta de modelos mais baratos a fim de aproveitar o crescimento dos mercados emergentes.

A Samsung vai ingressar em um mercado de preços mais baixos e concorrência agressiva contra fabricantes chineses como a ZTE e a Huawei Technologies, além de uma legião de produtores sem marca que colocam milhares de aparelhos no mercado para atender aos consumidores da China, África e outras economias em desenvolvimento.

A decisão também sinaliza uma intensificação da batalha com a Apple, maior concorrente e cliente da Samsung, já que a companhia norte-americana prepara o lançamento de uma versão de custo mais baixo do iPhone 4, sem contar o aguardado iPhone 5, de acordo com fontes.

- Os fabricantes de celulares inteligentes estão cada vez mais procurando o extremo mais baixo da cadeia de valor, em busca do segmento de modelos mais baratos e de atrair o consumo de massa, especialmente na China e Índia – disse Lee Seung-woo, analista da Shinyoung Securities.

- É uma tendência inevitável mas, ao mesmo tempo, reduzirá as margens no extremo mais barato do mercado. Apenas alguns poucos dos principais fabricantes serão capazes de sobreviver nesse segmento – acrescentou.

- A Samsung quer expandir sua participação no mercado emergente com modelos de preço em torno de US$200, já que nesses mercados a penetração dos celulares inteligentes é inferior à que existe nos mercados avançados - disse uma porta-voz da Samsung, citando declarações de um executivo da divisão móvel da empresa durante reunião de dirigentes da companhia.

Apple e Samsung estão envolvidas em uma batalha ferrenha de patentes nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, na disputa pela liderança no mercado de smartphones, depois que ambas derrubaram, no segundo trimestre, a Nokia da primeira posição, ocupada pela empresa durante dez anos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Campanha do Teatro Acessível promove políticas públicas de inclusão

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
 
Rio de Janeiro – Com incentivo da Lei Rouanet, a organização não governamental (ONG) Escola de Gente lançou hoje (21) a peça teatral Um Amigo Diferente?, primeiro espetáculo brasileiro para crianças e jovens a cumprir as leis de acessibilidade na comunicação. A peça faz parte da programação da campanha Teatro Acessível: Arte, Prazer e Direitos, que procura mobilizar o governo e a sociedade civil em torno do cumprimento das leis de acessibilidade em toda e qualquer iniciativa cultural.

Criado pela escritora Cláudia Werneck, com base em suas próprias experiências, o espetáculo usa metodologias premiadas e adotadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Fundadora da Escola de Gente, que está completando 10 anos, Claudia Werneck é pioneira em pesquisas para a disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e nos países da América Latina desde 1992. Para ela, a peça Um Amigo Diferente? é “um passo histórico na garantia dos direitos culturais para as crianças com diferenças, mobilidade reduzida, que não ouvem, não enxergam ou apresentam qualquer tipo de deficiência”.

Para que todos possam acompanhar a peça, há telas com legendas, audiodescrição e programas em braile e em letras ampliadas. “Todas as possibilidades são dadas pela Escola de Gente, para cumprir a legislação brasileira de inclusão. Esta é a primeira parceria entre o governo e sociedade civil na garantia dos direitos humanos para crianças com deficiência”, reforçou Cláudia Werneck.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que assistiu à primeira apresentação da peça, disse que a iniciativa cumpre todas as exigências da legislação sobre inclusão social, com linguagem de sinais, e mostrando que, pela arte e pela cultura e, no caso, pelo teatro, pode-se ter uma plateia totalmente diversa no que caracteriza os seres humanos.
"Iniciativas como esta fazem com que a cidadania se amplie e todas as pessoas possam ter consciência de que os espaços, como componentes da democracia, são para todas as pessoas”, disse a ministra.
 
Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC

Viajando nas letras

A Academia Cearense de Letras abre amanhã o ciclo de conferências Literatura e Viagem, abordando a relação dos grandes escritores com diversos espaços visitados

Ednilo Soares, atual presidente da Academia Cearense de Letras, e o escritor Pedro Paulo Montenegro (KLÉBER A. GONÇALVES )


Um bom livro é capaz de fazer o leitor sair do seu espaço físico e temporal por uns instantes e viajar e tempos para lugares inimagináveis. Seguindo o percurso das letras, é possível visitar cidades e países do outro lado, voltar no tempo ou ver como vai ser o futuro, ser os mais diversos personagens. Até mesmo criar uma nova realidade, um povo, uma nação e uma história é possível.

Pegando essa qualidade mágica, própria da literatura, a mais importante instituição literária do Estado, a Academia Cearense de Letras (ACL), dá início amanhã (23) ao seu 11º ciclo de conferências, este ano intitulado Literatura e Viagem. Até o mês de novembro, serão 24 encontros com grandes nomes da literatura cearense para discutir a relação dos livros e seus escritores com lugares imaginados, visitados ou não. De que forma os autores absorvem as diferentes culturas por onde passam. Os encontros acontecem às terças e quintas, às 17 horas, na sede da Academia, no Palácio da Luz (Centro). As inscrições são gratuitas e os participantes que assistirem 80% das palestras recebem diploma.

 
A abertura acontece com a palestra O sonho do celta de Vargas Llosa: uma travessia por três continentes, com a romancista, ensaísta e poetisa fortalezense Angela Gutiérrez. Próxima quinta-feira (25), Pedro Paulo Montenegro, professor, jurista e jornalista de Quixadá, fala sobre o segundo livro mais vendido do mundo (depois da bíblia sagrada) em Viagens à Espanha de Dom Quixote. “Como eu gosto muito da Espanha, vou fazer um passeio pelo cenário histórico do Cervantes (séculos XVI e XVII) mostrando como estava a Europa naquela época”. Dia 10 de novembro, Pedro volta para fazer uma Viagem à obra de Lima Barreto: O homem e o escritor. No encontro, ele revela detalhes sobre a vida do escritor carioca, nascido escravo, que viveu entre problemas com o alcoolismo e internações psiquiátricas causadas pela depressão, até morrer aos 41 anos.
 
“Esses debates são um meio de divulgar a literatura do nosso estado e os trabalhos realizados pela ACL”, explica o escritor e educador Ednilo Soares, um dos imortais da instituição, assim como Pedro Paulo. “Costumo dizer que o cearense, é, antes de tudo, um literato. São muitos livros publicados mensalmente. Sem dúvidas, são muitos escritores bons. E acabou aquele complexo de vira-lata que só vê qualidade nos que vêm de fora”, aponta Ednilo.
 
Ele acrescenta ainda que o ciclo de conferências é importante não só pra conhecer mais sobre a literatura como também para fazer uma visita às dependências da Academia. Fundada em 15 de agosto de 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras, a ACL funciona num casarão construído no século XIX que abriga outras 14 entidades. Entre elas a Academia Fortalezense de Letras, Academia Cearense da Língua Portuguesa e a Academia Feminina de Letras. Sem fins lucrativos, a entidade realiza também projetos de incentivos à leitura, como a Academia dos Estudantes, que já funciona nos colégios Maria Ester, Dáulia Bringel e 7 de Setembro, e recebe diariamente visitantes e pesquisadores para consultas na biblioteca. Para Ednilo Soares, o incentivo a leitura é, sem dúvidas, o maior trabalho da academia. “Quem lê tem sempre o conselho de um sábio. O livro é o professor mais paciente. Não há raiva que não passe com duas horas de leitura”.
 
LITERATURA E VIAGEM
 
O que: ciclo de conferências literárias promovidos pela ACL.
Quando: às terças e quintas, de 23 de agosto a 22 de novembro. Às 17 horas.
Onde: Academia Cearense de Letras (Rua do Rosário, nº 1 – Centro)

Quanto: aberto ao público. Inscrições na ACL
Outras informações: 3253.4275 ou 3253.0489.

Veja programação completa no www.opovo.com.br



Começa o Festival Recifense de Literatura- A Letra e a Voz. Programe-se

O 9º Festival Recifense de Literatura- A Letra e a Voz começa neste domingo, em evento que encerra com o show Pirata solitário. O poeta e músico Marco Polo, homenageado do festival, recebe os artistas Silvério Pessoa, Rogerman, Cannibal, Catarina Dee Jah, João Menelau (Semente de Vulcão), Natália Meira Lins (Dunas do Barato), Ylana Queiroga, Tagore e Almir de Oliveira. O repertório será formado por composições de Marco Polo da década de 1960.
A abertura, às 19h, terá pronunciamento do prefeito João da Costa. Os escritores Lucila Nogueira e Marco, homenageados do festival, receberão certificados e, em seguida, Jomard Muniz de Brito e os vencedores do concurso Recitata farão apresentações.
O evento é gratuito. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria a partir das 16h.
O 9°Festival Recifense de Literatura segue até o dia 28 com seminários, oficinas, debates com escritores, lançamentos de publicações, mostra de cinema e a Festa do Livro, realizados na Livraria Cultura, hall do shopping Paço Alfândega, Espaço Muda, auditório do Centro de Educação da UFPE e unidades do Sesc em Santo Amaro, Santa Rita e Casa Amarela.
Confira a programação:
21 de agosto (domingo)
17h Teatro de Santa Isabel
Abertura oficial
Premiação 6ª Recitata
Homenagem a Lucila Nogueira
Show Pirata Solitário, em homenagem a Marco Polo, com os convidados Silvério, Rogerman, Cannibal, Catarina Dee Jah, João Menelau (Semente de Vulcão), Natália Meira Lins (Dunas do Barato) e outros.

22 de agosto (segunda-feira)

9 às 12h Seminário Leitura e memória: o desafio da sustentabilidade
Local: Auditório do Centro de Educação/UFPE

9h Abertura do Seminário

9h30 Literatura e Memória: Maria Aparecida Lopes Nogueira / Antropóloga do CFCH

10h30 A importância do ambiente nas bibliotecas
Palestrantes:
Adriana Ferrari / Biblioteca do Estado de São Paulo
Volnei Canônica / Instituto C&A

11h Debate
Coordenação: Carmen Lúcia Bezerra Bandeira

14 às 17h Oficina: Automação de acervos de bibliotecas – PHL: Lourival Pereira Pinto
Local: Laboratório do Departamento de Ciência da Informação / UFPE

Oficina: Classificação por cores para acervos literários: Cida Fernandez – CCLF
Local: Biblioteca do Centro de Educação / UFPE
Uma tarde infantil na biblioteca
Local: Biblioteca Popular de Casa Amarela

15h às 16h30 Oficina: A Arte da Editoração, com Rodrigo Sushi
Local: Auditório da Livraria Cultura
17h às 18h30 Painel: Literatura e memória
As peripécias de um biógrafo
Com José Paulo Cavalcanti (PE)
Mediador: Paulo Sérgio Scarpa (Jornal do Commercio)

19h às 21h A letra e a voz do autor, com Lucila Nogueira (PE)
Mediador:Thiago Soares (UFPB)

23 de agosto (terça-feira)

9 às 12h Seminário Leitura e memória: o desafio da sustentabilidade
Local: Auditório do Centro de Educação/ UFPE
9h Informação e Educação: possibilidades de conexão
Lourival Pereira Pinto – CAC

9h40 Rede de bibliotecas e acesso público à leitura: possibilidades e desafios
Palestrantes: Gabriel Santana - Rede de Bibliotecas Comunitárias do Recife, Isabel C. Vasconcelos - Rede de Bibliotecas Escolares e Tereza Marinho - FCCR - Rede de Bibliotecas Populares

11h Debate
Coordenação: Lourival Pereira Pinto – CAC

14 às 17h Oficina: Automação de acervos de bibliotecas – Alexandria: Raquel Mattes (SP)
Local: Laboratório do Departamento de Ciência da Informação / UFPE

Uma tarde infantil na biblioteca
Local: Biblioteca Popular de Afogados

Mesa-redonda / participação da autora Adriana Veiga, da Profª. Nelma Azevedo / Literatura Infantil – Fafire
Local: Museu Murillo La Greca
Coquetel literário
Exposição bibliográfica e interação educativa comemoração aos 80 anos do Sítio do Picapau Amarelo (2 a 31 de agosto de 2011)
Local: Auditório da Livraria Cultura
15h às 16h30 Oficina: A Arte da Editoração, com Rodrigo Sushi

17h às 18h30 Painel: Literatura e memória
Amnésia e construção da identidade
Com Joca Reiners Terron (SP)
Mediador: Hugo Viana (Folha de Pernambuco)

19h às 21h A letra e a voz do autor
Com Ivana Arruda Leite (SP)
Mediador: Paulo Floro (Revista O Grito)
Local: Espaço MUDA
19h Lançamento: Revista Eita! 6
Lançamento: Coletânea Antônio Maria de Crônicas - Vol.2

24 de agosto (quarta-feira)

9 às 12h Seminário Leitura e memória : o desafio da sustentabilidade
Local: Auditório do Centro de Educação /UFPE
9h Sociedade e Leitura: o desafio da sustentabilidade
Palestrantes:
Ana Dourado – Plano Nacional do Livro e da Leitura
Maria Elisa Machado – Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
10h Rede de Leitura do Nordeste: Um panorama da leitura na Região
11h Debate
Coordenação: Cida Fernandez – CCLF
15h – Encerramento
Local: Hall do CAC- UFPE
Sarau poético-literário
Lançamento do livro Caminhos diVersos, de José Benedito de Brito
Local: Auditório da Livraria Cultura

15h às 16h30 Oficina: Memória e amnésia dos gêneros: transformações das práticas literárias à luz dos códigos genéricos
Com Saulo Neiva

17h às 18h30 Painel: Literatura e memória
Memórias das coisas que não vivi
Com Julián Fuks (SP)
Mediador: Paulo de Carvalho (Diario de Pernambuco)

19h às 21h A letra e a voz do autor
Com Marco Polo (PE)
Mediador: Paulo Marcondes (UFPE)
Local: Espaço MUDA
19h Lançamento das seletas de Lucila Nogueira e de Marco Polo

25 de agosto (quinta-feira)

15h às 16h30
Oficina: Memória e amnésia dos gêneros: transformações das práticas literárias à luz dos códigos genéricos
Com Saulo Neiva
Local: Auditório da Livraria Cultura
17h às 18h30 Painel: Literatura e memória
Autobiografia e literatura
Com Christiano Aguiar (PE)
Mediador: Thiago Corrêa (PE)

19h às 21h A letra e a voz do autor
Com Ricardo Lísias (SP)
Mediador: Schneider Carpeggiani (Jornal do Commercio)

26 de agosto (sexta-feira)

17h às 18h30
Painel: Literatura e memória
Memória e narrativa - Diário de uma queda
Com Michel Laub (SP)
Mediador: Talles Colatino (Folha de Pernambuco)
Local: Auditório da Livraria Cultura
19h às 21h
A letra e a voz do autor
Com Nelson de Oliveira (SP)
Mediador: Conrado Falbo (PE)
Local: Auditório da Livraria Cultura

27 de agosto (sábado)
15h às 16h30
Oficina: Ficção narrativa contemporânea e memória
Com Cristhiano Aguiar
Local: Auditório da Livraria Cultura

17h às 18h30
Roda de poesia, com Wellington Melo, Cida Pedrosa e Pedro Américo (PE)
Mediador: Andre Dib (Diario de Pernambuco)
Local: Auditório da Livraria Cultura

19h às 21h
A letra e a voz do autor
Com Contardo Calligaris (Itália)
Mediador: Cristiano Ramos (Faculdade Maurício de Nassau)
Local: Auditório da Livraria Cultura

25 a 28 de agosto
14h às 21h Festa do livro – Espaço Mauro Mota
Local: Paço Alfândega
Com a participação de 32 livreiros e editoras
Venda de livros de literatura, poesia urbana e cordel

Programação especial no domingo 28 de agosto:

15h às 17h Contação de histórias para crianças
Local: Paço Alfândega – térreo

Programação da Mostra Cinema e Literatura

22 a 26 de agosto de 2011 / SESC
Programação
Programa 1: Caramujo-flor (20 min.), roteiro e direção: Joel Pizzini
Dedicatórias (15 min.), direção: Eduardo Vaisman , roteiro: Flávia Lins

Programa 2 : Machado de Assis, um mestre da periferia (25min.), roteiro e direção: Daniel Augusto
Clandestina Felicidade (15 min.), roteiro e direção: Marcelo Gomes e Beto Normal

Programa 3: Oficina Cinema e Literatura, abordando um conto Nelson Rodrigues ( da coletânea A vida como ela é ), com alunos de arte cênica do SESC (50 min.).

Programa 4 : Assaltaram a Gramática (13 min.), direção: Ana Maria Magalhães, roteiro: Charles Peixoto e Ana Maria Magalhães.
O Cheiro Azul do Livro (20 min.), roteiro e direção Tuca Siqueira.
Soneto do Desmantelo Blue, (9 min.), direção: Cláudio Assis, roteiro: Cláudio Assis e Vital Santos.
O Dono da Pena (10 min.), roteiro e direção: Cláudia Nunes.

Programa 5: Amor e Companhia (70 min.) roteiro e direção: Helvécio Ratton. Análise do conto Alves e Companhia de Eça de Queiroz em parceria com as bibliotecas do SESC.

Horários das exibições:
- Sesc Santo. Amaro: 16h30
- Sesc Santa Rita: 12h
- Sesc Casa Amarela: 19

Livros didáticos que serão distribuídos às escolas públicas em 2012 custaram R$ 1,1 bilhão

As escolas recebem um guia do livro didático com os títulos disponíveis e escolhem as obras que querem receber

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) encerrou a negociação da compra de 162,4 milhões de livros que serão distribuídas às escolas da rede pública no ano que vem. O custo total da aquisição foi R$ 1,1 bilhão – a maior compra de livros já feita pelo órgão, que é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC). As redes de ensino começam a receber as obras em outubro. A entrega vai até fevereiro de 2012.

Para o próximo ano, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) adquiriu livros para todas as disciplinas do ensino médio, além de 70 milhões de exemplares de reposição para o ensino fundamental. É o primeiro ano em que os alunos do ensino médio vão receber livros de espanhol, inglês, filosofia e sociologia. Cada obra deve ser usada durante três anos consecutivos. Ao todo, foram adquiridos 2.108 títulos diferentes.

Vinte e quatro editoras tiveram obras selecionadas. O material é apresentado a comissões de especialistas das universidades federais que selecionam as obras a partir de critérios estabelecidos pelo programa, como, por exemplo, a coerência com o currículo escolar. Em seguida, as escolas recebem um guia do livro didático com os títulos disponíveis e escolhem as obras que querem receber. A partir desse levantamento é que os títulos são adquiridos.

O valor de cada exemplar adquirido para 2012 variou entre R$ 5,45 e R$ 28,94. O preço varia de acordo com o número de páginas da obra e a quantidade de exemplares encomendados. A Editora Ática será a maior fornecedora do PNLD 2012, com 33 mil exemplares, ao custo de R$ 194 milhões. Em seguida, aparecem as editoras Saraiva, que receberá R$ 205 milhões por 30,8 mil exemplares, e Moderna, com 30,6 mil publicações ao custo de R$ 220 milhões. As menores fornecedoras são as editoras Fapi e Aymará, com 5 mil e 1,4 mil exemplares, respectivamente.

- Mesmo no caso do livro com preço mais alto, ainda é menor do que aquele que o consumidor compra na livraria. É o ganho de escala que o FNDE tem. Além de ser uma compra direta com a logística otimizada, o livro chega à escola sem nenhum intermediário. Não há custo com vendedor ou outros custos que estão envolvidos no mercado livreiro quando a obra vai para o consumidor comum, diz Rafael Torino, diretor de Ações Educacionais do FNDE.

Para receber as obras, é necessária a adesão das escolas ao Programa Nacional do Livro Didático  até 2009, a entrega dos livros era feita a todas as redes de ensino, ainda que não houvesse solicitação formal. Atualmente, todos os estados e 97% dos municípios estão inscritos no programa.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Escolas do país enfrentam desafio de garantir ensino religioso

Além das operações matemáticas, das regras ortográficas e dos fatos históricos, os princípios e conceitos das principais religiões também devem ser discutidos em sala de aula. A Constituição Federal brasileira determina que a oferta do ensino religioso deve ser obrigatória nas escolas da rede pública de ensino fundamental, com matrícula facultativa - ou seja, cabe aos pais decidir se os filhos vão frequentar as aulas.

Pesquisas recentes e ações na Justiça questionam a inclusão da religião nas escolas, já que, desde a Constituição Federal de 1890,o Brasil é um país laico, ou seja, a população é livre para ter diferentes credos, mas as religiões devem estar afastadas do ordenamento oficial do Estado.

Apesar da obrigatoriedade, ainda não há uma diretriz curricular para todo o país que estabeleça o conteúdo a ser ensinado, de maneira a garantir uma abordagem plural sem caráter doutrinário. Outro problema é a falta de critérios nacionais para contratação de professores de religião. Hoje, o país conta com 425 mil docentes, formados em diversas áreas.

O ensino religioso está presente no Brasil desde o período colonial, com a chegada dos padres jesuítas de Portugal para catequizar os índios.

Leia mais em: Terra

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Programa federal tem como meta formar 8 mil mediadores de leitura em todo o país

Ao longo dos próximos quatro anos, o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) deverá capacitar 8 mil novos mediadores de leitura em todo o país, disse nesta quarta a secretária executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Maria Antonieta Cunha. Segundo ela, a meta para este ano é a formação de 500 mediadores, número que será triplicado em 2012 e, depois, progressivamente, ao longo dos anos.


Representantes dos 74 comitês do Proler de todo o país participam até amanhã (18), na Biblioteca Nacional, do Curso de Formação de Mediadores. O evento começou ontem (16) com palestras e atividades culturais, como um recital da poetisa e atriz Elisa Lucinda e um encontro com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, dentro da série Quarta às Quatro, realizada às quartas-feiras, às 16h, no Auditório Machado de Assis, da biblioteca.


De acordo com Maria Antonieta Cunha, o encontro também tem a função de apresentar aos comitês do Proler a nova administração da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), que agora reúne na sede da instituição, no Rio, coordenações de diretorias da área de leitura que antes funcionavam em Brasília. “É o momento em que a gente começa um planejamento de quatro anos para o Proler, com muitas atividades novas e com um apoio extraordinário à diversidade desses comitês que se espalham pelo Brasil afora”, explicou.


Os recursos para o programa, da ordem de R$ 2 milhões este ano, são provenientes do Ministério da Cultura. “Temos uma clara indicação de que esta verba deve aumentar significativamente no ano que vem”, disse a secretaria executiva do PNLL.


Para Maria Antonieta, existe relação direta entre os programas de incentivo à leitura e os dados apontados em pesquisas como a divulgada ontem (16), pela Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), mostrando que a venda de livros no Brasil cresceu 13% em 2010, em comparação com o ano anterior.


“Esses programas têm como centro de seu trabalho uma questão básica, que é a valorização da leitura, seja pessoalmente, seja na família ou na escola. E essa definição de um valor para a leitura no imaginário da população é que vai criando um maior comparecimento a lançamentos de livros, feiras e cursos que tratam da literatura”.


Por Paulo Virgilio, da Agência Brasil

Serviços em bibliotecas distantes do Centro de Resende são ampliados



Resende

A prefeitura, por meio da Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda, anunciou esta semana novos serviços para as duas bibliotecas públicas localizadas em comunidades distantes da região central do município. Em Engenheiro Passos, a Biblioteca Zulmira Mello Bastos tem agora à disposição um computador com acesso à internet para facilitar a pesquisa realizada por estudantes e moradores do distrito. Já a Biblioteca Edgar Kuhlmann, na Serrinha do Alambari, localidade distante cerca de 20 quilômetros do Centro, vem promovendo junto aos alunos do pré-escolar ao 4º ano do ensino fundamental uma atividade denominada "Hora do Conto".

- Por meio dessas ações, estamos ampliando os serviços no sentido de garantir o acesso da população a um dos seus direitos básicos: a cultura. Ao mesmo tempo, elas mostram que também, no segmento da cultura, a prefeitura se faz presente nas comunidades mais distantes do Centro - disse o presidente da Casa da Cultura Macedo Miranda, André Whately.

A Biblioteca de Engenheiro Passos tem um acervo de três mil volumes composto por livros da literatura nacional e estrangeira, além de enciclopédias destinadas especialmente aos estudantes no trabalho de pesquisa escolar. Até o fim deste mês, o espaço passará a contar com um técnico bibliotecário visando melhorar ainda mais o atendimento aos alunos. A biblioteca funciona na Avenida das Carmélias, s/nº, das 8 às 17h.


Leia mais: Diário do Vale

Coco Chanel era uma espiã nazista

O livro também defende que Coco Chanel era profundamente antisemita

Um novo livro sobre a vida de Coco Chanel publicado nos Estados Unidos tem como objetivo fortalecer os argumentos de que a estilista francesa colaborou com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial como uma espiã de codinome “Westminster”.

O livro Sleeping With The Enemy: Coco Chanel’s Secret War (Dormindo Com o Inimigo: a guerra secreta de Coco Chanel) do jornalista norte-americano Han Vaughan, que trabalha em Paris, alega não apenas que a estilista foi amante do oficial alemão Hans Gunther von Dincklage, história que já foi muito documentada, mas que os dois eram espiões que viajavam para missões em Madri e Berlim.

O livro também defende que Chanel era profundamente antisemita.
– Vaughn revela que Chanel era mais do que uma simpatizante e colaboradora nazista. Ela era um agente nazista oficial trabalhando para Abwehr, a agência de inteligência militar da Alemanha –, disse a editora Alfred A. Knopf em comunicado.

Mas uma representante da grife Chanel expressou dúvidas na terça-feira sobre as alegações contidas no livro.

– O que é certo é que ela tinha um relacionamento com um aristocrata alemão durante a guerra. Claramente não foi o melhor período para se viver uma história de amor com um alemão, mesmo se Baron von Dincklage era inglês por parte de mãe e ela (Chanel) o conhecia desde antes da guerra –, disse o grupo Chanel em comunicado.

A grife também contestou a alegação de que a estilista era antisemita, dizendo que Chanel não teria tido amigos judeus ou ligações com a família Rothschild se fosse.

Mas o livro se fundamenta em arquivos ingleses, britânicos, alemães e norte-americanos para afirmar que Chanel, cujo estilo inspirado na moda masculina a impulsionou para se tornar uma das figuras mais influentes da moda, participou de missões com Dincklage e outros para ajudar a recrutar novos agentes dispostos a servir à Alemanha.

O livro afirma que o número dela de agente de Abwehr era F-7124 e o codinome era “Westminster”, inspirado no duque de Westminster com quem ela teve um caso. Ela morreu em Paris em 1971, aos 87 anos.

Chanel tem sido alvo de especulações sobre o fato de ter sido uma espiã, mas foi libertada depois de ser interrogada sobre seus laços com a Alemanha nazista por um juiz na França. O livro publica alguns trechos de seu depoimento no tribunal.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Autor policial James Patterson é o escritor mais bem pago do mundo

Foto: Getty Images 
O escritor James Patterson

Nem Stephanie Meyer, nem J.K. Rowling. O escritor mais bem pago do mundo, segundo um levantamento feito pela revista Forbes, é James Patterson. O autor, famoso pela série de livros de mistério protagonizada pelo psicólogo forense Alex Cross, faturou US$ 84 milhões (cerca de R$ 133 milhões) entre maio de 2010 e abril de 2011.

A maior parte desses rendimentos vem de um contrato de US$ 150 milhões (R$ 237 milhões) que Patterson assinou em 2009 com sua editora, a Hachette Book Group, para a produção de 17 livros. Entre maio de 2010 e abril de 2011, ele lançou dez desses títulos. A alta produtividade é explicada porque ele trabalha com diversos co-autores.

Entre as obras de Patterson publicadas no Brasil estão "1º a Morrer", "Caçada ao Predador" e "Quando Sopra o Vento", entre outras.

A segunda colocada da lista é Stephanie Meyer, autora da série "Crepúsculo", com rendimentos de US$ 21 milhões (R$ 33 milhões). Apesar de alto, o número é bem menor do que a escritora havia conseguido no ano anterior, US$$ 41 milhões (R$ 64 milhões).

J.K. Rowling, da série "Harry Potter", lucrou "apenas" US$ 5 milhões (cerca de R$ 8 milhões) no ano passado. Uma explicação para o resultado relativamente ruim é que, até hoje, Rowling não permite que seus livros sejam vendidos em edições eletrônicas.
Em outubro, no entanto, ela vai abrir sua própria loja online, chamada Pottermore, que venderá versões eletrônicas de todos as suas obras.

Fonte: iG

Secretaria de Cultura do Rio quer transformar bibliotecas em centros culturais

Por paulo Virgílio, Agência Brasil

Transformar as bibliotecas públicas em centros de atividades culturais é a proposta do projeto Rio de Livros, Um Mar de Leituras que a Secretaria Municipal de Cultura promove a partir de hoje, até o dia 30, com programação variada e gratuita. O projeto reúne, pela primeira vez, uma série de iniciativas que desde 2009 vêm sendo realizadas, embora de forma não contínua, na rede de bibliotecas da prefeitura, como a Ciranda de Histórias, o Circuito Jovem de Leitura, os Encontros Literários e as Tardes Culturais.

“O objetivo é atingir diferentes públicos e fazer das bibliotecas locais frequentados por adultos, jovens e crianças”, afirma a coordenadora de Livro e Leitura da Secretaria Municipal de Cultura, Leda Fonseca. Para fortalecer o contato entre a população e os espaços de leitura, a programação contempla diferentes formas de apresentar a literatura – em palestras, debates, na contação de histórias, em exposições e até na música.

É o caso das apresentações do grupo Samba Bom, agendadas para o dia 19, às 15h, na Biblioteca Jorge Amado, no Complexo da Maré, e o dia 27, às 11h, na Biblioteca Euclides da Cunha, na Tijuca, ambas na zona norte. Os shows serão um tributo ao compositor Nelson Cavaquinho, autor de clássicos do samba como A Flor e o Espinho, Folhas Secas, Luz Negra e Juízo Final.

O Ciranda de Histórias trará contadores com linguagens e recursos variados, como Rosana Reátegui, que vai apresentar contos da tradição oral dos índios karajás, nesta terça-feira, às 15h, na Biblioteca João do Rio, em Irajá, na zona norte. Na mesma série, o grupo Escuta Só vai animar a Biblioteca Euclides da Cunha, na Ilha do Governador, no dia 25, às 10h, narrando contos populares ao som de violão.

Outra iniciativa do projeto, o Circuito Jovem de Leitura, pretende despertar o interesse dos jovens pelos livros, além da necessidade didática. “É fundamental sedimentar essa relação”, ressalta Leda Fonseca. “A criança tem que se habituar a frequentar uma biblioteca pública, para que continue a fazer isso depois de deixar a escola”, acrescenta.

Segundo ela, essas iniciativas, mesmo realizadas sem continuidade, já resultaram em aumento na frequência às dez bibliotecas municipais, que foi de 65 mil pessoas nos sete primeiros meses deste ano. Um dos eventos de maior expectativa de público é o Encontros Literários, que vai discutir na Biblioteca Machado de Assis, em Botafogo, no dia 24, a partir das 19h30, a relação da literatura brasileira com o futebol. Os debatedores serão os escritores Xico Sá e Sergio Sant’Anna, este um torcedor fanáticodo Fluminense.

"Hacker é bandido", diz diretor de Segurança da Informação da Presidência

Raphael Mandarino discorda de ministro da Ciência e Tecnologia, e diz que Governo deve ser auxiliado por especialistas formados, não por comunidade hacker.


“Eu continuo com a minha posição: hacker é bandido”. A polêmica declaração é do diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Raphael Mandarino. 

A afirmação, divulgada em vídeo publicada pelo site Convergência Digital, foi feita na última sexta-feira (12/08), no Rio de Janeiro, durante o evento de segurança digital Seginfo 2011, e serviu como resposta ao ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que, em junho, disse que o Governo poderia procurar a comunidade hacker em busca de ajuda na segurança cibernética do País. 

“Têm especialistas em segurança muito bem formados no Brasil que podem, sim, ajudar. Já um menino, sem a supervisão dos pais, que tem banda larga e pega script para ficar incomodando os outros... não sei se é uma boa atividade”, afirmou.

Mandarino também comentou o polêmico projeto de Lei de Eduardo Azeredo (84/99), que tipifica os crimes cometidos pela Internet. Disse que nesta quarta-feira (17/08), o Governo o discutirá em seminário. De duas, uma: “Ou apoiará o projeto, com algumas retiradas de excessos, ou fará um substitutivo”. No primeiro caso, a aprovação fica mais próxima; no segundo, a tramitação será mais lenta, pois novos acordos entre lideranças terão de ser costurados.

Mês passado, um abaixo-assinado com cerca de 160 mil nomes contrários à Lei foi entregue pelo deputado federal Emiliano José (PT-BA), ao deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), seu relator – daí vem o nome. O projeto vem enfrentando resistência de muitos internautas, que o consideram rigoroso demais.

Fonte: Idig Now

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Entidades vão lançar programa de apoio à inovação para microempresas

O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glaubo Arbix, afirmou que será lançado neste ano o Programa de Apoio à Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Esse programa será desenvolvido pela Finep (entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Em seminário sobre inovação tecnológica promovido na Câmara, Arbix disse que, atualmente, as empresas evitam contrair empréstimos com o fim de promover a inovação tecnológica porque têm dificuldades de usar o crédito. “Inovar agrega valor, mas os esforços ainda são incipientes”, disse.

Conforme Arbix, o edital para o programa será de R$ 220 milhões, e mais R$ 50 milhões serão disponibilizados pelo Sebrae. Esse será o primeiro edital lançado pela Finep no Governo Dilma Rousseff.
O programa prevê que os recursos de suporte da Finep sejam repassados para um agente operacional, que, por sua vez, os repassará às empresas. “Já o Sebrae vai oferecer suporte à organização e à gestão empresarial”, explicou.

As empresas terão plano de trabalho para cumprir e deverão oferecer contrapartidas à Finep. Cada empresa poderá formular projeto de inovação com valor máximo de R$ 400 mil.
Também no seminário, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Roberto Simões, explicou que o Sebrae já tem “agentes locais de inovação”, que vão até o empresário para fazer diagnóstico sobre o grau de inovação e oferecer soluções.

Já o gerente de Serviços Técnicos e Tecnológicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Sérgio Luiz Sousa Mota, informou que o Senai, além de promover cursos de capacitação profissional, apoia as empresas que têm problemas tecnológicos e com inovação.

Comércio internacional
 

O diretor do Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia (Ibict), Emir José Suaiden, afirmou que o instituto começou a oferecer, recentemente, apoio às pequenas e médias empresas que querem competir em âmbito internacional. O Ibict auxilia as empresas a se inserir na Enterprise Europe Network, rede de serviços composta por 580 pontos de contato em 49 países, que oferece informação e aconselhamento, ajuda na internacionalização dos negócios, apoio à inovação e parcerias tecnológicas. “O pequeno empresário pode deixar o comércio local e participar do comércio internacional”, destacou.

O seminário sobre extensão tecnológica está sendo promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; pelo Conselho de Altos Estudos; e pela Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10). Os debates desta manhã foram encerrados há pouco. O evento será retomado às 14h30, no auditório Nereu Ramos.

Continue acompanhando a cobertura deste evento.
Reportagem – Lara Haje
Edição – Pierre Triboli
 
Fonte: IBICT

Sociólogo defende literatura de cordel nos ensinos fundamental e médio

No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste


Literatura de cordel tem um papel fundamental na história do Brasil, mas esse gênero ainda é muito desconhecido, lamenta o professor de sociologia Fernando Antônio Duarte dos Santos, o Nando Poeta. Ele coordenará, no próximo dia 27, o 1º Fórum de Cordel em São Paulo, que reunirá acadêmicos, pesquisadores e poetas para debater a importância do ensino dessa arte nas escolas de ensino médio e fundamental.

Nascido no Rio Grande do Norte, Nando Poeta leciona há quatro anos em uma escola estadual da zona sul da capital paulista. Ele é um dos defensores dessa difusão cultural. – O cordel ainda é muito excluído da academia, com algumas exceções, a exemplo da USP (Universidade de São Paulo), que tem uma cadeira para o estudo. Segundo o professor, mesmo no Nordeste, os espaços ainda são muito fechados.

Para Nando Poeta, o fato de a literatura de cordel estar muito direcionada às temáticas sociais torna ainda mais importante a ampliação de espaços para o ensino desse gênero.

De acordo com o professor, uma das obras de cordel mais requisitadas é a de autoria de José Pacheco: A Chegada de Lampião no Inferno. Um dos trechos diz: – Um cabra de Lampião/Por nome Pilão Deitado/ Que morreu numa trincheira/Em certo tempo passado/Agora pelo sertão/Anda correndo visão/Fazendo mal-assombrado.

No cinema, o cordel também foi adotado em trabalhos como O Homem Que Virou Suco, filme brasileiro de 1981, dirigido por João Batista de Andrade, e Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Prêmio Moacyr Scliar de literatura será lançado na terça-feira

O Rio Grande do Sul tem uma reconhecida tradição literária, com grandes escritores prestigiados nacionalmente. No entanto, não há até o presente momento nenhum concurso de maior magnitude que leve o nome do Estado ou de uma de suas personalidades culturais que fomente a produção literária, incentive escritores e contribua com o enriquecimento e a qualificação dos acervos das bibliotecas públicas.

Como forma de preencher esta lacuna, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura e do Instituto Estadual do Livro (IEL), com a colaboração da Associação Lígia Averbuck, entidade sem fins lucrativos apoiadora das atividades do IEL, cria um prêmio de literatura e homenageia um de seus mais importantes escritores, recentemente falecido. O Prêmio Moacyr Scliar de literatura será lançado na terça-feira (16), às 15h, no Palácio Piratini.
 
O objetivo é indicar os melhores livros das categorias poesia e conto, publicados no Brasil, em língua portuguesa, de 01 de janeiro a 31 de dezembro dos dois anos anteriores à edição de cada premiação. O ISBN deverá estar impresso no livro.
As categorias poesia e conto foram privilegiadas tendo em vista a grande quantidade de prêmios já instituídos para a categoria romance. Assim, reconhecer a qualidade literária dos autores de poesia e conto com um prêmio relevante, incentivar a diversificação das edições e aproximar os leitores com a aquisição das obras premiadas para as bibliotecas públicas da rede estadual e para os Pontos de Cultura, confere ao prêmio Moacyr Scliar uma abrangência e um significado cultural que nenhum outro no país tem alcançado.
 
A cada edição, uma categoria será privilegiada: em 2011, Prêmio Moacyr Scliar de Literatura - Categoria Poesia; em 2012, Prêmio Moacyr Scliar de Literatura - Categoria Contos. Nos anos seguintes, sempre será alternado: em um ano, poesia; no outro, conto.
O prêmio tem o patrocínio da Petrobrás e do Banrisul e será impresso pela CORAG. O autor vencedor receberá R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), e a editora R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para uma nova edição da obra premiada. O Prêmio Moacyr Scliar de Literatura é o único que premia o autor e a editora , e leva o livro vencedor até os leitores, com a distribuição de livros na rede de 520 bibliotecas públicas dos Rio Grande do Sul ou seja, premia também os leitores. Também são apoiadores do prêmio a Agência Matriz e a Associação Lígia Averbuck.
 
Moacyr Scliar

Moacyr Scliar, filho de imigrantes judeus, nasceu em 23 de março de 1937. Formou-se em Medicina em 1962, tendo se especializado em Saúde Pública, sem nunca abandonar a profissão de sanitarista na Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul.
 
Escreveu mais de setenta livros em diversos gêneros: conto, romance, crônica, ensaio e infanto-juvenil. Em 1968, Scliar publicou seu primeiro livro de ficção, O carnaval dos animais, pelo qual recebeu o Prêmio da Academia Mineira de Letras.
 
Com estilo leve e irônico, Scliar abordou principalmente questões do judaísmo em aspectos como o humanismo e o humor e também a realidade social e cultural da classe média brasileira. Suas obras foram publicadas em vários países - Estados Unidos, Canadá, França, Portugal, Suécia, Argentina, Japão, Israel, Noruega, Polônia, Holanda são alguns deles - sempre com grande repercussão crítica.
 
Entre os prêmios recebidos estão o Guimarães Rosa (1977), o da Associação Paulista de Críticos de Arte (1980), o Casa de las Américas (1989), o José Lins do Rego da Academia Brasileira de Letras (1998) e três vezes o Jabuti (1988, 1993 e 2000).

domingo, 14 de agosto de 2011

Curso vai qualificar pessoal de bibliotecas

Dando continuidade às ações de qualificação profissional aos atendentes das Bibliotecas Públicas Municipais e Comunitárias, a Secretaria de Estado de Cultura através do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas/MT, promove o curso de Organização Básica em Bibliotecas Públicas e a Oficina de Contação de Estórias em Cuiabá. Ambas as atividades acontecerão entre os dias 15 e 19 de agosto, na Galeria de Artes da Secretaria de Estado de Cultura, localizada na Avenida Getúlio Vargas, 247, no Centro da Capital.

De acordo com o secretário de Estado de Cultura, João Antônio Cuiabano Malheiros, “este curso está sendo ofertado em Cuiabá com o intuito de atender todos os municípios de Mato Grosso, inclusive os que foram contemplados pelas ações de implantações e modernizações de bibliotecas públicas municipais e comunitárias, que estão geograficamente localizados em todas as regiões do Estado”. A capacitação é de extrema importância, pois existem municípios que está há mais de três anos sem a devida qualificação profissional.

A coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, Salime Marques, orienta que o curso é destinado para dois servidores estáveis da biblioteca pública de cada município, que possua noções básicas em informática, e pelo menos um deles possua graduação de nível superior completo ou incompleto, com formação nas áreas de letras, pedagogia, história, geografia, informática, ou outros na área da educação. De acordo com ela, “o objetivo do curso é mostrar esse novo papel sociocultural da biblioteca como um ponto dinâmico na comunidade”, finaliza.

Mais informações pelos telefones (65) 3613-9233 e 36130232, ou pelo endereço eletrônico bibliotecaestadual@cultura.mt.gov.br. (com assessoria)

Alemanha relembra 50 anos do Muro de Berlim

Klaus Wowereit, prefeito de Berlim, disse que muro não deve ser esquecido

A Alemanha comemora, neste sábado, os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio.

A cerimônia em memória desse marco começou com a leitura dos nomes de 136 berlinenses que morreram tentando cruzar o muro.
O presidente alemão, Christian Wulff, disse que o muro é agora parte da história, e que o país está estabelecido em segurança como uma nação unificada.

A construção da barreira remete aos primeiros anos da Guerra Fria, quando Berlim Ocidental era o caminho escolhido por milhares de berlinenses orientais para fugir rumo à democracia do oeste.
Em resposta, autoridades da Alemanha Oriental construíram, na noite de 13 de agosto de 1961, uma muralha que rodeava totalmente o lado ocidental da cidade.

Pelas três décadas seguintes, Berlim se tornou um ponto de ebulição da Guerra Fria.
E, apesar de a barreira ter sido derrubada em 1989, é considerada até hoje um símbolo de divisões econômicas na Alemanha.

Cicatrizes

O correspondente da BBC na cidade, Stephen Evans, explica que o muro teve um impacto fortíssimo na cidade, deixando alguns de seus moradores abalados pela sensação de aprisionamento. Alguns guardam as cicatrizes psciológicas até hoje.
É o caso de Gitta Heinrich, que atualmente não tem muros ao redor de sua casa. A proteção de seu terreno é feita com árvores e arbustos, em vez de concreto e pedras. Dentro de casa, ela mantém as portas entre os cômodos sempre abertas. Nas ruas, evita espaços confinados em que haja multidões.

Gitta é da pequena vila de Klein-Glicenicke, nos arredores de Berlim, por onde passou o muro, transformando o local em uma ilha da Alemanha Oriental presa dentro de Berlim Ocidental.
Quando este foi derrubado, ela foi submetida a uma consulta médica, porque se sentia ansiosa e angustiada. Seu diagnóstico: “Mauerkrankheit”, ou “doença do muro”.

‘Dia mais triste’

O prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, declarou que, apesar de o muro ter ficado para a história, “não devemos esquecê-lo”.
Em uma cerimônia em Bernauer, rua que ficou conhecida por ter sido dividida pelo muro (e que hoje abriga um memorial), ele disse que a cidade está relembrando neste sábado “seu dia mais triste na história recente”.

- É nossa responsabilidade comum manter vivas as memórias e passá-las adiante às próximas gerações, para manter a liberdade e a democracia e para evitar que injustiças não voltem a ocorrer.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Inscrições para o prêmio Sesc de Literatura vão até o dia 31 de agosto

Escritores de obras literárias inéditas podem participar da edição 2011/2012 do Prêmio Sesc de Literatura. As inscrições seguem até 31 de agosto e podem ser realizadas gratuitamente no site www.sesc.com.br/premiosesc. Há duas categorias de premiação: conto e romance. Na edição 2010 da premiação, a gaúcha Luisa Geisler foi a vencedora na categoria Conto. Os livros devem ser destinados ao público adulto, em língua portuguesa e o autor deve ter mais de 18 anos.

O processo de seleção das obras é feito em duas etapas. Inicialmente, cinco subcomissões regionais fazem uma pré-seleção das obras para encaminhamento à comissão final. O júri final elege as obras vencedoras, podendo selecionar até três menções honrosas em cada categoria.

O Prêmio Sesc de Literatura é um concurso anual, voltado para escritores inéditos, que publica e distribui obras literárias de qualidade por meio de uma seleção democrática e criteriosa. Com esse Prêmio, os escritores entram para o catálogo da Editora e passam a receber os direitos autorais correspondentes à comercialização em livrarias, além de terem seus livros distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do Sesc em todo o país e para escritores, críticos literários e formadores de opinião. A iniciativa foi criada em 2003 pelo Sesc, numa linha de atuação voltada para a valorização e criação de acessos para novos autores.

O edital com as informações completas sobre o Prêmio Sesc de Literatura está disponível no site www.sesc.com.br/premiosesc.

Vencedores

Os autores vencedores da edição 2010 foram Arthur Martins Cecim, paraense, na categoria romance com “Habeas Asas, Sertão de Céu!” e Luisa Geisler, gaúcha, na categoria conto com a coletânea "Contos de Mentira".

Fonte: Jornal Agora

TCE-PI vai fiscalizar acessibilidade das obras públicas

O TCE-PI aprovou hoje, o pedido do Ministério Público de Contas para que a questão da acessibilidade seja incluída como um dos pontos a serem levados em consideração pela auditoria nas fiscalizações de obras e serviços de engenharia realizados pelos órgãos públicos. O pedido do Procurador Márcio André de Vasconcelos segue uma recomendação da Associação Nacional do Ministério Público de Contas pela acessibilidade total, como forma de promover a facilidade de locomoção das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, incluindo aí os idosos . Segundo o IBGE, 14,5% da população brasileira possuem algum tipo de deficiência, representando, aproximadamente, 27 milhões de pessoas.

Fonte: 180º Graus

A presença de Jorge Amado nas bibliotecas públicas

As atividades celebram o mês do aniversário do escritor baiano.

Durante todo mês de agosto, a Fundação Pedro Calmon/SecultBA homenageará nas bibliotecas públicas do Estado da Bahia o escritor baiano Jorge Amado. O projeto A presença de Jorge, o Amado, nas bibliotecas apresentará uma exposição especial das obras e personagens, como os clássicos da sua autoria Tieta do Agreste, Tenda dos Milagres, Searas Vermelhas, Teresa Batista Cansada de Guerra, Mar Morto e Capitães de Areia, entre outros.

Esta comemoração alusiva à data do nascimento do autor também apresentará a vida do escritor, nascido em 10 de agosto de 1912. Jorge Amado teve dezenas de sucessos editoriais, adaptados para o cinema, teatro e televisão, e seus livros foram traduzidos para 55 países, em 49 idiomas. Em 1994, teve seu conjunto de obras reconhecido com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa. As bibliotecas Públicas do Estado da Bahia (Barris), Juracy Magalhães Júnior (Rio Vermelho e Ilha Itaparica), Monteiro Lobato (Nazaré), Thales de Azevedo (Costa Azul) e a Casa Afrânio Peixoto (Lençóis) até o final do ano irão expor uma biografia cronológica e alguns livros de Jorge Amado.

Filme – No dia 15, às 9h30, a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior – Itaparica exibirá o documentário "Jorge Amado" (60 minutos), do cineasta João Moreira Salles. O filme faz uma sucinta apresentação da vida do escritor baiano, abordando as experiências do autor, conteúdo das suas obras e seu engajamento político-ideológico. Já no dia 17, às 9h, a Biblioteca de Itaparica realizará oficina literária, com a coordenação de César Ramos, sobre a representação do negro na obra “Tenda dos Milagres”. Oferecida para os alunos do ensino médio e pré-vestibulandos do Município de Itaparica, a oficina discutirá as questões centrais do livro.

Conferência - A Casa Afrânio Peixoto, em Lençóis, promoverá no dia 18, às 15h, uma conferência com o título "Jorge Amado: da ancestralidade à representação dos Orixás", com o Prof. Ms. Gildeci de Oliveira Leite, diretor do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologia / DCHT, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Seabra). O evento abre as comemorações do “Centenário de Jorge Amado na Casa Afrânio Peixoto”.

PROLER Salvador. Nos dias 28 e 29 é a vez da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Nazaré, prestar sua homenagem a Jorge Amado. O X Encontro do Programa Nacional de Incentivo à Leitura Salvador (PROLER) debaterá o tema “Leituras e releituras de Jorge, o Amado”, além de oficinas, palestras, saraus literários, tudo em torno da obra “amadiana”.

Serviço:

O que: A presença de Jorge, o Amado, nas Bibliotecas


Onde: Biblioteca Pública do Estado, Juracy Magalhães Júnior (Salvador e Itaparica), Monteiro Lobato e Thales de Azevedo


Quando: de 01 a 31, no horário de funcionamento de cada biblioteca.


GRATUITO


Contato: 71 3116-6919/6676