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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Expansão marítima portuguesa

Atividade para os 8os. anos da E. M. E. F. Herbert José de Souza

Disciplina: História Prof. Camila



            Expansão Marítima Portuguesa

            Com a tecnologia naval desenvolvida no século XV, os portugueses começaram a explorar a África, estabelecendo uma série de entrepostos no litoral do continente. Em 1486, Diogo Cão contornou o Golfo da Guiné e chegou até o Rio Congo (atual Namíbia). Pouco depois em 1488, o navegador Bartolomeu Dias contornou o Cabo da Boa Esperança, atingindo o extremo sul do continente africano. Uma década depois, Vasco da Gama chegou a Calicute, fundando o primeiro entreposto português na Índia. Foi também procurando outra rota atlântica para a Índia que, em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou às terras que mais tarde fariam parte do Brasil.

Razão econômica para o comércio a longas distâncias:
Para entender melhor a razão destas viagens ultramarinas ibéricas é necessário visualizar o contexto econômico europeu do século XV chamado de capitalismo comercial. Capitalismo Comercial é o sistema econômico cujo objetivo é o lucro, obtido mediante trocas comerciais a longas distâncias presente em uma sociedade que ainda não desenvolveu a industrialização.

Entre as razões que motivaram a empreitada portuguesa, destacam-se:
·                     O desejo de se apoderar do ouro da Guiné: Portugal era um dos poucos reinos da Europa que não tinham moeda nacional de ouro desde 1383. Uma das funções da moeda, além de servir como objeto de troca e como medida comum de valor, era garantir a credibilidade do dinheiro circulante, por isso simbolizava a riqueza (as reservas) de cada nação. Com o ouro vindo da África, em 1457, a Casa da Moeda de Lisboa retomou a cunhagem das moedas em ouro.
·                     A busca de especiarias orientais: A partir da década de 1480 os portugueses buscaram quebrar o monopólio veneziano do comércio de especiarias feito por terra.

Experiência portuguesa na China

            De acordo com K. M. Panikkar os mercadores portugueses não obtiveram o sucesso pretendido em solo chinês cuja família governante era a dinastia Ming. Segundo Panikkar:

O imperador, devidamente informado da chegada de Pires [mercador português], enviara-lhe, após o prazo de rigor uma salvaguarda para Pequim. Porém, ao mesmo tempo, a corte dos Ming recebeu informações não muito favoráveis aos portugueses; os sultões malaios haviam  solicitado socorro ao seu suserano contra os chegados; o sultão de Bitang, principalmente, pusera o governo de Pequim em guarda contra os portugueses, que, segundo dizia ele, dissimulavam sob seus trajes de comerciantes a espada do guerreiro e do conquistador. Chegara a fazer uma exposição completa dos métodos portugueses no oceano Índico. Embora levado assim à desconfiança, o imperador não se negou a receber o embaixador e, [...] fê-lo vir a Pequim. Durante o tempo que Pires levou para chegar à capital, os portugueses deram prova de que era impossível confiar neles. Simão de Andrade, irmão do almirante que trouxera Pires, [...] tinha simplesmente a intenção de instalar-se no país; desembarcou com um destacamento, começou a edificar um forte, e foi preciso que a frota chinesa entrasse em cena para que ele se retirasse. Ao saber das piratarias de Simão Andrade, o governo voltou atrás em sua decisão, recambiou o embaixador para Cantão onde ficou preso até a morte, em 1523. (PANIKKAR, 1977, p. 74)

            A empreitada expansionista portuguesa tinha o objetivo de lucrar mediante o comércio a longas distâncias. Embora fatores como a centralização do Estado, a união da classe detentora de capital com a monarquia portuguesa garantisse relativo sucesso nas costas africanas, o mesmo não ocorreu em solo asiático, o imperador chinês estava ciente dos procedimentos adotados pelos europeus ao desembarcarem nos solos estrangeiros. Cabe lembrar que o Império chinês estava há muito plenamente consolidado, impediu a rapina portuguesa.

Referências: ALVES, Letícia Fagundes de Oliveira. Conexões com a História. Volume I. São Paulo: Moderna, 2010.
PANIKKAR, K. M. A dominação ocidental na Ásia do século XV aos nossos dias. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

1. Construir um vocabulário com as palavras sublinhadas do texto:

Marcar com “X” a resposta certa:
2. Por capitalismo comercial entendemos:
A, (   ) Sistema socioeconômico baseado na propriedade privada, cujo objetivo é o lucro obtido mediante a produção industrial.
B, (    ) Sistema socioeconômico baseado na propriedade coletiva de bens, cujo objetivo é a redução das desigualdades sociais.
C, (     ) Sistema socioeconômico baseado na propriedade privada, cujo objetivo é o lucro obtido através do comércio a longas distâncias.

3. De acordo com o texto, uma das razões que motivou as empresas portuguesas às grandes navegações foi:
A, (     ) A acessibilidade para a navegação no Mar Mediterrâneo que ligava uma série de Impérios beira-mar.
B, (      ) A busca por metais preciosos sendo que a riqueza das nações estava baseada no acúmulo de ouro, prata, etc.
C, (      ) Nenhuma das alternativas.

4. Ainda de acordo com o texto, os portugueses estabeleceram entrepostos em pontos da costa africana. A alternativa que concorda com esta afirmação é:
A, (     ) Ao desembarcar em solo africano, os europeus adentraram o território em busca de seres humanos para a escravização e venda no continente americano.
B, (   ) Inicialmente os mercadores estabeleceram depósitos de mercadorias comercializadas no litoral africano.
C, (     ) Nenhuma das alternativas acima.

Responder com suas palavras:
5. Por que o Império chinês impediu que os mercadores portugueses estabelecem o comércio?

6. Explique o seguinte fragmento: “[...] segundo o sultão de Bitang os portugueses dissimulavam sob seus trajes de comerciantes a espada do guerreiro e do conquistador.”

7. Representar em quadrinhos a experiência portuguesa no solo chinês no século XV:

Completar:
8-9. Em 1486, Diogo Cão contornou o________________e chegou até o Rio Congo (atual Namíbia). Pouco depois em 1488, o navegador Bartolomeu Dias contornou o ______________________, atingindo o extremo sul do continente africano.

10. Vasco da Gama chegou a ____________, fundando o primeiro entreposto português na Índia.

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