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terça-feira, 31 de maio de 2011

Projeto Musibraille traz capacitação para deficientes visuais em Campo Grande


O Projeto Musibraille, que desenvolveu um programa de computador específico para que deficientes visuais possam estudar música, passa por Campo Grande entre os dias 1 e 3 de junho. A capacitação ocorre no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos Florisvaldo Vargas (Ismac). Executado com patrocínio da Petrobras, que seleciona projetos culturais através de edital nacional, o Musibraille surgiu com o intuito de criar condições favoráveis ao aprendizado da música por pessoas com deficiência visual de maneira equivalente aos colegas de visão normal.

Esta é a primeira vez que o projeto que surgiu em 2008 vem à Capital de MS. De acordo com o responsável pela audioteca do Ismac, Orlando Britto, o programa Musibraille permite que qualquer cego estude com um professor comum de música, pois apresenta no computador a partitura em duas formas, normal e braille. “Muitos alunos cegos querem fazer um curso ou uma faculdade de música e esbarram em barreiras impostas pelos próprios professores, que se julgam incapazes de ensinar os deficientes”, relata.

Orlando Britto é autodidata em música. Aos 53 anos, músico profissional, ele conta que toca violão desde os 11. “Eu participei do lançamento do Musibraille em Brasília, há dois anos. Fui convidado para executar o Hino Nacional. Eu toco, mas não conheço teoria musical e espero poder um dia estudá-la através desse programa”, destaca. O Projeto Musibraille começou com a criação de um software gratuito para estudo da música por cegos e hoje leva capacitações de como utilizá-lo para todo o Brasil.

Uma curiosidade sobre a musicografia braille é que ela foi desenvolvida por Louis Braille em 1828 antes da adaptação do método para a escrita. Através desta técnica, um texto musical de qualquer complexidade pode ser transcrito para a forma tátil e facilmente assimilado pelos deficientes visuais. O programa Musibraille está disponível gratuitamente para download no site: http://www.musibraille.com.br/download.htm.

Vereador Mirim indica necessidade de construir nova Biblioteca Municipal

Duda Siqueira
Ascom Câmara
Na tarde da última sexta-feira (27), foi realizada a 3ª Sessão da Câmara dos Vereadores Mirins de Lucas do Rio Verde em que duas indicações diretamente ligadas à utilidade pública foram aprovadas por unanimidade pelos jovens parlamentares.
A aluna Letícia Gabriela Livinalli do Colégio Dois Mil, suplente do vereador Claudiomar Junior Pólo, foi convidada a ocupar a mesa e tomar posse. Ela substituirá o vereador titular nos próximos 60 dias e garante fazer o possível para desempenhar um bom trabalho.
Uma das indicações de maior repercussão foi feita pelo vereador Mirim João Vitor Broch dos Santos, aluno do Centro Integrado Educar. Ele pede pela construção de uma nova Biblioteca Pública Municipal, já que a atual funciona anexo ao Departamento da Cultura, não comportando a demanda de alunos e prejudicando a leitura devido a ensaios musicais.
O jovem lembrou que esta indicação já havia sido feita pelo vereador Márcio Albieri, em 2009, mas como ainda tinha sido atendida resolveu refazê-la devido a sua importância. A nova sede iria proporcionar um espaço amplo, livros atualizados e acesso a internet, incentivando assim o desenvolvimento cultural do município.
“Ficamos até surpreso em ver os vereadores mirins citando e ajudando a cobrar o Poder Executivo. Parabéns a todos eles, acredito que é assim que formamos novos cidadãos e novas lideranças que amanhã estarão ocupando os cargos públicos”, afirmou o vereador Márcio Albieri.
Aluno da Escola Municipal São Cristóvão, o vereador mirim Artur Primão Barzotto, fez a indicação da necessidade de construir uma praça de lazer com parque infantil e academia para a terceira idade (A.T.I.) na Comunidade São Cristovão. O objetivo, de acordo com Barzotto, seria oferecer mais qualidade de vida aos moradores locais.
As duas indicações serão encaminhadas ao poder legislativo, e apresentadas na 16ª Sessão que será realizada nesta segunda-feira (30) a partir das 19h no auditório da Câmara Municipal.

BPP adquire novos livros para o Vestibular 2012 da UFPR

A Biblioteca Pública do Paraná (BPP) adquiriu 177 novos exemplares de 14 títulos que serão cobrados no próximo vestibular da Universidade Federal do Paraná. Os livros estarão expostos e disponíveis para empréstimo no hall da BPP a partir de amanhã (1º).

Entre os títulos estão todos os exigidos nas provas específicas de sociologia e filosofia (à exceção de “Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral”, de Friedrich Nietzsche, disponibilizado gratuitamente pela Secretaria da Educação do Paraná neste link) e outros cinco da prova de literatura brasileira – entre eles, 30 exemplares de “Poemas escolhidos”, de Gregório de Matos, na edição indicada pela Universidade. Eles se juntam ao acervo da BPP, que contém todas as obras da lista da UFPR (confira abaixo).

“A compra dos livros adotados no vestibular da UFPR integra o amplo projeto de renovação da Biblioteca Pública do Paraná, no sentido de restabelecer o seu acervo e oferecer um serviço de mais qualidade aos seus usuários”, diz o diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Rogério Pereira. 



Lista de livros para a prova de literatura brasileira do vestibular 2012 da UFPR:
•         Anjo Negro, de Nelson Rodrigues
•         Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector
•         Inocência, de Visconde de Taunay
•         Luciola, de José de Alencar
•         Novas diretrizes em tempos de paz, de Bosco Brasil
•         O Bom Crioulo, de Adolfo Caminha
•         Poemas Escolhidos, de Gregório de Matos (organização de José Miguel Wisnik)
•         Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles
•         São Bernardo, de Graciliano Ramos
•         Urupês, de Monteiro Lobato

Fonte: NC-UFPR



Fonte: Paranashop

Caros vestibulandos do Paraná, para ler o livro faltante dessa lista:  “Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral”, de Friedrich Nietzsche, acessa o livro abaixo.

Boa  Leitura e Boa Prova!!!

Historiador cultural lança livro questionando influência do Google no mundo

Criado há 13 anos o Google é hoje bem mais do que um simples buscador. Crédito da imagem: MTV/UOL
Por Mariana Caldas
 

Quando Siva Vaidhyanathan, 45, especialista em história cultural e professor da Universidade de Virgínia, soube de um plano do Google de digitalizar bibliotecas universitárias, ficou preocupado. Parecia muito controle para uma empresa só. Ele decidiu investigar a corporação e a nossa relação com ela. Os estudos se transformaram no livro The Googlization of Everything – And Why We Should Worry ('A Googalização de Tudo – E por que devemos nos preocupar', em tradução livre), lançado em março nos EUA.
Para o autor, sempre devemos nos questionar sobre os resultados de nossas buscas porque, como ele mesmo diz, o Google é onipresente, onipotente e onisciente, mas isso não significa que seja benevolente. "Cada vez mais, o Google muda a forma como vemos o mundo e como julgamos a informação. Para muitos, o site é fundamental para tomar decisões e muitos dependem dele para isso. Mais do que isso: o Google gera a nossa reputação. Ele gerencia as fontes de informação que encontramos. E as formas de comércio", explicou o autor, em entrevista à Folha de S.Paulo. E completa: "As pessoas precisam perceber que o Google é falível, porque é uma empresa, construída e dirigida por seres humanos. E deve lucrar". 
Vaidhyanathan não nega os benefícios do Google, que organizou a web e de fato deixou a sua vida e a vida de todos muito mais fácil. O problema, para ele, é a forma como o usamos, sem saber como ele funciona, sem questionar os resultados. "Quanto melhor entendermos como ele funciona, melhor poderemos corrigir a tendência que ele tem de nos dar respostas rasas, resultados rápidos que são projetados para ajudar a consumir coisas em vez de entender coisas”, comenta. 
Segundo o historiador, o Google é bom para pesquisas rápidas e assuntos triviais. Não para questões complexas e profundas como debates científicos e políticos. Para ele, devemos começar a procurar outros caminhos, serviços que atendam a necessidades específicas, no caso da ciência e saúde, e voltar a usar as bibliotecas públicas, que ainda são os melhores lugares para encontrar informações úteis sobre assuntos complexos. "A internet certamente mudou nossas vidas quase que instantaneamente. Mas nós podemos perder a liberdade e a abertura que ela nos permite se não lutarmos para preservá-la. Há governos e empresas que gostariam de controlá-la. Uma saída é termos alternativas múltiplas de pesquisa e esforços do governo para sistemas de informações claros e abertos", conclui.  

The Googlization of Everything
Autor: Siva Vaidhyanathan
Editora: University of California
Preço: R$ 62; 296 págs.
Onde encontrar: no site da Livraria Cultura e na Amazon, em inglês

Fonte: MTV/UOL

MPE cobra construção de escola e adequação para garantir acessibilidade

Alunos do distrito de Nova Fernandópolis, no município de Barra do Bugres, estão tendo aula em um barracão, onde até pouco tempo era utilizado por uma palmiteira. As secretarias de Educação, do Estado e Município, já receberam notificação recomendatória do Ministério Público sobre o assunto, mas nenhuma providência foi adotada. Diante da resistência do poder público em resolver o problema, a Promotoria de Justiça ingressou com ação civil pública requerendo a construção de um prédio para abrigar a Escola Municipal Raimunda Almeida Leão.
Na ação, o MPE requer que sejam construídas no mínimo seis salas de aula, banheiros, cozinha, dispensa e secretaria. Como medida em caráter de urgência, foi solicitado que o juiz determine a construção imediata de paredes no barracão onde a escola funciona para assegurar o isolamento acústico das salas de aula até que o novo prédio fique pronto.
Outra ação relacionada à educação, também proposta pela Promotoria de Justiça de Barra do Bugres, refere-se à acessibilidade. Levantamento realizado pelo Ministério Público demonstra que existem, pelo menos, 17 escolas estaduais na comarca que precisam ser adequadas para assegurar acessibilidade aos portadores de necessidades especiais.
“Em março de 2011, a Secretaria de Estado de Educação recusou-se a assinar Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público que visava regularizar a situação. Enquanto isso, os cidadãos acabam tendo os seus direitos lesados por negligência do Estado”, ressaltou o autor da ação, promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo.
Na ação, o promotor de Justiça requereu ao Judiciário que determine ao Estado a efetivar, no prazo de 12 meses, ações para garantir a acessibilidade física aos portadores de necessidades especiais em todas as escolas de sua responsabilidade, na comarca de Barra do Bugres. Requer ainda que as demais escolas a serem construídas obedeçam a Norma Técnica NBR 9050/1994.

Fonte: O Documento

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lanterna Verde - Trailer 3 legendado


O trailer desse filme vem melhorando cada vez mais em relação ao primeiro trailer postado aqui. O filme parece prometer e compensar a fraca atuação de Ryan Reynolds em outros filmes.

Olha aí.

A importância da biblioteca escolar

Por Josué Guimarães Antunes

Promover a articulação dos conteúdos curriculares e dos saberes escolares com as exigências da globalização desenvolvendo nos alunos hábitos de cidadania activa, consciente, crítica e reflexiva são algumas das principais missões da Escola e que devem ser concretizadas em articulação permanente com a biblioteca escolar.

Para além de ser fundamental à consecução do Plano Anual de Actividades, a biblioteca escolar é imprescindível para o desenvolvimento de competências contribuindo para a formação integral das crianças e dos jovens.

O acervo por si disponibilizado em variadíssimos suportes faz com que as funções informativa, educativa, cultural e recreativa, em muitas situações complementares, sejam essenciais ao cumprimento das metas e dos objectivos de aprendizagem dos alunos.

Actualmente, verificamos que a biblioteca disponibiliza muitos computadores ligados à Internet onde os jovens vão acedendo à informação, recorrendo cada vez menos aos livros. De facto, no seu dia-a-dia, estão sujeitos a um significativo incremento dos fluxos de informação digital, usam cada vez mais a “Web Social” e criaram a ilusão de que o conhecimento é fácil, estando bem ao alcance de todos. Basta clicar com o rato e os espaços e os tempos destinados à reflexão e à abstracção vão-se tornando cada vez mais raros. A informação que lhes vai chegando é cada vez em maior quantidade e alguma dela chega a ser perigosa e até perversa.

Neste contexto, compete à biblioteca dar o seu contributo na promoção da literacia da informação, ajudando ao desenvolvimento da capacidade de transformar a informação em conhecimento porque a maior abundância de informação e a maior facilidade de acesso à mesma não garante indivíduos mais bem formados/informados.

Entretanto, devemos considerar que o direito à informação é um direito de todos e que sem ele não é possível concretizar-se a inclusão plena do indivíduo na sociedade. Assim, por um lado, todo aquele que não tem acesso democrático à informação, à cultura e ao conhecimento encontra-se, à partida, excluído ou diminuído da sua participação social efectiva. Por outro, todo aquele que recebe a informação sem ser devidamente “filtrada” correrá riscos e crescerá com pouca autonomia e espírito crítico e com pouca liberdade.

Para além de favorecer os sentimentos de pertença a uma cultura e de facultar o conhecimento de outras culturas e de outras realidades, a biblioteca escolar constitui-se como espaço dinamizador e integrador da Escola, pois promove a partilha e a igualdade de oportunidades através da democratização da informação, fomentando assim a inclusão e desempenhando um papel fundamental na superação das desigualdades.

Hoje, a biblioteca escolar tem uma função relevante na luta contra a iliteracia, apoiando os utilizadores no acesso à informação útil, prática e aplicável. Esta sua nova função significa que esta não pode continuar a ser perspectivada como um centro de recursos, mas deve assumir-se como um centro de aprendizagem ao serviço do currículo, integrada no processo de ensino-aprendizagem e desenvolvendo o seu plano de acção em articulação com os departamentos curriculares. Deste modo, gerar-se-ão mais-valias comportamentais, formativas e de aprendizagem nos alunos de modo e desenvolver-lhes competências para a aprendizagem ao longo da vida.

Conheça o Curso Técnico em Biblioteconomia oferecido pelo IFRS, Campus Porto Alegre

Curso Técnico em Biblioteconomia


Ingresso
Curso diurno
Duração
3 semestres

Perfil Profissional de Conclusão
          O Técnico em Biblioteconomia deverá ser um profissional capacitado e habilitado para atuar como assistente junto às chefias, aos diretores e/ou gerentes de bibliotecas, centros e/ou serviços de informação e documentação e outros, no âmbito das empresas e/ou instituições públicas e/ou privadas. O Técnico em Biblioteconomia deverá também evidenciar facilidade na comunicação interpessoal, iniciativa, criatividade e espírito empreendedor, atuando com ética e de forma participativa, colaborando no alcance dos objetivos da biblioteca e da organização na qual ela se insere e buscando contínuo aperfeiçoamento pessoal e profissional.

          O Técnico em Biblioteconomia, ao concluir o curso, deverá ser capaz de:
           Executar procedimentos de auxílio à organização, tratamento, disseminação, preservação, conservação e recuperação
                das unidades de acervo;
           Executar procedimentos relacionados com a alimentação de sistemas informatizados de recuperação de informações;
           Planejar e administrar seu tempo e suas tarefas;
           Realizar suas atividades, buscando a qualidade do desenvolvimento de recursos e serviços;
           Recepcionar/atender pessoas;
           Redigir textos e/ou documentos administrativos;
           Preparar e/ou assessorar o planejamento e a execução de reuniões e/ou eventos;
           Realizar atividades de incentivo à leitura e formação de leitores;
           Promover a acessibilidade e a inclusão social e digital de Pessoas com Necessidades Especiais (PNEEs);
           Elaborar instrumentos de comunicação, usando computadores, Internet, processadores de textos, agenda, planilhas
                eletrônicas, bancos de dados e outros programas.

Áreas de atuação

           Bibliotecas universitárias, públicas, escolares especializadas, centros de pesquisa e documentação, empresas privadas
                ou estatais, sindicatos, associações, Organizações Não Governamentais (ONGs), escritórios de profissionais liberais.

Coordenação do Curso
Profª Lizandra Brasil Estabel

E-mail da Coordenação
tec.biblio@poa.ifrs.edu.br

Blog do curso
http://biblioifrs.blogspot.com


Para mais informações, acesso o site do IFRS.

Exame de Seleção e Concurso Vestibular 2011/2


Já estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Instituto Federal Rio Grande do Sul, Campus Porto Alegre.
Acessa a página do Instituto, escolha o seu curso e boa prova!!!

Mas corra, porque o prazo para as inscrições encerrar-se-ão no dia 15 de junho de 2011.

Sala de aula brasileira é mais indisciplinada do que a média

As salas de aula brasileiras são mais indisciplinadas do que a média de outros países avaliados em um estudo do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).

O estudo, feito com dados de 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aponta que, no Brasil, 67% dos alunos entrevistados disseram que seus professores “nunca ou quase nunca” têm de esperar um longo período até que a classe se acalme para dar prosseguimento à aula.
Entre os 66 países participantes da pesquisa, em média 72% dos alunos dizem que os professores “nunca ou quase nunca” têm de esperar que a classe se discipline.

Os países asiáticos são os mais bem colocados no estudo: no Japão, no Cazaquistão, em Xangai (China) e em Hong Kong, entre 93% e 89% dos alunos disseram que as classes costumam ser disciplinadas.
Finlândia, Grécia e Argentina são os países onde, segundo percepção dos alunos, os professores têm de esperar com mais frequência para que os alunos se acalmem.

O estudo foi feito com alunos na faixa dos 15 anos e dentificou que os distúrbios em sala de aula estão, em média, menores do que eram na pesquisa anterior, feita no ano 2000.
– A disciplina nas escolas não deteriorou – na verdade, melhorou na maioria dos países –, diz o texto da pesquisa.
– Em média, a porcentagem de estudantes que relataram que seus professores não têm de esperar muito tempo até que eles se acalmem aumentou em seis pontos percentuais.
Segundo o estudo, a bagunça em sala de aula tem efeito direto sobre o rendimento dos estudantes.
– Salas de aula e escolas com mais problemas de disciplina levam a menos aprendizado, já que os professores têm de gastar mais tempo criando um ambiente ordeiro antes que os ensinamentos possam começar –, afirma o relatório da OCDE.

– Estudantes que relatam que suas aulas são constantemente interrompidas têm performance pior do que estudantes que relatam que suas aulas têm menos interrupções.
A criação desse ambiente positivo em sala de aula tem a ver, segundo a OCDE, com uma “relação positiva entre alunos e professores”. Se os alunos sentem que são “levados a sério” por seus mestres, eles tendem a aprender mais e a ter uma conduta melhor, conclui o relatório.
No caso do Brasil, porém, a pesquisa mostra que os estudantes contam menos com seus professores do que há dez anos.

– Relações positivas entre alunos e professores não são limitadas a que os professores escutem (seus pupilos). Na Alemanha, por exemplo, a proporção de estudantes que relatou que os professores lhe dariam ajuda extra caso necessário cresceu de 59% em 2000 a 71% em 2009 –, afirma o relatório.
Já no Brasil essa proporção de estudantes caiu de 88% em 2000 para 78% em 2009.

Grândola: Biblioteca municipal e bibliotecas escolares ligadas em rede para otimizar recursos

Grândola, Setúbal, 24 mai (Lusa) -- A Biblioteca Municipal de Grândola e as várias bibliotecas escolares existentes no concelho vão passar a estar ligadas em rede para otimizar recursos e desenvolver ações regulares de promoção do livro e da leitura.
A Rede de Bibliotecas de Grândola (RBG) é formalmente constituída e apresentada quarta-feira, com a assinatura de um protocolo de cooperação entre a câmara municipal, o agrupamento vertical de escolas e a Escola Secundária com 3.º ciclo António Inácio da Cruz.
A rede, divulgou hoje o município, formaliza a cooperação informal já existente entre a biblioteca municipal e as escolas, ao nível do tratamento técnico documental, desenvolvimento de ações de promoção da leitura e da literacia da informação e apoio ao currículo.
"É uma parceria que já tínhamos, quer ao nível do secundário, quer ao nível do primeiro ciclo, mas que ganha novos contornos, com maior responsabilização das entidades envolvidas no protocolo", realçou à Agência Lusa Graça Nunes, vereadora com os pelouros da Cultura e da Educação.
A vereadora explicou que, a juntar à biblioteca municipal, existem no concelho três bibliotecas escolares, estando previsto, no início do próximo ano letivo, surgirem outras duas, nos novos centros educativos de Carvalhal e de Melides.
A RBG vai permitir "o reforço do apoio técnico" entre as várias bibliotecas, não apenas no trabalho bibliotecário, mas também de arquivo, o que é "uma mais valia para a população, sobretudo para os estudantes", disse.
"Por outro lado, também nos permite desenvolver, com outra autoridade e um planeamento mais regular, atividades de promoção do livro e da leitura", acrescentou.
Possibilitar a circulação de livros e de materiais audiovisuais entre a biblioteca municipal e as bibliotecas escolares de todo o concelho é outro dos objetivos da rede.
A sessão de apresentação e lançamento desta iniciativa, marcada para as 15:00, na Biblioteca Municipal de Grândola, vai contar com a presença de representantes das várias entidades envolvidas.

Fonte: SIC Notícias

Biblioteca escolar ajuda na formação do aluno

Pesquisa que avaliou o que importa para o aprendizado escolar, mostra que a leitura é um dos recursos pedagógicos importantes no ensino



De acordo com estudo, a biblioteca é considerada um dos fatores mais importantes para a qualidade de uma escola


O Instituto Ayrton Senna e o movimento Todos Pela Educação (parceiro institucional do Projeto Vamos Ler) lançaram no dia 28 de abril, Dia da Educação, o projeto ‘Caminhos para melhorar o aprendizado’. Resultado de uma extensa análise coordenada pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, o trabalho conta com um site que apresenta as principais conclusões de 165 estudos nacionais e internacionais com base empírica e tratamento estatístico sobre os impactos de políticas de Educação no aprendizado dos alunos.
Um desses estudos, dentro do tópico ‘O que importa para o aprendizado escolar’, abordou os recursos pedagógicos da escola. A Biblioteca Escolar apareceu em primeiro lugar na pesquisa.

De acordo com texto de Barros, tradicionalmente, a biblioteca é considerada um dos insumos mais importantes na definição da qualidade de uma escola. Seu impacto, no entanto, depende de uma série de fatores, como a qualidade do acervo e a frequência com que a comunidade escolar recorre a ele.
Análises transversais, que comparam a média de aprendizado de escolas com e sem biblioteca em um determinado momento, revelam que os alunos com acesso ao espaço tendem a apresentar proficiência mais elevada. Por outro lado, análises mais confiáveis, baseadas em estudos longitudinais, mostram um impacto direto não significativo estatisticamente.

Vale ressaltar que o fato de o impacto depender do grau de utilização não significa que só se beneficiam da biblioteca os alunos que a utilizam. Na verdade, as bibliotecas tendem a ter seu impacto propagado por toda a comunidade escolar.
Outras pesquisas mostram que a biblioteca escolar não tem impacto mais relevante sobre crianças de famílias socioeconomicamente menos favorecidas que, em princípio têm menos acesso a livros em casa. A evidência disponível, embora seja esparsa, indica o contrário: o impacto é maior entre os estudantes menos vulneráveis, seja porque seu ambiente familiar lhes garante outros recursos que, combinados à biblioteca, promove um maior aprendizado.

Em suma, o texto aponta que não basta que a escola tenha biblioteca. É importante que pais e demais membros da comunidade escolar incentivem as crianças a utilizá-la mais intensamente.
Às escolas, cabe estabelecer rotinas e práticas de utilização das bibliotecas com estratégias voltadas ao aprendizado dos alunos. Às Secretarias de Educação, cabe estabelecer padrões, investir na qualidade do acervo e implementar políticas de utilização das bibliotecas escolares já existentes, incentivando seu uso pelos alunos durante o horário regular e em turno expandido, ou mesmo abrindo as suas portas para a comunidade em horários alternativos.

Fonte: Caminhos para melhorar o Aprendizado / O que importa para o aprendizado escolar (www.paramelhoraroaprendizado.org.br)

DIRETO DA ESCOLA

O bem mais precioso
Por Marcel Diogo

A água é o líquido mais importante que existe, sem ela nenhum ser sobrevive, porém apenas uma pequena quantidade é potável.
Hoje, nossos rios estão muito poluídos, cheios de lixo, como: eletrodomésticos, móveis e outros entulhos, além de abrigar redes de esgoto. Com isso, a água fica com grande excesso de bactérias e isso faz com que ela fique sem oxigênio e sem vida.
Os rios mais poluídos são encontrados, principalmente, nas cidades grandes, é o caso do Rio Tietê, que tem a sua nascente limpa, mas quando chega na cidade de São Paulo recebe uma grande quantidade de sujeira, entulho, e se torna um rio de lixo.

A água também é muito mal distribuída. Muitas pessoas pegam água de rios poluídos e de poços a céu aberto. O que elas não sabem é que correm riscos de contrair muitas doenças, enquanto outras pessoas não valorizam a água que têm.
Algumas ideias simples, mas importantes, podem fazer a diferença, como lavar calçados com a água da máquina de lavar, tomar banhos rápidos, entre outras medidas.
Temos que valorizar mais este líquido vital que é a água. As atitudes que tivermos agora, vão refletir no futuro das próximas gerações.
Marcel é aluno do 8º Ano ‘B’, da Escola Estadual Nossa Senhora das Graças (Irati).

O bullying
Por Vitor Gabriel Lopes Carvalho

Bullying é uma atitude muito feia, ofende as pessoas e sempre acaba em confusão.
Famílias deixam o assunto de lado, e o bullying continua. Daí a criança se estoura e começa a chorar. Então a mãe percebe e pergunta o que está acontecendo, mas o filho não conta porque tem medo do colega que fez aquilo uma vez e poderia muito bem fazer novamente.

Na minha opinião, isso mexe com o psicológico de pessoas que sofrem a agressão e afeta o desenvolvimento, o estudo e o crescimento, então eu não gosto desse tipo de pessoa abusando dos outros amigos, achando que é bonito, pensando que é ‘o tal que manda no pedaço’, pensa que é o comandante da sala e da escola. Eu não gosto nem um pouco, porque quem faz isso se chama mal educado e mal amado. Esse tipo de pessoa, no mínimo, deveria se tratar, porque se chega ao ponto de tomar uma atitude de marginal, isso não é uma criança normal. Os pais devem castigar o filho e a escola deve dar suspensão. O filho dever vir de casa educado, os professores não são pagos para aguentar abuso e falta de educação. Existe aluno descarado que fica maltratando os colegas. Por mim, isso não existiria.
Vitor é aluno do 6º Ano ‘C’, do Colégio Estadual Santa Maria (Ponta Grossa)

TECNOLOGIAS NA ESCOLA
WebQuest

A WebQuest (busca na web) é uma atividade investigativa em que alguma, ou toda a informação com que os alunos interagem, provém da internet. Seu conceito foi criado em 1995 por Bernie Dodge, professor da Universidade Estadual da Califórnia (Estados Unidos). É uma metodologia que vem sendo estudada e desenvolvida há mais de 20 anos com o objetivo de modernizar os modos de fazer educação e promover o intercâmbio pedagógico. Uma ferramenta fácil de utilizar e que oferece recursos para a elaboração de projetos interdisciplinares. A WQ estimula a pesquisa, o que faz com que o aluno busque mais, leia os textos encontrados na web, e não apenas acesse o primeiro link disponibilizado nos sites de busca, copie e cole em seu trabalho. A WQ exige interação, trabalho em equipe, e promove a construção coletiva do conhecimento. O debate, após a pesquisa, forma conceitos e permite a troca de saberes. Com a WQ o professor vai conseguir orientar o uso adequado da internet.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Pará aumenta esforços para zerar o défict de bibliotecas públicas

A Região do Baixo Amazonas ganha, na próxima semana, duas novas bibliotecas públicas por meio das ações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, em parceria com o Ministério da Cultura.
Os municípios contemplados são o de Terra Santa e Faro, e as inaugurações acontecem na segunda-feira, 23 de maio, com a presença do presidente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Nilson Chaves, além de diretores da instituição.
As sedes das novas bibliotecas já recebem, desde o dia 15 de maio, as ações do programa de capacitação de bibliotecários, conduzido por servidores do Sistema Estadual de Bibliotecas. Elas recebem também o “Kit de Implantação de Bibliotecas” doado pelo Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura.
Com as inaugurações dessas duas bibliotecas, o Pará reduz para 16 o número de municípios que ainda não dispõem desses espaços. O Sistema Estadual de Bibliotecas prevê a inauguração de outras seis para junho deste ano, nos municípios de Redenção, Pau d’Arco, Cumaru do Norte, Curianópolis, Itupiranga e Curuçá.
Encontro com gestores – Além das duas inaugurações, o presidente Nilson Chaves se reúne com 12 gestores de cultura da região do Baixo Amazonas nos dias 23 e 24 de maio. Participam do encontro os secretários municipais de Terra Santa, Faro, Oriximiná, Juruti, Curuá, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Prainha, Almerim, Santarém e Belterra.

Mais de mil bibliotecas na campanha de incentivo à leitura

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
23/05/2011 | 12h16 | Lançamento 


A partir de hoje, mais de mil bibliotecas escolares, comunitárias e públicas de Pernambuco participam da campanha Biblioteca interativa, sociedade viva. O lançamento da campanha aconteceu esta manhã, simultaneamante, em quatro polos: na biblioteca Especializada Maria Natália de Andrade Guerra, que fica na Gerência Regional de Educação (GRE) de Nazaré da Mata; na biblioteca da Escola Estadual Ministro Jarbas Passarinho, em Camaragibe; na biblioteca comunitária Severina José de Santana (Tia Biu), em Paratibe, Abreu e Lima; e na biblioteca da Secretaria de Educação, onde o secretário Anderson Gomes realizou a abertura oficial.

Entre as ações a serem desenvolvidas está o projeto Escritor presente, leitor crescente, que levará escritores locais para dentro das escolas. As próprias unidades irão identificar poetas e cordelistas na comunidade e levá-los para mostrar seu trabalho nas bibliotecas.

 Além do projeto, serão realizadas atividades educativas, como rodas de leitura, concursos literários e dramatizações serão estimulados dentro dos espaços envolvidos no programa. A atividade é direcionada para alunos, professores, gestores e toda a comunidade em que estão localizadas as escolas e bibliotecas.

Ciência está perto de descobrir como exercícios agem no cérebro

23/5/2011 14:25,  Redação, com agências internacionais - da Cidade do Cabo

Cientistas anunciaram ter descoberto uma forma de medir a atividade cerebral de ciclistas em velocidade de corrida, abrindo uma nova frente no estudo de como o cérebro funciona durante a prática de atividades físicas.
Pesquisadores da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e da Unicamp, em São Paulo, usaram um escâner de ressonância magnética especialmente projetado pelos brasileiros para manter as cabeças dos atletas no lugar enquanto eles foram mantidos na posição horizontal, movimentando pedais acoplados a um monitor de desempenho.

Crédito da imagem: Correio do Brasil

Os pesquisadores estão coletando dados para o estudo, mas prometeu divulgar novas informações sobre quais áreas do cérebro controlam o exercício e a relação entre o desempenho esportivo e o cérebro.
O objetivo do estudo é entender e descrever o papel do cérebro e do sistema nervoso central durante a prática de exercícios e a regulação da performance.
Um grupo de sete ciclistas de competição deitou dentro do escâner e fez teste de desempenho.
Os primeiros resultados do estudo devem ser divulgados no próximo mês.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Enfrentar la homofobia es cuestión de derechos

No es nueva en Cuba y pervive en la actualidad cierta tendencia que aparta, segrega y rechaza a las personas “raras” o “diferentes”, sobre todo si no se ajustan al canon establecido de cómo ser hombre o mujer. Blanco de burlas y exclusiones, de persecuciones e injusticias, las personas no heterosexuales, mujeres y hombres, han vivido en tela de juicio, desde épocas pasadas, bajo la presión de familias y sociedades que las juzgan, no las aceptan y las han nombrado, incluso, de las más inimaginables y peyorativas maneras.

“Lo que hay que cambiar no son las palabras, sino el significado negativo y de inferioridad que tienen”, opinó Mariela Castro, directora del gubernamental Centro Nacional de Educación Sexual (Cenesex).

La sexóloga intervino el pasado 4 de mayo, en La Habana, en el panel “Humanidad es diversidad”, en el espacio de reflexión Letra con Vida que coordina la Red de Salud Infomed en el Centro Dulce María Loynaz. Junto a ella estuvo el escritor e investigador Víctor Fowler, como parte de la Cuarta Jornada Cubana contra la Homofobia, con acciones por toda la isla.

En opinión de Castro, lo más grave de esa intención de “darles un lugar en el mundo” a las personas LGTB (lesbianas, gays, bisexuales y trans), “de satanizarlas”, es “que ha servido para quitarles derechos”.

No fue hasta 1866, precisó Fowler, que surgió el término homosexualidad para nombrar lo que, de las más diversas maneras, se atribuía a conductas que se apartaban de la norma.

Luego, desde inicios  del siglo XX y durante su transcurso, en los congresos de Medicina se presentaron textos que partían de admitir la diferencia sexual, “pero para eliminarla, tratando de fabricar una normatividad general”, precisó el también estudioso de estos temas.

Si bien la directora del Cenesex reconoció que la Medicina ha hecho contribuciones al estudio del ser humano y su sexualidad a lo largo del tiempo, coincidió en que también aportó muchos criterios desde su mirada de poder estereotipada.

De ese modo, la homosexualidad pasó a considerarse una enfermedad por mucho tiempo y hasta años recientes. No fue hasta el 17 de mayo de  1990 que la Organización Mundial de la Salud estableció el criterio que antes había asumido, en 1973, la Asociación Americana de Psiquiatría, de eliminar la homosexualidad y la bisexualidad de la lista de enfermedades mentales, explicó la sexóloga.

En ese recorrido, no son pocas las personas que han vivido la terrible experiencia de intentar ser “curadas” de la homosexualidad.  “A mí el psiquiatra me dio un remedio que no podía creer: que tuviera relaciones sexuales con animales, todos  los que quisiera, hasta que esa confusión se me fuera de la cabeza”, relata a SEMlac Bernardo, jubilado de 62 años, recordando la pasada década del setenta, cuando todavía él no se había reconocido y aceptado personal y socialmente como homosexual.

Aquellos habían sido años particularmente difíciles en la isla para los homosexuales, excluidos durante el llamado proceso de “parametración” que, durante el llamado “quinquenio gris”, establecía parámetros que los marcaba como no idóneos para desempeñarse en determinados puestos laborales.

Antes, en la década del sesenta, habían funcionado las Unidades Militares de Apoyo a la Producción (UMAP), campamentos de trabajo con régimen militar a donde fueron llevados homosexuales, religiosos y hombres supuestamente apartados de la ideología de la Revolución cubana.

“Sufrí y me reprimí por mucho tiempo. Luché contra eso. Llegué a casarme y a creerme feliz con mi esposa, con quien fundé una familia. Pero años después, cuando  aquella unión fracasó, me acepté como homosexual y tuve mi primera pareja masculina. Entonces supe que para mí la felicidad estaba en otra parte”, admitió este habanero, que prefirió ocultar su verdadera identidad.

“Las prácticas de vigilancia, control y represión tienen un efecto espantoso sobre las vidas de aquellas personas que más directamente las padecen, sobre quienes las ejecutan y también quienes callan, pues hay una sociedad completa que queda paralizada. Es realmente terrible”, apuntó Fowler.

La estrategia que en los últimos años promueven activistas sociales y el Cenesex contra la homofobia y las transfobia se basa en el respeto y reconocimiento de los derechos de las personas LGTB. “Hemos pasado de un enfoque biomédico a uno de derechos, que es lo que más nos importa en todo este proceso”, precisó la sexóloga Mariela Castro,  “aunque no hemos logrado penetrar el mundo de la psiquiatría”, precisó.

Esos elementos han empezado a introducirse en el programa de formación de médicos y enfermeras de familia, aunque “es difícil cambiar la mentalidad”, advierte. “Son ideas que están asentadas más como dogma que como ciencia”

Otro de los pasos que han dado especialistas y expertos en la isla es el de integrarse al movimiento que reclama la despatologización de la transexualidad, una solicitud hecha el año pasado, expresamente, desde la no gubernamental Sociedad  Cubana Multidisciplinaria para el Estudio de la Sexualidad (Socumes).

”La transexualidad sigue siendo una entidad patologizada, de la cual  saca mucho provecho la comercialización de la Medicina”, abundó Castro. “No ocuparse de los malestares y las necesidades de esas personas les hace daño, pero hacerlo desde un lugar de poder, con intereses manipuladores y comerciales, hace más daño todavía”, aseguró.

Tampoco son estos los únicos propósitos de la estrategia educativa que actualmente se promueve a la par de la Jornada Cubana contra la Homofobia, que transita por su cuarto año consecutivo de celebración.

Para la directora del Cenesex, “la lucha contra la homofobia es el pretexto que utilizamos para centrar la mirada en una forma de discriminación y que, desde ahí, enfrentemos todas las formas de discriminación  y los profundos mecanismos que las sostienen”.

A la condición de ser homosexual se añaden  elementos agravantes y otras discriminaciones si además la persona es mujer, no es blanca ni procede  de la capital, clasifica como inmigrante o no domina el inglés, lo que la excluye del conocimiento científico, expuso la experta como ejemplos para ilustrar distintas expresiones de exclusión que conviven con la sexual, como por motivo de género, raza, origen, lengua, etnia y religión, entre otras.

 “Nos interesa poner la mirada en ese antiguo y ancestral mecanismo creado por los seres humanos desde antaño para establecer diferencias que les quitan oportunidades a unos y les dan privilegios a otros”, argumentó.

Fuente: Sara Más / Servicio de Noticias de la Mujer de Latinoamérica y el Caribe (SEMlac)

Prédios públicos não cumprem lei que obriga acessibilidade

Um decreto federal que determina que prédios públicos sejam acessíveis a pessoas com deficiência a partir de junho de 2007 vem sendo descumprido por municípios, Estados e a União. Em uma tentativa de tirar a legislação do papel, promotores e uma ONG do Rio já conseguiram decisões favoráveis na Justiça --mas nem todas foram cumpridas. No início de abril, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia confirmou decisão de primeira instância que obriga a Prefeitura de Salvador a apresentar, em até 60 dias, um cronograma de obras de adaptação em prédios e logradouros públicos, como calçadas e praças. Leia mais (18/05/2011 - 09h22).

Brasil está en venta, y hay quien lo compre

Por Frei Betto

Quienes suelen ir a la feria, al mercado o al supermercado a comprar alimentos saben muy bien que han subido los precios. La inflación comienza a quedar fuera de control. El gobierno de Dilma está consciente de que éste es un talón de Aquiles.
 
Los intereses tienden a subir y la Unión anunció un recorte de US$ 30 mil millones en el presupuesto federal. (Espero que los programas sociales, la salud y la educación se vean libres de la tijera). Todo ello para impedir que despierte el dragón y se trague lo poco que el brasileño ganó en los ocho años del gobierno de Lula.
Por todo el mundo hay una crisis financiera, una hemorragia especulativa difícil de parar. Grecia, Irlanda y Portugal andan con la charola en las manos. En Europa sólo Alemania tiene un crecimiento significativo. Y en los Estados Unidos el índice de crecimiento es casi insignificante, tres veces inferior al del Brasil. 

¿Por qué ha subido el precio de los alimentos? Debido a la crisis financiera, ahora los especuladores invierten su dinero en algo más seguro que unos papeles volátiles. Por eso invierten en compras de tierras.
Otro factor del alza de los precios de los alimentos es la expansión del agrocombustible. Cuantas más tierras se dediquen a plantar vegetales de los que se fabrica el etanol, menos áreas quedan para cultivar lo que necesitamos en el plato. 

Se producen alimentos para quien pueda comprarlos y no para quien tiene hambre (es la lógica perversa del capitalismo). Ahora se siembra también lo que sirve para abastecer a los autos. El petróleo ya no es tan abundante como antes.
En las grandes extensiones agrícolas se adopta el monocultivo. Se siembra soya, trigo, mijo… para exportar. El Brasil tiene hoy el mayor rebaño del mundo y sin embargo la carne se ha convertido en un artículo de lujo. Se le suma a ello el aumento de los precios de los fertilizantes y de los combustibles, y la demanda de alimentos en la superpoblada Asia. Y más demanda significa oferta más cara. China desbancó a los Estados Unidos como principal socio comercial del Brasil. 

A esa coyuntura se le suma la desnacionalización del territorio brasileño. Ya no se puede comprar un país, como durante el período colonial. O mejor dicho, se puede, haciéndolo de abajo hacia arriba, pedazo a pedazo de sus tierras. 

Hace décadas que el Congreso está listo para establecer límites a la compra de tierras por extranjeros. Pero mientras nuestros diputados guardan los proyectos, el Brasil va siendo literalmente comido por el suelo.
En el 2010, la NAI Commercial Properties, transnacional del ramo inmobiliario, que está presente en 55 países, adquirió en el Brasil, para extranjeros, 30 haciendas en los estados de GO, MT, SP, PR, A y TO. En total ¡96 hectáreas! Muchas de ellas compradas con fondos de inversiones firmados fuera de nuestro país, como dos haciendas de Pedro Afonso, en Tocantins, por una extensión de 40 mil hectáreas, adquiridas por US$ 150 millones. O sea a un precio de US$ 3.50 por hectárea. Hoy una hectárea en el estado de São Paulo vale entre US$ 16 mil y 18 mil. Resulta mejor negocio invertir en tierras que en acciones de Bolsa.
Según la OCDE (Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico), el año pasado casi US$ 140 mil millones fueron destinados en el mundo a comprar tierras para la agricultura. Las tierras brasileñas fueron una ganga. Se estima que la NAI tiene en el Brasil más de un 20% de productos para la exportación.
La oficina de la NAI en el Brasil cuenta con cerca de 200 fondos de inversiones catastradas, todos aguardando en fila para comprar tierras brasileñas y destinarlas a la producción agrícola. 

El alimento es hoy la más sofisticada arma de guerra. La mayoría de países gasta entre un 60 y un 70% de su presupuesto en la compra de alimentos. No es por casualidad que grandes empresas alimentarias invierten muchísimo dinero en la formación de oligopolios, culminando con las semillas transgénicas que convierten los sembradíos dependientes de dos o tres enormes empresas transnacionales. 

El gobierno de Lula hizo mucho respecto a la soberanía alimentaria. El de Dilma adopta como lema: "Brasil: país rico es país sin pobreza”. Para que tales anhelos se hagan realidad es necesario tomar medidas más drásticas que apretar el cinto de las cuentas públicas. 

Si no se evita la desnacionalización de nuestro territorio (y por tanto de nuestra agricultura), se promueve la reforma agraria, se prioriza la agricultura familiar y se combate con rigor la deforestación y el trabajo esclavo, el Brasil parecerá la despensa de la hacienda colonial: el pueblo hambriento en galerones mientras la casa-hacienda se harta en la mesa a costillas nuestras.

Estudantes terão nova biblioteca em Denise

Os estudantes e a população em geral de Denise terão em breve um novo espaço para pesquisas e leituras, com a construção de uma nova biblioteca pública municipal, através de um convênio entre a prefeitura municipal e a Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado de Mato Grosso.

No último dia 02 de maio, o prefeito municipal José Roberto Torres, assinou o convênio com o Secretario de Estado, João Malheiros, para receber os novos equipamentos do plano de Ação de Modernização de Bibliotecas Públicas Municipais com mais de 180 itens, entre computador, armários, estante, mesas, cadeiras e livros diversos.

O prefeito municipal de Denise destacou a importância das doações que irão beneficiar estudantes e a população em geral, visto que passarão a ter um local melhor para aperfeiçoar o conhecimento intelectual e realizar pesquisas acadêmicas, entre outras atividades.

“Os equipamentos que recebemos, sem dúvida nenhuma irá incrementar nossa biblioteca municipal, oferecendo melhores condições para que possamos atender nossa população” frisou o prefeito.

A nova biblioteca será instalada de frente a Escola Municipal Professora “Neide de Oliveira”, no Bairro Jardim Boa Esperança, onde um prédio está sendo reformado para abrigar a biblioteca pública municipal, que deverá ser inaugurada em breve.

Biblioteca Digital da UFPB publica mais de mil teses e dissertações

Disseminar, de forma integrada, dados pertinentes a teses e dissertações, tornando possível o acesso ao documento completo. Este é o principal objetivo da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), que conta com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está integrada ao projeto BDTD desde 2006. Neste período, a BDTD/UFPB já publicou mais de mil trabalhos. 

A BDTD atende a pesquisadores, professores, estudantes (graduação e pós-graduação) de diversas áreas do conhecimento humano, vinculados ou não à UFPB. Para participar do projeto, o autor deverá ter defendido a dissertação ou tese em algum dos programas de pós-graduação stricto sensu promovidos pela UFPB. Precisa também preencher e assinar o termo de autorização que está disponível no site da Biblioteca Central UFPB (http://www.biblioteca.ufpb.br) e depositar no setor de Intercâmbio da Biblioteca Central uma cópia digital da dissertação ou tese em formato pdf.

O Projeto BDTD/UFPB está respaldado na portaria nº 13, de 15 de fevereiro de 2006, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a qual prevê a obrigatoriedade da disponibilização dos conteúdos digitais das teses e dissertações defendidas nos programas de pós-graduação das IFES brasileiras via web.

Publicações

Segundo os indicadores de produção do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, a UFPB ocupa hoje o 25º lugar entre as 97 instituições que participam do Consórcio/BDTD, com 161 Teses e 856 Dissertações. A Biblioteca Digital da UFPB pode ser acessada por meio do endereço www.biblioteca.ufpb.br ou através do site do Sistema de Bibliotecas da UFPB.

A participação da Biblioteca Central neste Projeto garante aos pesquisadores que seu trabalho tenha visibilidade regional, por meio da Biblioteca Digital, nacional por meio do IBICT e internacional, por meio do Networked Digital Library of Thesis and Dissertation (NDLTD).

Informações pelo telefone (83)3216.7588 ou pelo email: bdtd@biblioteca.ufpb.b
r.

Furg cria especialização a distância em Ciência da Informação

A Universidade Federal do Rio Grande aprovou, por meio do Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Administração (Coepea), a criação do curso de Especialização em Ciência da Informação na modalidade a distância. 

Serão oferecidas 150 vagas a portadores de diploma de curso superior distribuídas igualmente para os polos de educação a distância da Furg. A especialização ainda não tem data definida para iniciar as atividades. A carga horária total será de 375h distribuídas em três módulos. 

No primeiro, serão ministradas as disciplinas de Alfabetização Digital, Ciência da Informação e Questões Sociais, Segurança da Informação e Preservação Digital na Área de Ciência da Informação.
No segundo, as disciplinas Sistema de Informação de Gestão Arquivística de Documentos (Sigad), Modelos de Representação da Informação e do Conhecimento, Métricas do Conhecimento, Produção de Conhecimento e Editoração Eletrônica, As Redes Sociais na Ciência da Informação. 

E o último módulo é dedicado às disciplinas de Metodologia da Pesquisa em Ciência da Informação e Trabalho de Conclusão de Curso.

Fonte: Jornal Agora

Google Brasil lança o primeiro programa de estágio

A filial do Google no Brasil anunciou na manhã de hoje (18) que vai abrir seu primeiro programa de estágio local.
A empresa oferece 24 vagas para estudantes de cursos das áreas de humanas e exatas com previsão de conclusão para dezembro de 2011, que tenham inglês fluente e disponibilidade para ficar 24 horas por semana no escritório de São Paulo.

Os estudantes devem atuar nos departamentos de vendas, marketing, novos negócios, estratégia, finanças, recursos humanos, engenharia e suporte a vendas.
Podem participar alunos de todo o Brasil. Não há bolsa extra para alunos de outras cidades. "A bolsa-auxílio deve permitir o deslocamento deles", afirma a diretora de recursos humanos da empresa, Monica Santos.
O valor da bolsa-auxílio não foi divulgado, nem os benefícios. Segundo Santos, os estagiários terão assistência médica, restaurante no local e geladeiras com lanches e bebidas à vontade.
Seleção
Os candidatos que tiverem currículos selecionados passarão por entrevista remota, via videoconferência, teste oral em inglês e entrevista presencial com as áreas de interesse. A previsão de início do estágio é 1/8.
A empresa ainda não tem detalhes sobre a continuação do programa de estágio em outros anos. "Dependemos dos resultados deste, mas a ideia é manter e expandir para outros países da América Latina", comenta a diretora de recursos humanos.

Google libera atualização para resolver falha de segurança no Android

Segundo estudo de universidade alemã, divulgado no início desta semana, 99% dos aparelhos com Android vazavam informações pessoais dos usuários.
O Google anunciou hoje que liberará uma atualização de segurança para todos os aparelhos que rodam o sistema operacional Android. Ela resolve uma falha de segurança denunciada por pesquisadores da Universidade de Ulm (Alemanha) no início desta semana e que permitia o vazamento de informações pessoais dos usuários.
O comunicado enviado pelo Google ao site ComputerWorld hoje dizia que "a empresa começará a implementar uma atualização que resolve uma falha potencial do Android que pode, em certas circunstâncias, permitir que terceiros acessem dados disponíveis em aplicativos de contatos e agenda. Essa atualização não requer nenhuma ação dos usuários e será implementada globalmente nos próximos dias".
De acordo com os pesquisadores, a falha ocorre no protocolo de autenticação das versões 2.3.3 (Gingerbread) e anteriores e permite acesso a informações armazenadas nos servidores do Google. A atualização do Gingerbread para a versão 2.3.4 resolve o problema, mas cerca de 99% dos usuários que não tiveram acesso à nova versão continuavam vulneráveis ao problema.
Com a atualização de segurança, os aparelhos continuarão com as versões que já utilizam do Android, mas, segundo o Google, o sistema não apresentará mais a falha de segurança encontrada pelos pesquisadores.

99% dos aparelhos com Android apresentavam a falha de segurança

Astrônomos descobrem “planetas solitários” no espaço

Corpos vagam pelo espaço sem a atração de estrelas

Crédito da imagem: Nasa/JPL-Caltech, R7

Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira (18) a descoberta de planetas que não são atraídos por uma estrela. Ao contrário dos planetas do Sistema Solar, que são guiados pelo Sol, esses novos corpos celestes viajam solitários pelo universo. A descoberta foi publicada hoje na revista Nature.
Em uma varredura do cosmos realizada por dois anos, foram encontrados dez planetas com aproximadamente a massa de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema. Eles estão a uma distância tão grande da estrela mais próxima que, segundo os astrônomos, pode-se dizer que alguns deles flutuam livres pela Via Láctea.
Mais de 500 desses tipos de planetas foram identificados desde 1995. Mas esses são os primeiros do tamanho de Júpiter que parecem desconectados das estrelas.

A descoberta indica que existem mais planetas solitários com a massa de Júpiter que ainda não podem ser vistos. A estimativa dos astrônomos é de que haja duas vezes mais desse tipo de planeta do que de estrelas.
Para David Bennet, pesquisador da Nasa, a pesquisa é como um censo populacional.
- Nós analisamos uma parte da galáxia e, a partir desses dados, podemos estimar o total da galáxia.
Os novos planetas foram descobertos a uma distância entre 10 e 500 unidades astronômicas (UA) de uma estrela. A UA é uma medida padrão, que compreende a distância entre a Terra e o Sol, de cerca de 150 milhões de quilômetros. Por comparação, Júpiter está a apenas 5 UA do Sol, enquanto Netuno, o planeta mais longínquo do nosso Sistema Solar, a 30.
O estudo foi coordenado por Takahiro Sumi, da Universidade de Osaka, no Japão, e contou com cientistas da Nasa e da Universidade de Notre Dame em South Bend, nos Estados Unidos.

Teoria dos planetas 

A teoria da fundação planetária diz que os planetas são aglomerados de poeira e gás atraídos por suas estrelas – eles são condenados a orbitar em volta delas até que a estrela queime todo o seu combustível.
O artigo sugere que esses planetas distantes se libertaram da atração gravitacional em uma fase muito precoce.
- Eles podem ter se formado em discos protoplanetários e, após isso, se dispersado no vazio ou em órbitas muito distantes.
O estudo foi escrito por duas equipes que usaram microlentes gravitacionais para analisar dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea em um período de dois anos. Segundo esta técnica, uma estrela mais próxima passa em frente à outra, distante. O brilho da estrela longínqua é amplificada.
Segundo disse o astrônomo alemão Joachim Wambsganss, em comentário publicado na Nature, as implicações da descoberta são profundas.
- Temos um primeiro olhar de uma nova população de objetos de massa planetária em nossa galáxia. Agora precisamos explorar suas propriedades, distribuição, estados dinâmicos e história.

 Fonte: Site R7

sábado, 14 de maio de 2011

Leituras Obrigatórias da UFRGS 2012: História do Cerco de Lisboa

Crédito da imagem: confinshistoria.blogspot.com


Por Mário Sérgio Leandro

Personagens do romance:

        Raimundo Benvindo Silva: É o revisor de texto e protagonista do romance; e o seu nome ficamos sabendo somente na p. 27. Raimundo tem uma vida pacata e tranqüila no seu ofício de revisor de texto da editora. Certo dia, ao realizar a revisão do livro da História do Cerco de Lisboa, é acometido de um ‘certo mal’ e interfere na ideia central da obra: a indecisão dos Cruzados em auxiliar ou não el-rei no cerco da capital portuguesa para expulsar os mouros. Eis que Raimundo insere um NÃO na dúvida e altera totalmente a ordem da história e a manda assim para a produção. O interessante é que depois do episódio o dia a dia de Raimundo torna-se mais vivo mais agitado, ainda mais quando conhece Maria Sara, nova chefe dos revisores, pois se renova um não sei o quê dentro de seu peito. Maria Sara percebe que com NÃO inserido na história abre-se um precedente para a escrita de uma nova versão do cerco e que somente Raimundo o pode escrever.

        O Historiador: É quem escreve o livro sobre a História do Cerco de Lisboa, ele e Raimundo são amigos e é na conversa de ambos que começamos a ler o próprio livro de Saramago. O motivo da conversa inicial é sobre a tecla deleatur e a sua função. No início do romance, temos uma conversa  que vai do específico para o geral; pois tudo isso se origina a princípio da função dessa tecla. De uma certa maneira, esse exercício que Saramago realiza já nas primeiras páginas do romance segue até o fim do livro.

        O Costa: É o responsável de receber as cópias revisadas dos revisores e encaminha-las à produção. Depois da alteração feita por Raimundo, ele fica um pouco ríspido com esse. Raimundo fica realmente muito triste e envergonhado por passar para trás uma pessoa como o Costa.

        Maria Sara: É a profissional contratada para ser a chefe dos revisores depois do episódio da alteração de Raimundo. Quando Raimundo é chamado depois de “Treze longos dias” à editora para dar explicações sobre o ocorrido, ela está na sala junto ao diretor literário e ao diretor de produção; mas ela não é apresentada a Raimundo, o que deixa o revisor de texto muito inquieto.

        O Diretor Literário: É que recebe Raimundo e o chama à responsabilidade de responder pela alteração feita na obra. O diretor literário chega a afirmar que a alteração realizada pelo revisor não foi um erro; e sim, um procedimento deliberado, pois o NÃO escrito não tinha a forma de uma emenda, mas era muito parecido com a escrita do texto original.

        Senhora Maria (a mulher-a-dias): É a empregada doméstica quem faz a limpeza na casa de Raimundo. Quando Maria Sara passa a noite com Raimundo e ela vai ao quarto fazer a limpeza e sente o perfume de Maria Sara e também vê a casa arrumada, desconfia de que Raimundo esteja se relacionando com alguém.

       


Os personagens da obra História do Cerco de Lisboa.

        O Almuadem: Mouro, cego, o qual, todos os dias, chama o povo islâmico da cidade sitiada à oração, parece ser um guia espiritual; mas em nenhum momento Saramago ou mesmo Raimundo Silva o distinguem desse modo.
        El-rei Dom Afonso Henriques: É quem lidera os soldados católicos rumo ao cerco de Lisboa. Tenta implementar o cerco à cidade o quanto antes, pois têm problemas de ‘caixa’ para pagar um novo soldo dos soldados que lhe vence em dois meses.

        Mem Ramires: É um dos capitães dos soldados do cerco. Entre eles, havia muitos capitães estrangeiros: bretões, franceses, germânicos. Entre os soldados portugueses, no fim do romance, há um princípio de motim, pois os soldados portugueses querem a divisão e o pagamento do saque em partes iguais, pois morreram da mesma morte que os capitães estrangeiros e lutaram pela mesma vitória.

        Mogueime: É um dos soldados que lutam no cerco de Lisboa. Raimundo Silva identifica-se muito com essa personagem e, às vezes, coloca os seus próprios sentimentos na pele de Mogueime. Tive essa sensação quando Mogueime fala de sua paixão por Ouroana: parece não ser Mogueime que está a falar, e sim, Raimundo a falar de Maria Sara. Mogueime, no motim citado acima, fica sendo o escolhido entre os soldados para representá-los na discussão da divisão do saque à cidade, pois é mais bem esclarecido com as letras e a fala; o que surpreende, de certa forma, el-rei. Mogueime ganha fama e autoridade porque, na tomada da cidade de Santarém, seu corpo serve de escada para que os soldados subam ao adarve onde estão os mouros, tanto que ele conta essa história aos soldados mais novos no próprio livro.

        Frei Rogeiro: Faz às vezes de interlocutor e intérprete nas discussões entre os mouros e el-rei. Representa a Igreja.

A obra


        Ler Saramago é atentar para os detalhes do cotidiano os quais passam despercebidos na correria de uma vida urbana do nosso medíocre dia a dia. O início do livro história do cerco de Lisboa começa bem ao estilo de José Saramago. Surpreendentemente. A trama começa com a discussão entre o revisor de texto e o historiador sobre a edição do livro e sobre a função da tecla deleatur; demonstrando a genialidade do autor e nos mostrando o nascedouro de um texto e do livro: a tipografia; os bastidores da edição e revisão textual. A discussão começa bem divertida até porque tanto revisor como historiador, a partir da função da tecla deleatur, vão a fazer discussões filosóficas, num ir e vir sobre a vida de ambos. Isso tudo acontece num tipo de preâmbulo da obra, pois a obra de Saramago não possui as divisões clássicas: introdução, capítulo I, índice, etc. Não espere uma obra normal – não de José Saramago, mas é aí que surge um dado importantíssimo o qual irá desenrolar-se durante todo o resto da obra: a influência das “emendas” realizadas no texto pelo revisor; e de todo o conhecimento e suporte que requer o exercício dessa profissão. A discussão é bem interessante e o leitor deve lê-la como se essa fosse uma apresentação que o autor faz ao seu leitor, pois Saramago coloca-se assim no texto, não apenas como mero narrador isento; não, mas como uma pessoa a qual traz toda a cotidianidade dos detalhes de nossas vidas para um texto sério e adulto; porém não menos divertido, leve e também responsável do ponto de vista da leitura. Então, precisamente, essa é a introdução da obra: a discussão a respeito da função da tecla deleatur e suas implicações de uso – não somente no texto –, mas também na vida das pessoas, inclusive de revisores e historiadores e as emendas que são feitas no próprio texto.

        Para quem ainda não leu nenhuma obra desse grande escritor português, talvez venha a surpreender-se com a forma do texto: ele não usa muito o ponto final para encerrar as frases; e os diálogos não são demarcados de forma clássica: “A senhora precisa de mais alguma coisa?” “Não, muito obrigada”. Esqueça esse formalismo; isso faz parte do autor, é uma característica dele. Pois bem, o nome do nosso revisor de texto, o qual somente vamos saber algumas páginas bem adiante (p. 27), chama-se Raimundo Benvindo Silva, e ele tem o livro História do Cerco a Lisboa para formatá-lo e entregar ao Costa, chefe da produção da editora para qual Raimundo trabalha e assim como:

“Aristóteles dissera que as moscas possuem apenas quatro patas (apesar de as crianças comprovarem que as moscas possuem seis), o revisor não lerá todo o livro para entregá-lo na manhã seguinte, pois o sacrifício não o apetece e foi tomado pela antipatia pela obra e pelo autor”, p. 38.

Outro aspecto interessante que merece ser apontado é a análise de Raimundo sobre de como se produz a história:
“Machado, crédulo, copiou sem conferir o que haviam escrito Frei Bernardo de Brito e Frei António Brandão, é assim que se arranjam os equívocos históricos, Fulano diz que Beltrano disse que de Cicrano ouviu, e com três autoridades dessas se faz uma história”, p.39.

Talvez tenha sido essa situação que tivesse mexido com Raimundo desde o começo da revisão e daí a sua antipatia pela obra e pelo autor. Os cruzados analisam a situação do cerco à cidade e se ajudam ou não no combate aos mouros; o texto diz que os cruzados sentiram-se diminuídos em ter de lutar no território português, pois foram treinados e se prepararam para defender e resgatar a Terra Santa e aquilo, de certa forma, era uma humilhação e aí temos também uma característica da narrativa: Saramago nos conta um pouco da História do Cerco de Lisboa e do impasse dos Cruzados no auxílio à cidade; conta-nos também sobre os acontecimentos da vida de Raimundo. Então, temos um vai e vem no texto em que o leitor precisa ficar atento a esses detalhes, pois assim é muito fácil perder-se na narrativa.

Aqui temos um fato interessante: depois da conversa com o autor da obra, Raimundo é tomado por um sentimento de repulsa pela obra e pelo o autor, mas ele continua a ler o livro e é aí que acontece algo bem diferente: Raimundo faz uma emenda a qual dará ao livro um desfecho completamente diferente daquele que seu autor projetou à obra. Raimundo coloca um NÃO na sentença: “e os cruzados decidiram que os portugueses NÃO terão a sua ajuda”. O que não estava escrito e ele o faz deliberadamente. Saramago, para deixar o episódio mais divertido, compara a situação de Raimundo e o seu conflito em emendar ou não o trecho do livro com um outro clássico da literatura universal: Dr. Jekylll e Mr. Hyde, o médico e o monstro. E a partir daí parece que o cerco à cidade começa a fazer parte da realidade de Raimundo, pois após a entrega da cópia ao Costa, segue-se uma verdadeira recontagem da história. O revisor de texto, ao ter consciência da alteração feita, não permanece em casa no dia seguinte após a entrega da cópia revisada, vai à Leiteria A Graciosa, faz um lanche e procura não ficar em casa para não ter de atender a qualquer telefonema e presenciar uma possível visita do Costa.

Crédito da imagem: ciadasletras.com

Nisso, dá-se uma fuga em direção aos muros que cercam a cidade e, ao passar pelas ruas e perceber a fisionomia das casas, é trazida às lembranças de Raimundo os fatos lidos no livro História do Cerco de Lisboa. Ao fugir de casa, sente-se como um Cruzado em não querer ajudar a cidade, pois se encontra fora dos muros da cidade. Nesse passeio, Raimundo vê o quanto fora “cego” (como o almuadem, cego, que chama os mouros às orações no alvorecer de cada manhã) de não conhecer a sua própria cidade, pois a conhecia somente dos livros, mas de que o adianta: se não a vive, se não a tem nas mãos, nos olhos, e poder dizê-la: minha cidade. Na sua caminhada, encontra uma cigana pedinte e os olhos dela mostram a Raimundo que o cerco ainda não acabara; não o cerco à cidade, mas o cerco da pobreza e discriminação que ainda existem. Não só em Lisboa, mas em todos os lugares sob a égide do capitalismo. Outro aspecto interessante: como os cegos têm participação na obra de Saramago: o almuadem cego, a Rua dos Cegos, os três fantasmas cegos (o que foi, o que esteve para ser e o que poderia ter sido); apesar de Ensaio sobre Cegueira não ser também uma leitura obrigatória, podemos ver aqui um possível indício de uma questão envolvendo a temática da cegueira ou a acessibilidade. Ainda com o passeio, ao longe, Raimundo vê a localização de sua casa e não sabe se no passado distante a sua casa fora sitiada ou sitiante, demonstrando a profunda relação do revisor de texto com a História do cerco de Lisboa.

Passados 13 dias depois da entrega das cópias, Raimundo é chamado à editora para explicar-se sobre o ocorrido: como um revisor tão dedicado, tão sério, tão responsável, foi capaz de fazer tamanha desonra à editora? E quanto à errata que a editora teria de fazer: “onde se lê não, não se leia não, leia-se sim”. Todo esse tempo de trabalho, a confiança, como pode? Apesar disso, Raimundo não é demitido, possibilidade que, até o meio da conversa com o diretor literário, era o mais evidente desfecho. Na reunião, ele fica sabendo que todos os revisores de textos terão como chefe a Sra. Maria Sara, a qual fica à parte da discussão entre Raimundo e o diretor literário e o diretor de produção. Ela manifesta-se somente quando ambos citam a conversa entre Raimundo e o historiador sobre a função da tecla deleatur, a qual ela havia desconhecer. Raimundo escreve uma carta de desculpas para o autor do livro, fica incomodado com a presença de Maria Sara, a qual somente será apresentada ao Sr. Raimundo mais tarde como tal, num telefonema ao mesmo. Recebe a ligação da editora e Maria Sara o chama para uma reunião, Raimundo fica agitadíssimo, passa tintura nos cabelos, em que Saramago diz que “a Estética é rainha, rei e presidente”, fazendo alusão a uma característica pós-moderna: o parecer ser.

No encontro com Maria Sara, Saramago para a narrativa para analisar os movimentos e trejeitos de ambos, em que Raimundo recebe da chefa dos revisores, um livro sem a errata, alegando que Raimundo, quando fizeram a emenda que dera um contexto completamente diferente daquele que o autor pensara ao livro, escrevera outra história, também era um autor. Raimundo recebe-o como sinal de troça (ridicularização) da chefa para com ele; dizendo a ela que era revisor, que não era autor, que não o chamasse ali para isso, fica perturbado novamente. Depois disso, Raimundo sente-se como um estranho dentro da própria casa, é preciso andar pelos cômodos da casa até reconhecer-se como antes. Analisa o único exemplar sem a errata e sintetiza: “um livro só tem um dono; um dono que não pode querer a mais ninguém”. Raimundo reflete sobre os acontecimentos e é tomado de uma energia revigorante diante da contemplação da cidade a partir da janela do seu escritório num dia de chuva. Saramago faz uma contagem do tempo, mas não esse tempo ordinário: dias, semanas, meses... Faz uma aproximação de quanto temos ficamos à janela a contemplar o dia, o rio, o céu, essas coisas mais simplesmente humanas a que não fazemos mais.

Raimundo decide escrever um livro, uma nova versão da História do Cerco de Lisboa, e isso talvez seja o que tinha em mente Maria Sara ao dar-lhe um exemplar do livro sem a errata, como uma forma de estímulo, pois a emenda NÃO não foi apenas uma emenda, mas o seu sentido dá vazão a uma nova análise e possível reescrita do episódio, pois há muitos itens que não estão muito claros na obra primeira. E Saramago faz essa análise e isso dá subsídios para Raimundo realizar a empresa. Raimundo sente uma vontade enorme de sair à rua, procurando indícios que possam lhe fornecer para a escrita da nova versão. Tem dificuldades de iniciá-la e a partir do NÃO começa a relacionar os pormenores do fato histórico.

Creio que Raimundo apaixona-se por Maria Sara, mas esse sentimento é algo que ele não compreende que o seja; e ela não acredita que o possa existir, até o episódio do toque na rosa branca. Maria Sara fica tocada com o gesto de Raimundo na rosa branca. Depois disso, fica Raimundo, a saber, que a senhora Maria Sara está doente, fica um tanto nervoso e sem jeito de solicitar o número do telefone à telefonista da editora, mas acaba pedindo e decide ligar de casa; mas não liga. Ao chegar em casa, fica adiando o momento em que deveria ter ligado, mas novamente não liga. A senhora Maria mulher-a-dias deixa um recado para que ele retorne a ligação no número anotado: é o mesmo número que tem no bolso – o de Maria Sara. Ele liga; os dois conversam e daí em diante começam a ter um relacionamento que vai crescendo junto com a nova versão da História do Cerco de Lisboa. Em algumas partes da nova versão, vemos algumas semelhanças no desenvolver da trama e no desenvolvimento da relação de Raimundo e Sara, quando do exemplo de que não sabe se Ouroana irá querer ficar com Mogueime, pois Mogueime é somente um soldado e não chegará a capitão, mas Maria Sara percebe que ele não está a falar de Ouroana, mas sim dela mesma em relação ao seu novo relacionamento. Aqui Saramago faz uma crítica ao machismo na fala de Maria Sara.

Ambas as histórias vão se desenvolvendo, a cidade é retomada, e assim termina a obra:

        “São três horas da madrugada. Raimundo pousa a esferográfica, levanta-se devagar, ajudando-se com as palmas das mãos assentes sobre a mesa, como se de repente lhe tivessem caído em cima todos os anos que tem para viver. Entra no quarto, que uma luz fraca apenas ilumina, e despe-se cautelosamente, evitando fazer ruído, mas desejando no fundo que Maria Sara acorde, para nada, só para dizer-lhe que a história chegou ao fim, e ela, que afinal não dormia, pergunta-lhe, Acabaste, e ele respondeu, Sim, acabei, Queres dizer-me como termina, Com a morte do almuadem. E Mogueime, e Ouroana, que foi que lhes aconteceu, Na minha ideia, Ouroana vai voltar para Galiza, e Mogueime irá com ela, e antes de partirem acharão em Lisboa um cão escondido, que os acompanhará na viagem, Por que pensas que eles se devem ir embora, Não sei, pela lógica deveriam ficar, Deixa lá, ficamos nós. A cabeça de Maria Sara descansa no ombro de Raimundo, com a mão esquerda ele acaricia-lhe o cabelo e a face. Não adormeceram logo. Sob o alpendre da varanda respirava uma sombra” p. 319.


Crédito da imagem: professortinoco.blogspot.com
A leitura desse texto não substitui a leitura integral do livro. A próxima resenha a ser publicada aqui será Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

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Boa Leitura e Abraços


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