Ocorreu um erro neste gadget

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Roteiro da Peça de Teatro Turma 72 "A Escrava Isaura" - Mostra Consciência Negra - Profª. Camila


Fonte da imagem: livrosgratis.net

Narradora: Isaura era filha de uma mulata clara com o antigo feitor da fazenda de escravos, um português.
O comendador, pai do senhor Leôncio, tentou de inúmeras maneiras seduzir a mãe de Isaura. Mas ela resistiu.
O comendador então a entregou a Miguel, para que ele a colocasse no trabalho da roça. Porém ela e Miguel se apaixonaram e Isaura nasceu na senzala.
O comendador ao descobrir a façanha, expulsou Miguel e tratou a escrava mão da Isaura tão mal que a matou.

-Isaura entra em cena e senta no chão. Em seguida Malvina entra em cena.

Malvina: Por que está tão triste Isaura?

Isaura (com voz triste): Lembrei de minha mãe, que não conheci...

Malvina: Hão de pensar que a maltratamos, que é vítima de senhores cruéis.

Isaura: Mas eu não sou mais do que nenhuma outra escrava, senhora Malvina.

Malvina: Falarei com Leôncio, cumpriremos a vontade de minha finada sogra, você será alforriada. Não chore.

Malvina sai de cena. Entra a narradora. Isaura continua sentada.

Narradora: Enquanto isso, Leôncio contava para seu cunhado Henrique (irmão de Malvina) sobre a mais bela escrava que já tivera conhecido: Isaura.

A narradora sai de cena e entram Henrique e Leôncio (Isaura continua sentada.

Henrique: Hum.. então essa é a escrava, mas linda desse jeito, não há ninguém que queira pagar sua alforria?

Leôncio: Colocamos um preço tão exorbitante nela, que acho que não corro esse risco.

Malvina, de trás das coxias grita: Leôncio, meu amor, precisamos conversar!- Leôncio sai de cena. Henrique pega nas mãos de Isaura e a levanta.

Henrique: Mulatinha... você não faz idéia do quanto é feiticeira.
Você é muito linda para ser escrava, posso te comprar sabia?

Isaura: Oh, senhor?!

Henrique: Teria jóias, sedas, escravos... só um beijo.

Isaura: Deixe-me em paz!

Leôncio, disfarçadamente, entra em cena.

Isaura: Pare! Oh, já não basta o senhor Leôncio!
Henrique: O quê? Também Leôncio? Que infâmia!

Leôncio: Bravo, muito bem senhor meu cunhado.

Henrique: Canalha! Pobre de minha irmã Malvina! Não conhece o marido que tem!


Leôncio: O quê está insinuando, rapaz?

Henrique: Malvina saberá de tudo!

Henrique sai de cena.

Leôncio (apontado para Isaura com raiva): Disse alguma coisa a ele?

Isaura: Eu?! Não... nada que pudesse ofender o senhor...

Leôncio: Tenho tido paciência com a sua repulsa, mas não se atreva a revelar o que se passa aqui!

Leôncio sai de cena. Isaura começa a chorar. Após um tempo, Leôncio volta ao palco.

Leôncio: Desculpe-me se te magoei...

Leôncio abraça Isaura. Malvina entra em cena e vê Leôncio e Isaura se abraçando.

Malvina: Agora acredito no que meu irmão me contou. Leôncio, seu cafajeste! Hoje mesmo abandono essa casa!

Isaura: Senhora Malvina, me desculpe, eu não...

Malvina se dirige para as coxias, mas antes de entrar diz:

Malvina: Vou imediatamente fazer minhas malas. Não fico nem mais um segundo nessa casa!

Henrique e Malvina saem de cena. Imediatamente Isaura sai correndo para as coxias. Leôncio coloca as mãos sobre o rosto e o balança negativamente, sussurrando alguma coisa.
Ouve-se um grito de trás das coxias.

Carteiro: Carta para o senhor Leôncio!

Leôncio pega a carta e a tira do envelope. Em seguida, conforme lê a carta, vai ficando triste. Isaura e Miguel entram em cena de braços dados.

Miguel: ó de casa... dá licença?

Leôncio: O que você quer aqui?

Miguel: Vim pagar a alforria de minha filha Isaura. Aqui estão os dez mil réis.

Leôncio começa a rir.

Leôncio: Está vendo essa carta?


Leôncio mostra o envelope vazio da carta para Miguel e Isaura.

Leôncio: Ela veio me comunicando que meu pai morreu de congestão cerebral, há dois dias e eu, como o único herdeiro, sou agora o dono dessa fazenda e, também, sou proprietário de tudo que nela está. Isso inclui os escravos.
Por tanto, eu declaro que Isaura não está mais a venda.

Miguel: Mas isto não é justo. Eu tenho o dinheiro e...

Leôncio: Calado! Isaura é minha propriedade. E, a partir de hoje, ela vai trabalhar no estábulo com as outras escravas, onde é seu devido lugar.

Isaura: Senhor Leôncio, não...

Leôncio, sem dar a menor bola para Isaura, continua:

Leôncio: Agora Miguel, peço que se retire de minha fazenda, se não tirei que retirá-lo a força.

Miguel sai de cena. Isaura começa a chorar.

Leôncio: Agora Isaura vou te mostrar o caminho para o estábulo.

Os dois saem de cena e entra a narradora.

Narradora: Gente, é importante lembrar que na obra original de Bernardo Guimarães Isaura tem um final feliz. Porém, nós optamos por darmos à trama um final trágico, onde ela termina como escrava. Também gostaríamos de agradecer por terem assistido o teatro da turma 72.

Todos entram no palco, se dão as mãos e fazem a reverência para o público.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Feliz Aniversário, Mário...



Quando chega o meu aniversário, eu sempre lembro desse episódio...

A vida não é nada se não temos ao nosso lado as pessoas que nós amamos e realmente são importantes para nós.

Agradeço aos meus Amigos, minha Família, meu pais, irmãs e a minha Querida e Amada esposa Camila.

Essa comemoração também é de vocês...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Literatura: Dicionário Luís de Camões sai na segunda quinzena de novembro

Lisboa, 25 out (Lusa) -- O Dicionário Luís de Camões, o primeiro dedicado à vida e obra do poeta, elaborado por especialistas nacionais e estrangeiros sob coordenação de Vítor Aguiar e Silva, chega às livrarias na segunda quinzena de novembro numa edição da Caminho.

A obra, que resulta de uma maratona editorial de cinco anos, envolveu 69 colaboradores de várias nacionalidades e reúne cerca de 200 artigos sobre aquele que é considerado "o poeta da nacionalidade", pelo facto de ter escrito a epopeia moderna "Os Lusíadas".

"Para nós portugueses, Camões cria a única mitologia cultural digna desse nome ainda viva e, apesar das aparências, mais viva do que nunca como texto profético da nossa perenidade sempre em instância do naufrágio", escreveu o pensador Eduardo Lourenço num ensaio sobre o dicionário publicado na revista Ler de outubro.

Leitores de livros digitais em franca expansão nos EUA

O leitor de livros digitais mais popular do mercado é o Kindle (Rui Gaudêncio)


Em 2010, as vendas de conteúdos para dispositivos electrónicos já haviam alcançado nos EUA 10% do total do mercado editorial. Em 2011 essa cifra ascende já aos 15%.

Estes números são avançados pela associação Book Industry Study Group (BISG), que agrupa diferentes sectores desta indústria nos EUA e cujo director-executivo, Len Vlahos, participa hoje, em Madrid, nas Jornadas Técnicas da ANELE (Associação Nacional de Editores de Livros e Material de Ensino) para analisar novas formas de leitura.

“Estamos muito impressionados pela velocidade destas transformações”, indicou Vlahos ao “El País”.

Todas as profecias, mesmo as mais optimistas, foram já superadas com o enorme fascínio que aparelhos como o Kindle (da Amazon) - o mais popular e-reader do mercado -, o Nook (da cadeia de livrarias Barnes and Noble) e o Kobo (da cadeia Borders) causam nos utilizadores.

Inicialmente pensava-se que os leitores mais ávidos, aqueles que lêem um livro por semana, não se deixariam convencer por esta modalidade de leitura. Nada mais errado. De acordo com este estudo recente da BISG, 25% (um quarto) destes leitores já se mudaram para a plataforma digital e “75% destes têm uma opinião muito favorável”, assegura Vlahos.

Mas há outros dados interessantes a reter deste estudo da BISG: nos EUA o leitor médio de livros em formato digital é uma mulher entre os 30 e os 44 anos que vive num bairro residencial. O seu dispositivo favorito é o Kindle (53%), seguido do Nook (15%).

Paralelamente - ainda de acordo com o mesmo estudo -, os géneros mais consumidos são as novidades de ficção, as novelas românticas, a ficção científica e, genericamente, os livros catalogados como “best-sellers”.

“Qualquer novela de Stephen King ou de John Grisham está acima da média de downloads. Entre os 30% e os 50%”, explicou Vlahos.

Percebe-se hoje que os livros académicos ainda não penetraram em força neste mercado. Talvez porque muitos professores universitários ainda olhem com desconfiança para este tipo de suportes digitais.

As previsões de futuro para este mercado são também animadoras: na última feira de Frankfurt as previsões mais conservadoras apontavam para que, em 2020, 50% do mercado mundial do livro será digital.
 
Fonte: Público

Porto Digital foca no crescimento e oferece capacitações

O crescimento exacerbado da tecnologia da informação (TI) gera uma demanda muito grande. Independentemente de eventos como Copa do Mundo, Olimpíadas, o Porto Digital já está de olho no público da área de informática. Junto com seis universidades, a Santa Maria, Faculdade Boa Viagem (FBV), Universidade de Pernambuco (UPE), Maurício de Nassau, Joaquim Nabuco e Faculdade Marista o parque tecnológico lançou um programa de capacitação que irá beneficiar  mais de cinco mil pessoas no estado.

De acordo com o diretor--presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, outras instituições de ensino também farão parte da iniciativa no futuro. “Em um primeiro momento, serão essas”, conta. Para Saboya o foco deverá ser nas plataformas móveis como smartphones e tablets. “Queremos desenvolver aplicativos para Symbian (Nokia), iOS (Apple) e Android (Google). Vamos capacitar tanto os alunos das universidades quanto profissionais formados”, explica. Para qualquer curso ofertado será feita uma avaliação para nivelar os candidatos.

Os parceiros nessa empreitada do Porto são Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e o Centro de Excelência em Tecnologia de Software do Recife (SoftexRecife). Os recursos destinados aos cursos são do o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e Sebrae.

O Porto Digital possui 38 projetos, com investimentos em torno de R$ 70 milhões. Mais de 50% dos recursos serão destinados a projetos de fortalecimento da competitividade das empresas, o que passa pela qualificação. A meta até 2020 é chegar com 20 mil colaboradores.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Gaddafi é capturado e morto; causa da morte e localização de seu corpo ainda são controversas

Ex-ditador líbio Gaddafifoi capturado e morto nesta quinta-feira, aos 69 anos

O ex-líder líbio Muammar Gaddafi morreu nesta quinta-feira depois de ser ferido na batalha que levou as forças do novo governo do país a capturarem a cidade-natal dele, Sirte, segundo o Conselho Nacional de Transição (CNT). O vice-presidente do governo provisório confirmou a morte do ditador e anunciou a liberação completa da Líbia para o prazo de “algumas horas”.

Autoridades do CNT disseram que o corpo dele estava sendo levado para local secreto por razões de segurança – segundo a TV Al Arabiya, o corpo já havia chegado à cidade de Misrata e estava em um centro comercial no bairro de Souq Tawansa. Já a TV árabe Al Jazeera informa que ele já foi colocado em uma mesquita, também em Misrata.

Uma foto que supostamente seria de Gaddafi ferido estava sendo exibida por emissoras de vários países e, segundo uma autoridade militar do governo provisório, era verdadeira. O filho caçula dele, Mo’tassim, foi capturado vivo em Sirte, de acordo com a Al Jazeera. Testemunhas ouvidas pela agência inglesa de notícias Reuters disseram tê-lo visto em uma cama, coberto de sangue, mas vivo; o outro filho, Saif al-Islam, estaria em um comboio deixando Sirte.
Gaddafi morreu logo depois de ser capturado, vítima dos ferimentos que sofreu no combate, oito meses após o início da rebelião que acabou com seu regime.

A morte dele é o mais dramático acontecimento individual da chamada Primavera Árabe, a onda de rebeliões que também derrubou os governos da Tunísia e do Egito, e que ameaça os regimes da Síria e do Iêmen.

-Ele também foi ferido na cabeça-, disse à Reuters Abdel Majid Mlegta, funcionário do CNT (governo provisório). “Havia um forte tiroteio contra o seu grupo e ele morreu.”
Mlegta havia dito anteriormente que Gaddafi havia sido capturado com ferimentos em ambas as pernas na madrugada desta quinta-feira, quando tentava fugir em um comboio que foi atacado por aviões da Otan. Acrescentou que o ex-dirigente havia sido retirado de ambulância.

Não houve confirmação independente dessas versões.
Um combatente do novo governo disse que Gaddafi, de 69 anos, foi achado em um buraco no chão, e disse “Não atirem, não atirem” aos homens que o agarraram.

A captura dele ocorreu poucos minutos depois da queda de Sirte, que era o último reduto significativo de resistência das forças gaddafistas. Agora, o CNT poderá iniciar a tarefa de instaurar um regime democrático, conforme os novos líderes haviam prometido fazer assim que tivessem o controle de todo o território líbio.
Gaddafi tinha contra si um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, pela acusação de ordenar a morte de civis. Ele foi derrubado em 23 de agosto, após 42 anos de governo autoritário no país petrolífero do norte da África.

Combatentes do CNT hastearam a bandeira vermelha, verde e preta da nova Líbia sobre um grande edifício em um bairro recém-conquistado de Sirte, e vários soldados davam tiros para o alto, celebrando o fato num clima de alívio e euforia.
Centenas de soldados do CNT sitiavam havia várias semanas a cidade costeira, numa caótica luta que resultou em muitos mortos de ambas as partes.

Combatentes do CNT disseram que havia muitos cadáveres dentro dos últimos redutos gaddafistas, mas não foi possível verificar isso de forma independente.

Tomada de Sirte

- Sirte foi liberada. Não há mais forças de Gaddafi-, disse o coronel Yunus al Abdali, chefe de operações na parte leste da cidade, antes da captura de Gaddafi. “Agora estamos perseguindo seus combatentes que estão tentando fugir.”

Na madrugada, a Reuters viu veículos do CNT entrando no Bairro Dois, última parte de Sirte sob controle dos gaddafistas, e também outros veículos partindo em alta velocidade para o oeste. Dois prisioneiros gaddafistas, com aspecto deprimido, foram obrigados a desfilarem por uma rua, escoltados por dois combatentes do CNT.

Era possível escutar disparos vindos da zona oeste da cidade.
Centenas de soldados do CNT passaram semanas sitiando a cidade mediterrânea, numa caótica luta que deixou muitos mortos e feridos de ambos os lados.

As forças do CNT disseram haver um grande número de cadáveres dentro dos últimos redutos da resistência, mas não foi possível verificar imediatamente essa afirmação.

Milhares de civis já haviam fugido de Sirte, que agora está praticamente em ruínas devido à chuva de foguetes, tiros e balas de canhão que a atingiu nas últimas semanas.
Na época de Gaddafi, a cidade tinha cerca de 75 mil habitantes e havia se tornado uma espécie de segunda capital da Líbia, recebendo frequentes eventos internacionais.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sociólogo norte-americano antecipa que ‘o capitalismo chegou ao fim da linha’

Aos 81 anos, o sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema. Mas – e aqui começam as provocações – o que surgirá em seu lugar pode ser melhor (mais igualitário e democrático) ou pior (mais polarizado e explorador) do que temos hoje em dia.

Estamos, pensa este professor da Universidade de Yale e personagem assíduo dos Fóruns Sociais Mundiais, em meio a uma bifurcação, um momento histórico único nos últimos 500 anos. Ao contrário do que pensava Karl Marx, o sistema não sucumbirá num ato heróico. Desabará sobre suas próprias contradições. Mas atenção: diferentemente de certos críticos do filósofo alemão, Wallerstein não está sugerindo que as ações humanas são irrelevantes.

Ao contrário: para ele, vivemos o momento preciso em que as ações coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o destino comum da humanidade e do planeta. Ou seja, nossas escolhas realmente importam. “Quando o sistema está estável, é relativamente determinista. Mas, quando passa por crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante.”

É no emblemático 1968, referência e inspiração de tantas iniciativas contemporâneas, que Wallerstein situa o início da bifurcação. Lá teria se quebrado “a ilusão liberal que governava o sistema-mundo”. Abertura de um período em que o sistema hegemônico começa a declinar e o futuro abre-se a rumos muito distintos, as revoltas daquele ano seriam, na opinião do sociólogo, o fato mais potente do século passado – superiores, por exemplo, à revolução soviética de 1917 ou a 1945, quando os EUA emergiram com grande poder mundial.

As declarações foram colhidas no dia 4 de outubro pela jornalista Sophie Shevardnadze, que conduz o programa Interview na emissora de televisão russa RT. A transcrição e a tradução para o português são iniciativas do sítio Outras Palavras, 15-10-2011.

Leia mais em: Correio do Brasil

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O bibliotecário como um agente cultural


Foto: Patrick Chivanski
Débora Jardim foi palestrante da 16ª Semana de Biblioteconomia da Furg




A 16ª Semana Acadêmica de Biblioteconomia da Furg, que vai até 21 de outubro, teve como palestrante Débora Jardim, que faz parte da rede de escolas da Ulbra. A bibliotecária aproveitou o momento para falar sobre o papel deste profissional como agente cultural e também orientou oficina, de quatro horas, sobre a "Hora do Conto", ou como Débora define "Brincação de Histórias", pois a interação do público é somente após a leitura e sim durante todo o período em que se conta uma história.

Débora tem 10 livros escritos. Dois editados e um no prelo. "Meu amigo é diferente" e "Os estranhos amigos de estimação de Malú" já estão à venda. "As cores e os olhos de Chico" ainda está no prelo. Segundo Débora, todos os livros são infantis e falam sobre as diferenças. "A nossa intenção é mostrar que o bibliotecário pode atuar em diversos campos", ressalta.

Para ela, as novas tecnologias não interferem na profissão. Na verdade, o bibliotecário deve manusear as novas tecnologias. "Não interessa se vai usar a informação digital, o tablet, o computador. O importante é que a pessoa leia", ensina Débora. Quem estiver interessado em conhecer o trabalho de Débora Jardim, pode acessar o blog www.meuamigoediferente.blogspot.com. Para mais informações, o e-mail é djjardim@gmail.com.

Por Anete Poll
anete@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora

Associação dos Deficientes Físicos pede mais acessibilidade no comércio

Deficientes Físicos pedem mais acessibilidade
(foto: assessoria)

Francisco Beltrão - Um acidente de moto, em 2004, deixou Nelson Suanazzi paraplégico. Hoje ele se locomove numa cadeira de rodas, condição que lhe é um empecilho na realização de atividades cotidianas, como comprar alguma coisa em uma loja, já tendo recebido propostas para ser atendido na calçada. Segundo ele, tais dificuldades nos estabelecimentos comerciais se dão em virtude do não cumprimento da NBR 9050 da Agência Brasileira de Normas Técnicas, que estipula as medidas e ângulos de rampas e locais necessários para locomoção e deslocamento de cadeirantes e portadores de outros tipos de deficiência física.

Na manhã da última terça-feira, Nelson, que também preside a Associação dos Deficientes Físicos de Francisco Beltrão (ADFB), participou da reunião semanal da Associação Empresarial (Acefb), buscando conversas para amenizar tais dificuldades. “Nosso objetivo é que vocês olhem de maneira mais carinhosa para a acessibilidade”, disse Nelson durante a reunião com empresários. “Desde 1970 fazem leis para incluir as pessoas com deficiência e com o passar dos anos elas são aperfeiçoadas, mas não passam de leis, que dificilmente saem do papel”, completou.

Nos últimos meses a ADFB tem buscado colocar a inclusão na pauta dos debates da sociedade, seja levando o prefeito para andar numa cadeira de rodas e vendando vereadores ou com debates acerca da necessidade de adequações dos espaços. De acordo com a ADFB existem cerca de dois mil cadeirantes no município, número que parece alto em virtude de poucos serem vistos em espaços públicos, segundo Nelson, justamente pela falta de acessibilidade dos mesmos.

Durante a reunião, Nelson deixou claro o objetivo com que vinha trazer à tona tal necessidade da classe que representa: “o que nós queremos com a Acefb é uma parceria, pois se fossemos cumprir o rigor da lei teria estabelecimentos que fechariam as portas, mas precisamos conversar e ver uma maneira de resolver isso, que não é uma questão cultural nem política, mas de consciência de cada um”.
 
A reunião resultou em um novo encontro para debater melhor o tema juntamente com o Núcleo de Design, Decoração e Arquitetura, mantido pela Acefb, e os associados da ADFB. A proposta veio após a colocação do vice-presidente da Acefb e coordenador da reunião, Alexandre Pécoits, que afirmou ser esta uma maneira de buscar equalizar as dificuldades encontradas pelos deficientes físicos no município. “A ideia é fazer com que quem constrói esteja sabendo o que é preciso, pois, muitas vezes, as falhas se dão por falta de conhecimento, por isso não adianta pensar somente na decoração e no design do estabelecimento se não contemplar a facilidade de locomoção”, disse Pécoits.

A reunião da Acefb também teve na pauta a apresentação do Circuito Sesc de Corrida e Caminhada de Rua, evento que acontece no próximo dia 30 e está com inscrições abertas pelo (www.sescpr.com.br) ou nas unidades do Sesc. Os empresários também conheceram as linhas de crédito do Sicredi, apresentadas pelo gerente de Pessoa Jurídica, Tiago Risso, e nas próximas reuniões outras instituições financeiras estarão apresentando suas linhas.

Fonte: AQUI Sudoeste

sábado, 15 de outubro de 2011

Romance perdido de Saramago chega às livrarias na segunda

Claraboia' é o novo romance do escritor (Foto: site Terra)

O romance Claraboia, escrito nos anos 50 pelo escritor português José Saramago (1922 - 2010), chega às livrarias do Brasil e de Portugal pela editora Caminho na próxima segunda-feira (17).
Prêmio Nobel de Literatura em 1998, Saramago enviou o esquecido romance para sua editora pouco após escrevê-lo, mas a obra nunca chegou a ser publicada.
Como o escritor português não havia guardado uma cópia do livro, o manuscrito acabou perdido nos arquivos da editora que, na década de 80, encontrou o romance em uma mudança.
Como nos anos 80 o escritor português já era consagrado, a editora demonstrou enorme interesse em publicar o romance. No entanto, Saramago não autorizou a publicação.
Aparentemente, o escritor temia que o romance, escrito há 30 anos, não tivesse nada a ver com ele, embora tenha afirmado posteriormente que ainda se identificava com a obra. Mesmo assim, Saramago insistiu em não publicar, dando opção aos seus herdeiros para que publicassem a obra após sua morte, ocorrida em junho de 2010.
Claraboia aborda a história de uma casa e está escrita com uma linguagem mais convencional do que a maioria das obras posteriores de Saramago.
Apesar de a edição impressa chegar às lojas somente na segunda-feira (17), uma edição digital já está disponível na internet.

Fonte: Terra

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A tinta vermelha: o discurso de Slavoj Zizek no Occupy Wall Street



Slavoj Žižek visitou a Liberty Plaza, em Nova Iorque, para falar ao acampamento de manifestantes do movimento Occupy Wall Street, que vem protestando contra a crise financeira e o poder econômico norte-americano desde o início de setembro deste pano.
O filósofo enviou a íntegra de seu discurso que foi originalmente publicado no blog da Boitempo. Segue abaixo em tradução de Rogério Bettoni.

Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.

Então não culpe o povo e suas atitudes: o problema não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a sermos corruptos. A solução não é o lema “Main Street, not Wall Street”, mas sim mudar o sistema em que a Main Street não funciona sem o Wall Street. Tenham cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que fingem nos apoiar e já fazem de tudo para diluir nosso protesto. Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, eles tentarão transformar isto aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para a caridade ou comprar um cappuccino da Starbucks que tem 1% da renda revertida para problemas do Terceiro Mundo é o suficiente para nos fazer sentir bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros, é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nossos engajamentos políticos sejam terceirizados – mas agora nós os queremos de volta.

Dirão que somos “não americanos”. Mas quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os Estados Unidos são uma nação cristã, lembrem-se do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos.

Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação e assim por diante. Sim, somos violentos, mas somente no mesmo sentido em que Mahatma Gandhi foi violento. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam – mas o que significa essa violência puramente simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento constante do sistema capitalista global?

Seremos chamados de perdedores – mas os verdadeiros perdedores não estariam lá em Wall Street, os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos Estados Unidos já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações de Wall Street que levaram à queda de 2008 foram mais responsáveis pela extinção de propriedades privadas obtidas a duras penas do que se estivéssemos destruindo-as agora, dia e noite – pense nas centenas de casas hipotecadas…


Leia mais em: Opera Mundi

Biblioteca na escola combate evasão

Ontem, dia 12 de outubro, além de ter sido comemorado o Dia das Crianças, foi também o Dia Nacional da Leitura, data que deve ser prestigiada por pais e educadores

Os alunos do 1º Ano, da professora Dini, escolheram seus livros e fizeram uma deliciosa leitura ao ar livre

A pesquisa coordenada por Ricardo Paes de Barros, atual Secretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratrégicos do Governo Federal, relativa ao Programa de Implantação de Bibliotecas em Escolas, realizada há onze anos pelo Instituto Ecofuturo, em parceria com o poder público local, apontou que em escolas próximas das Bibliotecas do projeto, a evasão escolar diminuiu 46% a mais do que nas escolas que não estavam próximas das Bibliotecas Comunitárias Ecofuturo. Escolas no entorno das Bibliotecas registraram uma elevação de 156% na taxa de aprovação, na comparação com as demais escolas.
 

Os dados mostram com o incentivo à leitura pode contribuir na formação escolar, social e cultural de muitos jovens, como acontece na Escola Rural Municipal Santos Dumont, em Telêmaco Borba. Lá, os educadores não perderam tempo e aproveitaram a Semana Nacional da Leitura e da Literatura para motivar ainda mais a prática. “É de suma importância a valorização da leitura com todos os anos e ciclos de ensino, pois é esta valorização, este incentivo que parte do professor, que forma bons leitores. Ao trabalharmos de variadas maneiras as diversas possibilidades de leitura, estamos permitindo aos nossos alunos acesso à informação, lazer e cultura”, afirma a coordenadora pedagógica da escola, Claudia Gehrmann.
 

Claudia tem consciência que grande parte das famílias não tem acesso ao mundo dos livros por falta de conhecimento ou condições financeiras desfavoráveis, e acredita que cabe à escola desenvolver nas crianças o gosto pela leitura, “não pelo simples fato de ler mecanicamente, mas levá-los a conhecer, interpretar sua realidade através da leitura”. Durante esta semana rodas de leitura aconteceram no saguão da escola, no pátio ao ar livre, e os alunos também participaram de oficinas de Teatro e Literatura.
 

O trabalho realizado pela ‘Santos Dumont’ em breve será rotina em todas as escolas do Brasil. A Lei 12 244/10 determina a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País, e tem prazo de nove anos para ser efetivada. Representa, ao mesmo tempo, um avanço significativo e um desafio para a construção de uma cultura de leitores no País.
Fonte: Instituto Ecofuturo

O quê?

Conheça o PNLL

O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) do Brasil, coordenado pelo Ministério da Cultura (Minc) e Ministério da Educação (MEC), foi instituído em 2006. Antes da sua implementação, os índices de leituras eram muito baixos e as ações de leitura não eram sistematizadas como política de estado, com a participação direta da sociedade civil. Os objetivos do Plano são democratizar o acesso à leitura e ao livro a toda sociedade e formar leitores, buscando de maneira continuada o aumento do índice nacional de leitura (número de livros lidos por habitante/ano) em todas as faixas etárias e do nível qualitativo das leituras realizadas.

Fonte: Jornal da Manhã

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

15 ANOS SEM Renato Russo - 1996/2011



Quanta saudade...

Biblioteconomia e serviço social entre os ofícios mais saturados no Amazonas

Seja pela reduzida oferta de vagas, pelo grande número de profissionais ou pelos avanços da tecnologia, algumas profissões têm tido a demanda reprimida e outras já encontram-se praticamente extintas.



Manaus - Se para profissionais de engenharia e construção civil o mercado amazonense pode ser considerado o pote de ouro das oportunidades, para especialistas em outras áreas, como assistência social ou biblioteconomia, uma colocação profissional na área de atuação está se tornando cada vez mais difícil.

Seja pela reduzida oferta de vagas, pelo grande número de profissionais ou pelos avanços da tecnologia, algumas profissões têm tido a demanda reprimida e outras já encontram-se praticamente extintas.

A assistente social Nívea de Moraes Pontes é formada, possui especialização em gerontologia, atividade voltada ao atendimento de idosos, mas há dois anos busca uma vaga no mercado de trabalho, sem sucesso. “Quando comecei a faculdade já sabia que o mercado era super concorrido, mas resolvi fazer mesmo assim, por amor à profissão. Atualmente, são muitos profissionais e o mercado está cada vez mais difícil para os recém-formados”, conta.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Amazonas (ABRH/AM), Elaine Jinkings, esta é uma das profissões mais saturadas do mercado atualmente. “Biblioteconomia e serviço social são profissões que possuem pouca oferta de vagas no momento, mas o mercado em geral está tão aquecido que é comum as pessoas terem uma formação e atuarem em outra ocupação”.

Na opinião da professora chefe do departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Célia Barbalho existem vagas para profissionais da área, mas o curso teve que se reinventar nos últimos anos “Há dez anos vínhamos discutindo uma mudança no foco do curso e há três anos a grade foi alterada. O livro é o mínimo que um biblioteconomista trabalha atualmente.  Hoje em dia profissionais focados nas áreas de gestão de negócios e tomadas de decisão têm emprego garantido no mercado de trabalho”, afirma a professora.

A finalista do curso de Biblioteconomia Manuela Ferreira se mostra otimista. Ela acredita na versatilidade de sua profissão. Segundo Manuela, a internet nunca irá substituir os livros, pelo contrário, apenas ofereceu uma nova área de atuação.
A estudante aposta na legislação que exige bibliotecas e bibliotecários em todas as escolas como uma alternativa para a expansão do mercado.

Fonte: D 24AM

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tecnologia valoriza profissões do passado


Organização é fundamental | Foto: Reprodução internet

Rio - Por mais que a tecnologia venha dominando várias áreas de trabalho, algumas profissões convivem em total sintonia com as novidades que surgem a cada dia. É o caso de quem cursa Biblioteconomia ou Arquivologia.

Longe de simplesmente organizar bibliotecas ou catalogar documentos, as duas profissões têm  inúmeras atividades, ainda mais nesta era digital, onde se tornou necessário a criação e a implantação de bancos de dados.


"A biblioteca sempre existirá, ainda que eletrônica, e as regras e técnicas deverão ser respeitadas" , lembra o educador.
De acordo com Estrela, bibliotecários e arquivistas continuarão existindo, e com um campo cada vez mais amplo. "Não vejo a possibilidade destas duas carreiras serem extintas. Estamos apenas mudando o meio e a forma, já que os arquivos são fundamentais. As gestões de biblioteca e de arquivo não deixarão de ser exercidas nas empresas, pelo contrario ficarão cada vez mais importante com o crescimento da organização. A mudança será da forma física para a digital", garante.

Na avaliação do especialista, a carreira pública vem atraindo profissionais dos dois setores, pelo  volume de material que é produzido. Como exemplo, cita a Justiça. " O poder judiciário trabalha intensivamente com um grande numero de documentos exigindo facilidade e rapidez no manuseio. Isto só é feito por um profissional desta área", destaca.
Ana Lúcia Coelho, 35 anos, trabalha há mais de 12 anos como blibliotecária em uma grande instituição. " Na época do vestibular muita gente achou que eu estava escolhendo a profissão errada. Hoje, tenho certeza de ter feito a escolha certa e gosto do que faço", conta.

Segundo o professor Paulo Estrela, diretor da Academia do Concurso, O mercado existe e vem ficando cada vez mais amplo, já que o volume de documentos vêm ficando cada vez maior, menos físico e mais eletrônico.





Novo cadastro vai mapear todas as bibliotecas do País


O Ministério da Cultura, por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), publicou na última sexta-feira (30), no Diário Oficial da União, o Edital de Convocação para as bibliotecas de todo o País aderirem ao novo Cadastro Nacional de Bibliotecas do Brasil. O objetivo do cadastro é mapear, de maneira abrangente, todas as bibliotecas, sejam elas públicas, comunitárias, escolares, universitárias, ou especializadas, levantando dados sobre a relação institucional, público, acervo, serviços, infraestrutura e gestão.

O cadastro é coordenado pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), projeto realizado em conjunto com o Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais (SNIIC).

O cadastramento, que poderá ser feito online, estará aberto para consulta de cidadãos, instituições públicas ou privadas, e, principalmente, para governos municipais e estaduais. O SNBP oferecerá informações atualizadas para o desenvolvimento de políticas locais de acesso à leitura e à informação e na construção de redes locais de bibliotecas. 

De acordo com a coordenadora-geral do SNBP, Elisa Machado, por meio da consulta, os governos municipais podem mapear os equipamentos culturais com o objetivo de nortear os investimentos no setor. 
IDH - Outra novidade é que, com a nova plataforma, o SNBP, assim como os órgãos governamentais responsáveis pelos investimentos em bibliotecas, poderão cruzar os dados com outras bases socioeconômicas e culturais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, será possível descobrir quais são as bibliotecas públicas existentes nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), ou mesmo as que estão localizadas em zonas rurais, ribeirinhas e urbanas. 

Acesse o cadastro aqui 


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mesa de discussão, oficinas e lançamento de livros movimentam o 12º Encontro do Proler

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e o Comitê Proler Campo Grande realizam de 24 a 27 de outubro, no Memorial da Cultura e Cidadania, o 12º Encontro do Proler ( Programa do Livro e Leitura), que contará com oficinas, mesa de discussão, lançamento de livro e apresentações culturais em sua programação.

           Com o tema “Leitura em Ação”, o Encontro do Proler é aberto ao público em geral e possibilita a criação de novas e importantes ferramentas de trabalho e estudo para acadêmicos de cursos de licenciatura, professores, bibliotecários, contadores de histórias e gestores públicos desenvolverem práticas de incentivo à leitura.

            Segundo a coordenadora do Comitê Proler de Campo Grande, Neusa Arashiro, o objetivo maior do encontro é fortalecer as ações de incentivo à leitura, identificar iniciativas das entidades parceiras e contribuir para o aprofundamento de reflexões sobre os projetos de incentivo à leitura em andamento. “Também estamos empenhados em divulgar o PELL/MS (Plano Estadual do Livro e da Leitura), para que os municípios se mobilizem e construam os planos municipais nessa área estratégica onde a cultura e a educação dialoguem na construção de um Estado de mais leitores.”

            As 10 oficinas oferecidas apresentam uma variedade de temas que contemplam toda a diversidade dos estudos da linguagem e da literatura. Nos diversos espaços do Memorial da Cultura teremos a gramática, a literatura, os gêneros textuais, os novos suportes tecnológicos de leitura, ensino de literatura para o ensino médio e também a literatura infanto juvenil em destaque.

            Durante seis meses o Comitê Proler planejou todas as oficinas após estudos de demanda na área da cultura e da educação, sem deixar de lado o entendimento de que o incentivo à leitura deve ser compromisso de todos os segmentos da sociedade.

            O encontro tem o apoio da Secretaria Estadual de Educação (SED), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Sistema Estadual de Bibliotecas, Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Instituto Superior da Funlec (IESF), Escola Cenecista “Olivia Enciso”, Conselho Municipal de Educação (CME) e União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNCME).

            O comitê  do Proler atua há 14 anos no Estado com o objetivo de incentivar a prática da leitura e da escrita na construção da cidadania. É constituído por voluntários como professores universitários, bibliotecários, instituições públicas e privadas. Em Mato Grosso do Sul também existem Comitês do Proler nos municípios de Dourados, Costa Rica e Paranaíba.

Confira a programação do 12º Encontro do Proler na Capital:

24 de outubro (segunda), às 19 horas

Palestra de Abertura: Leitura, Escola e Sociedade - Prof. Dr. Daniel Abrão (UEMS) e Prof. Dr. Danglei  de Castro (UEMS)

Local: Mezanino do Memorial da Cultura

25 de outubro (terça-feira), 19 horas
Oficinas

Trabalhando a Literatura no Ensino Médio - Prof.ª Ma. Barbara Ann Newman (UCDB)

Local: MIS

A Recepção de Textos Claricianos - Prof. ͣ Ma. Lucilene Machado (UNESP)

Local: Biblioteca Isaías Paim

A Gramática Reflexiva na Elaboração de Itens para Provas Oficiais - Prof. Me. Gílson Demétrio Ávalos (SED)

Local: Mezanino do Memorial da Cultura

WEB 2.0 e Educação Prof. ͣ  Ma. Maysa de Oliveira Brun Bueno - CNEC “Oliva Enciso”

Local: Biblioteca Isaías Paim

Emília no País da Gramática - Prof.ª Esp. Inez Nazira Abrahão  Barbosa (Semed) e Prof. ͣ Ma. Maria Fernanda Borges Daniel (UCDB)

Local: Mezanino do Memorial da Cultura

Dia 26 de outubro (qurta), 19 horas
Oficinas

O Ensino de Literatura na Pós-Modernidade: Uma Questão Histórica - Prof. ͣ Elismar Bertolucci - Doutoranda em Literatura (UNESP) -Diretora Geral da Escola CNEC “Oliva Enciso”

Local: Biblioteca Isaías Paim

Ações Leitoras na Infância - Um Desafio a se Conquistar - Prof. ͣ Maria Fernanda Borges Daniel (UCDB)
Local: Biblioteca Isaías Paim

A Retórica da Imagem: Leitura e Análise de Imagens em Produtos Comunicacionais - Prof.ª  Ma. Angela Catônio (UCDB)

Local: MIS

Contando Histórias para Necessidades Especiais - Prof.ª Esp. Vania Strengari (Semed)

Local: Biblioteca

Quem Quiser que Conte Outra: Compreendendo e Praticando a Contação de Histórias - Prof. ͣ Dra. Lara Nassar Scalise (Uniderp/Anhanguera)

Local: MIS

27 de outubro (quinta), às 19 horas
Mesa-Redonda e Espaço da Poesia Especial:

Ações Leitoras para o Desenvolvimento - Prof. ͣ  Esp. Adriana Cercariolli (SEMED), Prof. ͣ  Esp. Nilda Teodoro Tosta (SEMED), Prof. ͣ Ma. Sônia Barrueco (SED), Prof.ª Ma. Neusa Narico Arashiro (FCMS)

Lançamento dos livros “As Estrelas Brilham à Noite”- de Nildes Prieto e “Clivagens-Literatura-Sul-Mato-Grossense Abrindo Fronteiras”, de Nena Sarti

Local: Mezanino do Memorial da Cultura

           Serviço: As inscrições para o XII Encontro do Proler estão sendo feitas na Biblioteca Pública Dr. Isaias Paim, localizada no 2º andar do Memorial da Cultura que fica na avenida Fernando Corrêa da Costa, 559 (Antigo Fórum). O horário de atendimento é das 8h às 17h30. Lembrando que o preenchimento das oficinas dará-se pela ordem das inscrições. O investimento é de R$ 10.

Será entregue certificado aos participantes com  carga horária de 20 horas. Outras informações pelos telefones (67) 3316-9175, 3316-9155, 3316-9161 e 3316-9165 ou pelo email: prolercg@gmail.com.