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domingo, 17 de junho de 2012

Google e editoras francesas têm acordo sobre digitalização de livros na Internet

Gigante norte-americana quer digitalizar todos os livros do mundo até ao final da década apesar das queixas recorrentes em tribunais. Fotografia: AFP
A Google conseguiu finalmente chegar a um acordo com o Sindicato Nacional da Edição (SNE) francês, para a digitalização de obras de autores franceses e a sua disponibilização no serviço de livros Google Books, informou ontem a Reuters.
 
De acordo com a agência, até aqui a França opunha-se à passagem dos livros para o universo online da Google e levou a tribunal, em diversas ocasiões, a empresa norte-americana.
Nos últimos anos, a Google digitalizou diversos livros franceses disponíveis em bibliotecas norte-americanas sem autorização dos autores nem das editoras, o que levou a um braço de ferro nos tribunais ente as editoras francesas e a gigante norte-americana. Em 2009, a Google acabou mesmo por ser condenada ao pagamento de uma multa por violação dos direitos de autor.  Este é o segundo acordo que acontece em França, um dos países europeus que mais tem batalhado para proteger os direitos dos seus autores e editores, depois de no ano passado a Hachette Livre ter permitido a digitalização e venda online de mais de 40 mil livros, dos quais milhares não estão comercialmente disponíveis, mas estão abrangidos pelos direitos de autor.
 
Muitas das obras digitalizadas, por serem antigas, já se encontravam esgotadas, estando a partir de então disponíveis para venda na plataforma da Google.
Com este novo acordo, assinado na segunda-feira e que, segundo a SNE, “respeita os direitos de autor”, a França passa a ter mais autores e editoras representados no serviço da Google.
“Este anúncio marca um avanço positivo para actualizar a herança impressa de França no âmbito dos direitos de autor e contribui para alargar a disponibilidade de livros digitais”, escreveu o Sindicato Nacional da Edição, que representa cerca de 600 editoras e seis mil autores franceses e francófonos.
 
Segundo o acordo, as editoras é que decidem que livros são digitalizáveis e se são para venda ou não, ficando salvaguardado que se as editoras quiserem podem solicitar a retirada de uma obra já digitalizada.  “Cabe agora a cada editora decidir se quer ou não estabelecer um acordo com a Google sobre os direitos de autor”, disse à BBC Antoine Gallimard, presidente da SNE, explicando que as receitas das vendas das obras vão ser divididas entre a Google, as editoras e os autores. Nos Estados Unidos têm sido recorrentes as queixas em tribunais contra a empresa norte-americana, que quer digitalizar todos os livros do mundo até ao final da década. Até agora, a empresa Google conta já com mais de 20 milhões de obras digitalizadas.

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