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domingo, 6 de novembro de 2011

Marcos Hiller: Um minuto de silêncio para os livros de papel

Como professor, posso dizer que o livro é a água que mata nossa sede de conhecimento. Os livros e seus autores são elementos que ancoram todas as discussões que provocamos no mundo acadêmico. Eles são a nossa razão de ser, e os livros digitais são tudo isso, só que digitais, e não analógicos. Os livros físicos são bonitos, charmosos, mas pesam nas mochilas. Os livros físicos são feitos de papel e, sob a ótica da sustentabilidade, isso não é politicamente correto. Os livros físicos ocupam milhões de metros quadrados em prateleiras de bibliotecas. Empoeiram.

E os livros digitais? Ah, os e-Books são mais
fáceis de compartilhar, mais fácil de carregar e possuem exatamente o mesmo conteúdo do livro de papel. Há cerca de um ano, a Borders, segunda maior livraria dos Estados Unidos, pediu falência. E entre os vários motivos que levaram a essa quebra está o de maior peso: a Borders subestimou os e-Books e não entrou de forma efetiva para esse mercado.

Recentemente me peguei em uma discussão com uma professora, onde eu defendia os livros digitais e ela defendia que os livros físicos são imortais. No meio da discussão perguntei: “a senhora já mexeu em um iPad?” E ela respondeu que não. Oras, fica complicado discutir com uma pessoa que forma opinião em cima de assuntos que desconhece. Na minha opinião, os livros físicos estão sim com os dias contados. Assim como a TV analógica. Um minuto de silêncio por favor.

Marcos Hiller é professor, coordenador de MBA em Gestão de Marcas

Um comentário:

  1. Faz tempo que o livro está "morrendo", o primeiro candidato à executá-lo foi o impresso Jornal. Ledo engano: depois, mais atual, com movimeto, primeiro em preto em branco e depois em cores, o Cinema. Esse também não conseguiu, pelo contrário: muitas vezes foi buscar enredo nos livros e só incrementou o prazer e a busca por mais livros.

    Agora o desafiante da hora é o iPad. Vamos ver, mas o Livro impresso já leva uma vantagem de, no mínimo, 300 anos...

    rsrsrsrs...

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