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sábado, 24 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
José Saramago homenageado no Porto a 24 de novembro
O Nobel da Literatura José Saramago, que morreu em junho de 2010, vai ser homenageado no Porto, na Casa da Música, a 24 de novembro, iniciativa integrada nas comemorações dos 90 anos sobre o nascimento do escritor.
A homenagem a José Saramago surge no âmbito da 12.ª edição do "Porto de
Encontro", uma iniciativa do jornalista Sérgio Almeida promovida pela
Porto Editora.
Em antecipação à agência Lusa, a Porto Editora anuncia que a homenagem a
José Saramago está marcada para 24 de novembro, na Casa da Música, no
Porto, a partir das 21:30.
"A conversa, moderada pelo jornalista Sérgio Almeida, contará como as
participações de Pilar del Río, Álvaro Siza Vieira, Mário Cláudio, Pedro
Abrunhosa e Valter Hugo Mãe", anuncia a editora.
Quando se comemora 90 anos sobre o nascimento do escritor, para esta
homenagem estão ainda previstas "leituras por Manuela Azevedo, Emília
Silvestre, Filipa Leal, Ana Celeste Ferreira e José Carlos Tinoco, bem
como performances de Pedro Abrunhosa, do Coral de Letras da Universidade
do Porto e de O Andaime".
Os bilhetes para esta homenagem são gratuitos e estarão disponíveis na
Casa da Música a partir de dia 22 de novembro, até um máximo de 10 por
pessoa.
Nas edições anteriores do ciclo literário estiveram em destaque obras de
autores como Gonçalo M. Tavares, J. Rentes de Carvalho, Germano Silva,
Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, António Mega Ferreira, Francisco
José Viegas, Mário Cláudio, Mário de Carvalho e Eugénio de Andrade.
José Saramago, Nobel da Literatura em 1998, faleceu a 18 de junho de
2010, aos 87 anos na sua casa na ilha espanhola de Lanzarote.
O Governo decretou então luto nacional por dois dias "como forma de expressão de pesar pela morte do escritor.
Fonte: RTP Notícias
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Viegas recusa encerramento de bibliotecas públicas
O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, comprometeu-se hoje a não permitir o encerramento de bibliotecas da rede nacional pública, apesar da crise financeira actual, considerando que tal seria uma "derrota insuportável" para o país.
"Temos consciência de que não estamos em condições de investir em grandes equipamentos, mas nenhuma das bibliotecas actuais poderá fechar portas. Isso seria uma derrota insuportável e um retrocesso civilizacional", afirmou Francisco José Viegas no 13.º encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, que decorre até sábado no Centro de Congressos do Estoril, em Cascais.
O secretário de Estado prometeu ainda "tentar recuperar o tempo perdido" e admitiu que é preciso alterar os protocolos estabelecidos entre a administração central e o poder local.
"Os municípios não podem deixar de investir nas bibliotecas. Boa parte deles cumpre um serviço notável que não podemos deixar de valorizar", sustentou.
Apesar da crise, que "impede investimentos necessários", Francisco José Viegas defendeu que o papel das bibliotecas públicas precisa ser reforçado e, segundo disse, isso passa pela adaptação aos novos tempos, nomeadamente à plataforma digital.
"Todos nós sabemos que é necessário procurar novos caminhos e novas formas de cativar as gerações perdidas, ou ainda não encontradas, de leitores. Precisam de estar preparadas para os novos tempos, para uma nova geração mais exigente, para as plataformas digitais", frisou.
Perante o desafio, o director geral do Livro e das Bibliotecas, José Manuel Cortês, afirmou que já está a ser feito um esforço de adaptação muito grande ao mundo digital.
Além da evolução tecnológica, o responsável apontou ainda as acentuadas assimetrias regionais, verificadas nos últimos anos, como um factor que dificulta a integração das bibliotecas nas comunidades.
"Estas situações têm preocupado de forma crítica os agentes promotores da leitura, obrigando a estratégias diversificadas para captação de leitores. São precisas soluções organizativas a nível regional para as dinâmicas demográficas", afirmou José Manuel Cortês.
Fonte: Sol Sapo Portugal
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
“Roda dos Livros” é concurso de leitura em Constância
O município de Constância, através da Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, e o Agrupamento de Escolas de Constância, representado pela Biblioteca Escolar Carlos Cécio, encontram-se a organizar o Concurso Concelhio de Leitura, denominado “Roda de Livros”, aberto à participação de todos os alunos e respectivas famílias.
O objectivo passa por promover o livro e a leitura, consistindo o concurso no estudo de obras obrigatórias para cada escalão, sendo necessário para a participação a inscrição em formulário próprio, disponibilizado pelas Bibliotecas Escolar e Municipal. Para o 1º ciclo (3º e 4ª anos) as obras obrigatórias são “Histórias à solta na minha rua” de António Torrado e “A menina que sorria a dormir” de Isabel Zambujal.
Os contos do 2º ciclo (5º e 6º anos) são “O rio das framboesas” de Karen Wallace e “Três histórias de amor” de Álvaro Magalhães. Os romances para o 3.º ciclo (7º, 8º e 9º anos) são “Sexta-feira ou a vida selvagem” de Michel Tournier e “O gato malhado e a andorinha sinhá” de Jorge Amado.
O concurso decorre em duas fases. Numa primeira faz-se o apuramento dos participantes dos três escalões, prova que terá lugar nas escolas do Agrupamento. Na segunda fase tem lugar uma prova final, onde os participantes formam equipas com um familiar, que terá lugar a 4 de Maio. Para informações ou esclarecimentos adicionais os interessados devem contactar a Biblioteca Municipal Alexandre O’Neill, através do telefone 249 739 367 ou do e-mail biblioteca@cm- constancia.pt ou ainda a Biblioteca Escolar Carlos Cécio, através do telefone 249 730 290 ou do e-mail biblioteca.carloscecio@gmail.com.
Fonte: O Mirante Semanario online
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Livro "Olhão, o Algarve e Portugal no Tempo das Invasões Francesas" apresentado ao público
O livro "Olhão, o Algarve e Portugal no Tempo das Invasões Francesa", uma edição do município de Olhão, que reúne as atas do congresso histórico realizado nesta cidade em 2008 para assinalar os 200 anos da libertação de Olhão do domínio napoleónico, foi lançado na passada sexta feira.
Perante o auditório repleto de público da biblioteca municipal de Olhão, Isabel Trabucho, uma das duas dezenas de autores que agora veem a sua participação nas Comemorações dos 200 Anos da Restauração imortalizada com esta obra, assim como o coordenador cientifico do congresso de 2008, António Rosa Mendes, recordaram o importante passado de Olhão.
Isabel Trabucho referiu o povo audaz que conseguiu expulsar os ocupantes franceses e reconheceu que descobriu muitas características de Olhão durante a sua pesquisa. Também o historiador António Rosa Mendes salientou a coragem do povo olhanense, dizendo esperar que “com esta publicação, Olhão passe a ter o lugar que merece na história por direito próprio”.
Perante o auditório repleto de público da biblioteca municipal de Olhão, Isabel Trabucho, uma das duas dezenas de autores que agora veem a sua participação nas Comemorações dos 200 Anos da Restauração imortalizada com esta obra, assim como o coordenador cientifico do congresso de 2008, António Rosa Mendes, recordaram o importante passado de Olhão.
Isabel Trabucho referiu o povo audaz que conseguiu expulsar os ocupantes franceses e reconheceu que descobriu muitas características de Olhão durante a sua pesquisa. Também o historiador António Rosa Mendes salientou a coragem do povo olhanense, dizendo esperar que “com esta publicação, Olhão passe a ter o lugar que merece na história por direito próprio”.
Em 2008, participaram no congresso investigadores, académicos, militares, entre outras personalidades. “A obra que agora se publica será uma referência nos estudos históricos sobre o período da Revolução Francesa”, acredita Rosa Mendes, para quem “a história tem negligenciado o papel dos olhanenses durante as invasões”.
Para o historiador, “neste congresso de 2008, ficou patente que o papel de Olhão não foi episódico nem uma nota de rodapé no curso da história”.
Foi em Olhão que se registaram as primeiras manifestações de desagrado contra os ocupantes e em 16 de junho de 1808 eclodiu a revolta popular contra os franceses. Foi preciso muito heroísmo para encetar a sublevação que se seguiu, acreditam os investigadores de várias universidades, e não só, que agora veem as suas intervenções publicadas em livro.
“Se não fosse a revolta de Olhão, a história não teria sido como foi”, acredita António Rosa Mendes. Uma opinião partilhada pelo edil olhanense, Francisco Leal, que participou igualmente no lançamento público da obra.
Para o historiador, “neste congresso de 2008, ficou patente que o papel de Olhão não foi episódico nem uma nota de rodapé no curso da história”.
Foi em Olhão que se registaram as primeiras manifestações de desagrado contra os ocupantes e em 16 de junho de 1808 eclodiu a revolta popular contra os franceses. Foi preciso muito heroísmo para encetar a sublevação que se seguiu, acreditam os investigadores de várias universidades, e não só, que agora veem as suas intervenções publicadas em livro.
“Se não fosse a revolta de Olhão, a história não teria sido como foi”, acredita António Rosa Mendes. Uma opinião partilhada pelo edil olhanense, Francisco Leal, que participou igualmente no lançamento público da obra.
Fonte: Região Sul Portugal
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Literatura: Dicionário Luís de Camões sai na segunda quinzena de novembro
Lisboa, 25 out (Lusa) -- O Dicionário Luís de Camões, o primeiro dedicado à vida e obra do poeta, elaborado por especialistas nacionais e estrangeiros sob coordenação de Vítor Aguiar e Silva, chega às livrarias na segunda quinzena de novembro numa edição da Caminho.
A obra, que resulta de uma maratona editorial de cinco anos, envolveu 69 colaboradores de várias nacionalidades e reúne cerca de 200 artigos sobre aquele que é considerado "o poeta da nacionalidade", pelo facto de ter escrito a epopeia moderna "Os Lusíadas".
"Para nós portugueses, Camões cria a única mitologia cultural digna desse nome ainda viva e, apesar das aparências, mais viva do que nunca como texto profético da nossa perenidade sempre em instância do naufrágio", escreveu o pensador Eduardo Lourenço num ensaio sobre o dicionário publicado na revista Ler de outubro.
Fonte: Sapo Notícias
sábado, 10 de setembro de 2011
Ler mais e melhor
As conferências e painéis abordarão questões relativas à aprendizagem e ao desenvolvimento da leitura, na escola, na família, nas bibliotecas escolares e nas bibliotecas públicas, bem como as múltiplas alterações que se vêm operando devido à utilização das tecnologias digitais.
O encontro contará com a presença de diversos especialistas (docentes, bibliotecários, entre outros interessados), nomeadamente do ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato.
Durante as sessões dos dias 13 e 14, destacam-se as comunicações do Prof. Joaquín Rodríguez (Território eBook) sobre livros e leituras na era das tecnologias, apresentado por José Afonso Furtado, e a de Viv Bird, coordenadora do Booktrust (Reino Unido) e do grupo europeu EU Read, de que o Plano Nacional de Leitura é membro associado, e que nos falará sobre a intervenção de instituições britânicas ligadas à promoção da leitura.
Fonte: i Informação
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Rede Municipal de Bibliotecas Públicas de Palmela
Durante os meses de Julho e Agosto, a Câmara Municipal de Palmela promove um Programa Infantil de Actividades de Verão, a decorrer na Rede Municipal de Bibliotecas Públicas do Concelho de Palmela.
Intitulado “O Combóio das Histórias”, este programa integra a realização da Hora do Conto e ateliers de expressão plástica, com o “Pintas” e o “Colas”. A autarquia propõe, assim, aos mais pequenos, uma viagem imaginária neste comboio, entre bruxas e dragões, fadas e princesas, através de contos, histórias, lengalengas, desenhos e pinturas, com muita alegria.
Mais informações através do telefone 212336638 (Biblioteca Municipal de Pinhal Novo).
JULHO
“O Comboio traz histórias”- Hora do Conto – 15h00
6 de Julho - Biblioteca de Palmela
8 de Julho – Biblioteca de Pinhal Novo
13 de Julho – Biblioteca de Quinta do Anjo
15 de Julho – Pólo de Marateca
20 de Julho – Biblioteca de Pinhal Novo
22 de Julho – Biblioteca e Palmela
27 de Julho - Biblioteca de Quinta do Anjo
29 de Julho - Biblioteca de Palmela
Expressão plástica com o “Pintas” e o “Colas” – 15h00
5 de Julho - Biblioteca de Pinhal Novo
7 de Julho - Biblioteca de Quinta do Anjo
12 de Julho - Biblioteca de Palmela
14 de Julho - Biblioteca de Pinhal Novo
19 de Julho - Biblioteca de Quinta do Anjo
21 de Julho – Pólo de Marateca
26 de Julho - Biblioteca de Palmela
28 de Julho - Biblioteca de Pinhal Novo
AGOSTO
“O Comboio traz histórias”- Hora do Conto – 15h00
3 de Agosto - Biblioteca de Pinhal Novo
5 de Agosto - Pólo de Marateca
10 de Agosto - Biblioteca de Palmela
12 de Agosto – Biblioteca de Pinhal Novo
17 de Agosto - Biblioteca de Palmela
19 de Agosto - Biblioteca de Quinta do Anjo
24 de Agosto - Biblioteca de Pinhal Novo
26 de Agosto - Biblioteca de Quinta do Anjo
Expressão plástica com o “Pintas” e o “Colas” – 15h00
2 de Agosto - Biblioteca de Quinta do Anjo
4 de Agosto - Biblioteca de Palmela
9 de Agosto - Biblioteca de Pinhal Novo
11 de Agosto - Pólo de Marateca
16 de Agosto - Biblioteca de Quinta do Anjo
18 de Agosto - Biblioteca de Pinhal Novo
23 de Agosto - Biblioteca de Palmela
25 de Agosto - Biblioteca de Palmela
Fonte: Rostos On-line
domingo, 19 de junho de 2011
Cinzas de Saramago adubam oliveira centenária em praça de Lisboa
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| Viúva de Saramago, Pilar del Rio deposita as cinzas do corpo de Saramago, morto há um ano |
Os restos mortais do escritor português José Saramago jazem, a partir deste sábado, aos pés de uma oliveira centenária, trazida de sua aldeia natal, Azinhaga do Ribatejo, e transplantada numa praça de Lisboa, no primeiro aniversário de sua morte. Os restos do Prêmio Nobel de Literatura 1998, que partiu daqui em uma ilha espanhola aos 87 anos, descansarão em frente à Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago, que abrirá suas portas em novembro, na praça lisboeta Campo das Cebolas, às margens do rio Tejo.
A viúva de Saramago, a também escritora e tradutora espanhola Pilar del Río, numerosas personalidades do mundo da cultura e da política, assim como admiradores do autor comunista participaram da cerimônia concluída com homenagens ao criador de O Evangelho segundo Jesus Cristo e Ensaio sobre a cegueira, entre tantos livros. Um romance inédito que Saramago concluiu em 1953, mas que não quis publicar em vida, será editado em Portugal no final do ano, anunciou nesta semana sua editora.
Em 2008, a obra Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformada em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles. O longa teve Julianne Moore e Mark Ruffalo como protagonistas. O escritor, um dos maiores nomes da literatura contemporânea, também foi contemplado com um Prêmio Camões.
Entre as obras publicadas por Saramago estão: Manual de Pintura e Caligrafia (1977), Levantado do Chão (1980), Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1986), A Jangada de Pedra (1986), História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991),Todos os Nomes (1997), A Viagem do Elefante (1999), O Homem Duplicado (2003), As Intermitências da Morte (2005) e Caim (2009). Antes de morrer, José Saramago lançou uma nova edição de A Jangada de Pedra e toda a renda arrecadada com as vendas foi revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O preço total do livro, 15 euros, foi doado ao fundo de emergência da Cruz Vermelha do país.
Comunista e democrata convicto, José de Sousa Saramago nasceu no dia 16 de novembro de 1922, na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo. Filho dos camponeses José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida. Em seu livro As Pequenas Memórias (2006), o escritor conta que Saramago era, na verdade, o apelido pelo qual seu pai era conhecido na aldeia, e também o nome de uma planta que serve de alimento aos pobres quando há escassez de comida.
Publicou o seu primeiro livro, Terra do Pecado, em 1947. Em 1980, lançou Levantado do Chão, considerado seu primeiro grande romance. Em 1991, publicou o polêmico O Evangelho Segundo Jesus Cristo, que foi censurado pelo governo português, levando o autor a se exilar na ilha de Lanzarote até o fim de seus dias.
Fonte: Correio do Brasil
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Grândola: Biblioteca municipal e bibliotecas escolares ligadas em rede para otimizar recursos
Grândola, Setúbal, 24 mai (Lusa) -- A Biblioteca Municipal de Grândola e as várias bibliotecas escolares existentes no concelho vão passar a estar ligadas em rede para otimizar recursos e desenvolver ações regulares de promoção do livro e da leitura.
A Rede de Bibliotecas de Grândola (RBG) é formalmente constituída e apresentada quarta-feira, com a assinatura de um protocolo de cooperação entre a câmara municipal, o agrupamento vertical de escolas e a Escola Secundária com 3.º ciclo António Inácio da Cruz.
A rede, divulgou hoje o município, formaliza a cooperação informal já existente entre a biblioteca municipal e as escolas, ao nível do tratamento técnico documental, desenvolvimento de ações de promoção da leitura e da literacia da informação e apoio ao currículo.
"É uma parceria que já tínhamos, quer ao nível do secundário, quer ao nível do primeiro ciclo, mas que ganha novos contornos, com maior responsabilização das entidades envolvidas no protocolo", realçou à Agência Lusa Graça Nunes, vereadora com os pelouros da Cultura e da Educação.
A vereadora explicou que, a juntar à biblioteca municipal, existem no concelho três bibliotecas escolares, estando previsto, no início do próximo ano letivo, surgirem outras duas, nos novos centros educativos de Carvalhal e de Melides.
A RBG vai permitir "o reforço do apoio técnico" entre as várias bibliotecas, não apenas no trabalho bibliotecário, mas também de arquivo, o que é "uma mais valia para a população, sobretudo para os estudantes", disse.
"Por outro lado, também nos permite desenvolver, com outra autoridade e um planeamento mais regular, atividades de promoção do livro e da leitura", acrescentou.
"Por outro lado, também nos permite desenvolver, com outra autoridade e um planeamento mais regular, atividades de promoção do livro e da leitura", acrescentou.
Possibilitar a circulação de livros e de materiais audiovisuais entre a biblioteca municipal e as bibliotecas escolares de todo o concelho é outro dos objetivos da rede.
A sessão de apresentação e lançamento desta iniciativa, marcada para as 15:00, na Biblioteca Municipal de Grândola, vai contar com a presença de representantes das várias entidades envolvidas.
Fonte: SIC Notícias
sábado, 14 de maio de 2011
Leituras Obrigatórias da UFRGS 2012: História do Cerco de Lisboa
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| Crédito da imagem: confinshistoria.blogspot.com |
Por Mário Sérgio Leandro
Personagens do romance:
Raimundo Benvindo Silva: É o revisor de texto e protagonista do romance; e o seu nome ficamos sabendo somente na p. 27. Raimundo tem uma vida pacata e tranqüila no seu ofício de revisor de texto da editora. Certo dia, ao realizar a revisão do livro da História do Cerco de Lisboa, é acometido de um ‘certo mal’ e interfere na ideia central da obra: a indecisão dos Cruzados em auxiliar ou não el-rei no cerco da capital portuguesa para expulsar os mouros. Eis que Raimundo insere um NÃO na dúvida e altera totalmente a ordem da história e a manda assim para a produção. O interessante é que depois do episódio o dia a dia de Raimundo torna-se mais vivo mais agitado, ainda mais quando conhece Maria Sara, nova chefe dos revisores, pois se renova um não sei o quê dentro de seu peito. Maria Sara percebe que com NÃO inserido na história abre-se um precedente para a escrita de uma nova versão do cerco e que somente Raimundo o pode escrever.
O Historiador: É quem escreve o livro sobre a História do Cerco de Lisboa, ele e Raimundo são amigos e é na conversa de ambos que começamos a ler o próprio livro de Saramago. O motivo da conversa inicial é sobre a tecla deleatur e a sua função. No início do romance, temos uma conversa que vai do específico para o geral; pois tudo isso se origina a princípio da função dessa tecla. De uma certa maneira, esse exercício que Saramago realiza já nas primeiras páginas do romance segue até o fim do livro.
O Costa: É o responsável de receber as cópias revisadas dos revisores e encaminha-las à produção. Depois da alteração feita por Raimundo, ele fica um pouco ríspido com esse. Raimundo fica realmente muito triste e envergonhado por passar para trás uma pessoa como o Costa.
Maria Sara: É a profissional contratada para ser a chefe dos revisores depois do episódio da alteração de Raimundo. Quando Raimundo é chamado depois de “Treze longos dias” à editora para dar explicações sobre o ocorrido, ela está na sala junto ao diretor literário e ao diretor de produção; mas ela não é apresentada a Raimundo, o que deixa o revisor de texto muito inquieto.
O Diretor Literário: É que recebe Raimundo e o chama à responsabilidade de responder pela alteração feita na obra. O diretor literário chega a afirmar que a alteração realizada pelo revisor não foi um erro; e sim, um procedimento deliberado, pois o NÃO escrito não tinha a forma de uma emenda, mas era muito parecido com a escrita do texto original.
Senhora Maria (a mulher-a-dias): É a empregada doméstica quem faz a limpeza na casa de Raimundo. Quando Maria Sara passa a noite com Raimundo e ela vai ao quarto fazer a limpeza e sente o perfume de Maria Sara e também vê a casa arrumada, desconfia de que Raimundo esteja se relacionando com alguém.
Os personagens da obra História do Cerco de Lisboa.
O Almuadem: Mouro, cego, o qual, todos os dias, chama o povo islâmico da cidade sitiada à oração, parece ser um guia espiritual; mas em nenhum momento Saramago ou mesmo Raimundo Silva o distinguem desse modo.
El-rei Dom Afonso Henriques: É quem lidera os soldados católicos rumo ao cerco de Lisboa. Tenta implementar o cerco à cidade o quanto antes, pois têm problemas de ‘caixa’ para pagar um novo soldo dos soldados que lhe vence em dois meses.
Mem Ramires: É um dos capitães dos soldados do cerco. Entre eles, havia muitos capitães estrangeiros: bretões, franceses, germânicos. Entre os soldados portugueses, no fim do romance, há um princípio de motim, pois os soldados portugueses querem a divisão e o pagamento do saque em partes iguais, pois morreram da mesma morte que os capitães estrangeiros e lutaram pela mesma vitória.
Mogueime: É um dos soldados que lutam no cerco de Lisboa. Raimundo Silva identifica-se muito com essa personagem e, às vezes, coloca os seus próprios sentimentos na pele de Mogueime. Tive essa sensação quando Mogueime fala de sua paixão por Ouroana: parece não ser Mogueime que está a falar, e sim, Raimundo a falar de Maria Sara. Mogueime, no motim citado acima, fica sendo o escolhido entre os soldados para representá-los na discussão da divisão do saque à cidade, pois é mais bem esclarecido com as letras e a fala; o que surpreende, de certa forma, el-rei. Mogueime ganha fama e autoridade porque, na tomada da cidade de Santarém, seu corpo serve de escada para que os soldados subam ao adarve onde estão os mouros, tanto que ele conta essa história aos soldados mais novos no próprio livro.
Frei Rogeiro: Faz às vezes de interlocutor e intérprete nas discussões entre os mouros e el-rei. Representa a Igreja.
A obra
Ler Saramago é atentar para os detalhes do cotidiano os quais passam despercebidos na correria de uma vida urbana do nosso medíocre dia a dia. O início do livro história do cerco de Lisboa começa bem ao estilo de José Saramago. Surpreendentemente. A trama começa com a discussão entre o revisor de texto e o historiador sobre a edição do livro e sobre a função da tecla deleatur; demonstrando a genialidade do autor e nos mostrando o nascedouro de um texto e do livro: a tipografia; os bastidores da edição e revisão textual. A discussão começa bem divertida até porque tanto revisor como historiador, a partir da função da tecla deleatur, vão a fazer discussões filosóficas, num ir e vir sobre a vida de ambos. Isso tudo acontece num tipo de preâmbulo da obra, pois a obra de Saramago não possui as divisões clássicas: introdução, capítulo I, índice, etc. Não espere uma obra normal – não de José Saramago, mas é aí que surge um dado importantíssimo o qual irá desenrolar-se durante todo o resto da obra: a influência das “emendas” realizadas no texto pelo revisor; e de todo o conhecimento e suporte que requer o exercício dessa profissão. A discussão é bem interessante e o leitor deve lê-la como se essa fosse uma apresentação que o autor faz ao seu leitor, pois Saramago coloca-se assim no texto, não apenas como mero narrador isento; não, mas como uma pessoa a qual traz toda a cotidianidade dos detalhes de nossas vidas para um texto sério e adulto; porém não menos divertido, leve e também responsável do ponto de vista da leitura. Então, precisamente, essa é a introdução da obra: a discussão a respeito da função da tecla deleatur e suas implicações de uso – não somente no texto –, mas também na vida das pessoas, inclusive de revisores e historiadores e as emendas que são feitas no próprio texto.
Para quem ainda não leu nenhuma obra desse grande escritor português, talvez venha a surpreender-se com a forma do texto: ele não usa muito o ponto final para encerrar as frases; e os diálogos não são demarcados de forma clássica: “A senhora precisa de mais alguma coisa?” “Não, muito obrigada”. Esqueça esse formalismo; isso faz parte do autor, é uma característica dele. Pois bem, o nome do nosso revisor de texto, o qual somente vamos saber algumas páginas bem adiante (p. 27), chama-se Raimundo Benvindo Silva, e ele tem o livro História do Cerco a Lisboa para formatá-lo e entregar ao Costa, chefe da produção da editora para qual Raimundo trabalha e assim como:
“Aristóteles dissera que as moscas possuem apenas quatro patas (apesar de as crianças comprovarem que as moscas possuem seis), o revisor não lerá todo o livro para entregá-lo na manhã seguinte, pois o sacrifício não o apetece e foi tomado pela antipatia pela obra e pelo autor”, p. 38.
Outro aspecto interessante que merece ser apontado é a análise de Raimundo sobre de como se produz a história:
“Machado, crédulo, copiou sem conferir o que haviam escrito Frei Bernardo de Brito e Frei António Brandão, é assim que se arranjam os equívocos históricos, Fulano diz que Beltrano disse que de Cicrano ouviu, e com três autoridades dessas se faz uma história”, p.39.
Talvez tenha sido essa situação que tivesse mexido com Raimundo desde o começo da revisão e daí a sua antipatia pela obra e pelo autor. Os cruzados analisam a situação do cerco à cidade e se ajudam ou não no combate aos mouros; o texto diz que os cruzados sentiram-se diminuídos em ter de lutar no território português, pois foram treinados e se prepararam para defender e resgatar a Terra Santa e aquilo, de certa forma, era uma humilhação e aí temos também uma característica da narrativa: Saramago nos conta um pouco da História do Cerco de Lisboa e do impasse dos Cruzados no auxílio à cidade; conta-nos também sobre os acontecimentos da vida de Raimundo. Então, temos um vai e vem no texto em que o leitor precisa ficar atento a esses detalhes, pois assim é muito fácil perder-se na narrativa.
Aqui temos um fato interessante: depois da conversa com o autor da obra, Raimundo é tomado por um sentimento de repulsa pela obra e pelo o autor, mas ele continua a ler o livro e é aí que acontece algo bem diferente: Raimundo faz uma emenda a qual dará ao livro um desfecho completamente diferente daquele que seu autor projetou à obra. Raimundo coloca um NÃO na sentença: “e os cruzados decidiram que os portugueses NÃO terão a sua ajuda”. O que não estava escrito e ele o faz deliberadamente. Saramago, para deixar o episódio mais divertido, compara a situação de Raimundo e o seu conflito em emendar ou não o trecho do livro com um outro clássico da literatura universal: Dr. Jekylll e Mr. Hyde, o médico e o monstro. E a partir daí parece que o cerco à cidade começa a fazer parte da realidade de Raimundo, pois após a entrega da cópia ao Costa, segue-se uma verdadeira recontagem da história. O revisor de texto, ao ter consciência da alteração feita, não permanece em casa no dia seguinte após a entrega da cópia revisada, vai à Leiteria A Graciosa, faz um lanche e procura não ficar em casa para não ter de atender a qualquer telefonema e presenciar uma possível visita do Costa.
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| Crédito da imagem: ciadasletras.com |
Nisso, dá-se uma fuga em direção aos muros que cercam a cidade e, ao passar pelas ruas e perceber a fisionomia das casas, é trazida às lembranças de Raimundo os fatos lidos no livro História do Cerco de Lisboa. Ao fugir de casa, sente-se como um Cruzado em não querer ajudar a cidade, pois se encontra fora dos muros da cidade. Nesse passeio, Raimundo vê o quanto fora “cego” (como o almuadem, cego, que chama os mouros às orações no alvorecer de cada manhã) de não conhecer a sua própria cidade, pois a conhecia somente dos livros, mas de que o adianta: se não a vive, se não a tem nas mãos, nos olhos, e poder dizê-la: minha cidade. Na sua caminhada, encontra uma cigana pedinte e os olhos dela mostram a Raimundo que o cerco ainda não acabara; não o cerco à cidade, mas o cerco da pobreza e discriminação que ainda existem. Não só em Lisboa, mas em todos os lugares sob a égide do capitalismo. Outro aspecto interessante: como os cegos têm participação na obra de Saramago: o almuadem cego, a Rua dos Cegos, os três fantasmas cegos (o que foi, o que esteve para ser e o que poderia ter sido); apesar de Ensaio sobre Cegueira não ser também uma leitura obrigatória, podemos ver aqui um possível indício de uma questão envolvendo a temática da cegueira ou a acessibilidade. Ainda com o passeio, ao longe, Raimundo vê a localização de sua casa e não sabe se no passado distante a sua casa fora sitiada ou sitiante, demonstrando a profunda relação do revisor de texto com a História do cerco de Lisboa.
Passados 13 dias depois da entrega das cópias, Raimundo é chamado à editora para explicar-se sobre o ocorrido: como um revisor tão dedicado, tão sério, tão responsável, foi capaz de fazer tamanha desonra à editora? E quanto à errata que a editora teria de fazer: “onde se lê não, não se leia não, leia-se sim”. Todo esse tempo de trabalho, a confiança, como pode? Apesar disso, Raimundo não é demitido, possibilidade que, até o meio da conversa com o diretor literário, era o mais evidente desfecho. Na reunião, ele fica sabendo que todos os revisores de textos terão como chefe a Sra. Maria Sara, a qual fica à parte da discussão entre Raimundo e o diretor literário e o diretor de produção. Ela manifesta-se somente quando ambos citam a conversa entre Raimundo e o historiador sobre a função da tecla deleatur, a qual ela havia desconhecer. Raimundo escreve uma carta de desculpas para o autor do livro, fica incomodado com a presença de Maria Sara, a qual somente será apresentada ao Sr. Raimundo mais tarde como tal, num telefonema ao mesmo. Recebe a ligação da editora e Maria Sara o chama para uma reunião, Raimundo fica agitadíssimo, passa tintura nos cabelos, em que Saramago diz que “a Estética é rainha, rei e presidente”, fazendo alusão a uma característica pós-moderna: o parecer ser.
No encontro com Maria Sara, Saramago para a narrativa para analisar os movimentos e trejeitos de ambos, em que Raimundo recebe da chefa dos revisores, um livro sem a errata, alegando que Raimundo, quando fizeram a emenda que dera um contexto completamente diferente daquele que o autor pensara ao livro, escrevera outra história, também era um autor. Raimundo recebe-o como sinal de troça (ridicularização) da chefa para com ele; dizendo a ela que era revisor, que não era autor, que não o chamasse ali para isso, fica perturbado novamente. Depois disso, Raimundo sente-se como um estranho dentro da própria casa, é preciso andar pelos cômodos da casa até reconhecer-se como antes. Analisa o único exemplar sem a errata e sintetiza: “um livro só tem um dono; um dono que não pode querer a mais ninguém”. Raimundo reflete sobre os acontecimentos e é tomado de uma energia revigorante diante da contemplação da cidade a partir da janela do seu escritório num dia de chuva. Saramago faz uma contagem do tempo, mas não esse tempo ordinário: dias, semanas, meses... Faz uma aproximação de quanto temos ficamos à janela a contemplar o dia, o rio, o céu, essas coisas mais simplesmente humanas a que não fazemos mais.
Raimundo decide escrever um livro, uma nova versão da História do Cerco de Lisboa, e isso talvez seja o que tinha em mente Maria Sara ao dar-lhe um exemplar do livro sem a errata, como uma forma de estímulo, pois a emenda NÃO não foi apenas uma emenda, mas o seu sentido dá vazão a uma nova análise e possível reescrita do episódio, pois há muitos itens que não estão muito claros na obra primeira. E Saramago faz essa análise e isso dá subsídios para Raimundo realizar a empresa. Raimundo sente uma vontade enorme de sair à rua, procurando indícios que possam lhe fornecer para a escrita da nova versão. Tem dificuldades de iniciá-la e a partir do NÃO começa a relacionar os pormenores do fato histórico.
Creio que Raimundo apaixona-se por Maria Sara, mas esse sentimento é algo que ele não compreende que o seja; e ela não acredita que o possa existir, até o episódio do toque na rosa branca. Maria Sara fica tocada com o gesto de Raimundo na rosa branca. Depois disso, fica Raimundo, a saber, que a senhora Maria Sara está doente, fica um tanto nervoso e sem jeito de solicitar o número do telefone à telefonista da editora, mas acaba pedindo e decide ligar de casa; mas não liga. Ao chegar em casa, fica adiando o momento em que deveria ter ligado, mas novamente não liga. A senhora Maria mulher-a-dias deixa um recado para que ele retorne a ligação no número anotado: é o mesmo número que tem no bolso – o de Maria Sara. Ele liga; os dois conversam e daí em diante começam a ter um relacionamento que vai crescendo junto com a nova versão da História do Cerco de Lisboa. Em algumas partes da nova versão, vemos algumas semelhanças no desenvolver da trama e no desenvolvimento da relação de Raimundo e Sara, quando do exemplo de que não sabe se Ouroana irá querer ficar com Mogueime, pois Mogueime é somente um soldado e não chegará a capitão, mas Maria Sara percebe que ele não está a falar de Ouroana, mas sim dela mesma em relação ao seu novo relacionamento. Aqui Saramago faz uma crítica ao machismo na fala de Maria Sara.
Ambas as histórias vão se desenvolvendo, a cidade é retomada, e assim termina a obra:
“São três horas da madrugada. Raimundo pousa a esferográfica, levanta-se devagar, ajudando-se com as palmas das mãos assentes sobre a mesa, como se de repente lhe tivessem caído em cima todos os anos que tem para viver. Entra no quarto, que uma luz fraca apenas ilumina, e despe-se cautelosamente, evitando fazer ruído, mas desejando no fundo que Maria Sara acorde, para nada, só para dizer-lhe que a história chegou ao fim, e ela, que afinal não dormia, pergunta-lhe, Acabaste, e ele respondeu, Sim, acabei, Queres dizer-me como termina, Com a morte do almuadem. E Mogueime, e Ouroana, que foi que lhes aconteceu, Na minha ideia, Ouroana vai voltar para Galiza, e Mogueime irá com ela, e antes de partirem acharão em Lisboa um cão escondido, que os acompanhará na viagem, Por que pensas que eles se devem ir embora, Não sei, pela lógica deveriam ficar, Deixa lá, ficamos nós. A cabeça de Maria Sara descansa no ombro de Raimundo, com a mão esquerda ele acaricia-lhe o cabelo e a face. Não adormeceram logo. Sob o alpendre da varanda respirava uma sombra” p. 319.
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| Crédito da imagem: professortinoco.blogspot.com |
A leitura desse texto não substitui a leitura integral do livro. A próxima resenha a ser publicada aqui será Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Deixe o seu comentário sobre o texto; ajude-nos a fazer um texto bem completo para quem vai prestar o vestibular no fim de ano.
Boa Leitura e Abraços.
Leia também o resumo do vestibular OUL
quarta-feira, 27 de abril de 2011
LOURES – Editora oferece livros a bibliotecas escolares do concelho
Autor: Miguel Durão
Na próxima quinta-feira, 28 de Abril, pelas 16h00, vai ter lugar na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures, uma cerimónia de oferta de livros da editora Gradiva a um conjunto de bibliotecas escolares do concelho de Loures.
Ao todo serão distribuídos 3390 títulos por 90 equipamentos educativos do município, entre eles 70 jardins-de-infância e escolas do 1.º Ciclo, sete escolas Secundárias e outras 13 escolas integradas e do 2.º e 3.º Ciclos.
As obras cedidas pela editora destinam-se a leitores de diversas faixas etárias e abordam os mais variados temas e assuntos, como por exemplo, as colecções “Fancy Nancy”, para os jardins-de-infância e “Mãos à Obra”, para os alunos do primeiro ciclo.
Fonte: Loures.com
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