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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Livro impresso vai desaparecer em até 15 anos", diz cientista na ABL

Maria Luisa de Melo

Para especialistas, livro digital vai massacrar o impresso

A crescente expansão do mercado de livros digitais no Brasil aliada à tendência de barateamento de tablets e demais computadores portáteis que permitem a leitura em qualquer lugar do mundo deve fazer com que os livros impressos desapareçam em até 15 anos. 

A previsão do cientista da computação Silvio Meira, especialista em tecnologia da informação e estudioso da área, assustou a plateia da Academia Brasileira de Letras durante o Seminário "O futuro do livro: papel ou chip?", realizado na noite da última quarta-feira (14). 

"Não há o que temer. Não há como o livro escapar a esta transformação, que se impõe como inevitável no mundo inteiro", afirmou Meira, ao defender o formato digital. 

Pioneiro na venda de livros digitais no Brasil, Carlos Eduardo Ernanny, proprietário da editora  Gato Sabido (a primeira livraria digital do país) e da Xerife (primeira distribuidora de livros digitais no Brasil), alertou para a crescente participação do livro digital na economia mundial.

"Em apenas dois anos, os EUA tiveram um aumento de nove milhões de e-books vendidos em 2009 para 112 milhões em 2011. A participação das vendas de livros digitais no Brasil hoje é de 1,5%. No próximo ano o percentual deve chegar pelo menos a 5%", apontou Ernanny . 

A editora Companhia das Letras, por exemplo, teve 40% dos exemplares da biografia do Steve Jobs vendidos em formato digital. A grande possibilidade da Apple montar uma fábrica no Brasil também foi relembrada pelos participantes do seminário como um fator de colaboração com este novo cenário virtual. 

Silvio Meira apontou para a necessidade de se criar livros eletrônicos sem a linearidade dos livros impressos. "No computador, eu tenho que poder ler os fascículos separadamente. Não podemos ser obrigados a manter a mesma linearidade dos livros impressos. 

Ainda há muito o que ser aperfeiçoado, mas a transformação é inevitável. Uma outras questão que merece destaque é a de que resumos de livros muito longos podem vender mais do que os próprios livros, com o repasse de uma participação para os autores dos livros", sugeriu o cientista.

Necessidade de transformação

Silvio Meira apontou para a necessidade de se criar livros eletrônicos sem a linearidade dos livros impressos. "No computador, eu tenho que poder ler os fascículos separadamente. Não podemos ser obrigados a manter a mesma linearidade dos livros impressos. Ainda há muito o que ser aperfeiçoado, mas a transformação é inevitável. Uma outras questão que merece destaque é a de que resumos de livros muito longos podem vender mais do que os próprios livros, com o repasse de uma participação para os autores dos livros", sugeriu o cientista.

Um comentário:

  1. Pois é Mário.
    Eu não acredito nisto. E não por eu ser retrógrado e temer mudabças. Não! Pode até ter mais livros digitais e isso pode ocorrer pelo seu baixo custo, porém a versão física continuará principalmente para estudiosos. Tipo: livros técnicos para leituras dos cursos de graduação e o motivo é simples. Você pode marcar trechos nos livros digitais?

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