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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Programa federal tem como meta formar 8 mil mediadores de leitura em todo o país

Ao longo dos próximos quatro anos, o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) deverá capacitar 8 mil novos mediadores de leitura em todo o país, disse nesta quarta a secretária executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Maria Antonieta Cunha. Segundo ela, a meta para este ano é a formação de 500 mediadores, número que será triplicado em 2012 e, depois, progressivamente, ao longo dos anos.


Representantes dos 74 comitês do Proler de todo o país participam até amanhã (18), na Biblioteca Nacional, do Curso de Formação de Mediadores. O evento começou ontem (16) com palestras e atividades culturais, como um recital da poetisa e atriz Elisa Lucinda e um encontro com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, dentro da série Quarta às Quatro, realizada às quartas-feiras, às 16h, no Auditório Machado de Assis, da biblioteca.


De acordo com Maria Antonieta Cunha, o encontro também tem a função de apresentar aos comitês do Proler a nova administração da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), que agora reúne na sede da instituição, no Rio, coordenações de diretorias da área de leitura que antes funcionavam em Brasília. “É o momento em que a gente começa um planejamento de quatro anos para o Proler, com muitas atividades novas e com um apoio extraordinário à diversidade desses comitês que se espalham pelo Brasil afora”, explicou.


Os recursos para o programa, da ordem de R$ 2 milhões este ano, são provenientes do Ministério da Cultura. “Temos uma clara indicação de que esta verba deve aumentar significativamente no ano que vem”, disse a secretaria executiva do PNLL.


Para Maria Antonieta, existe relação direta entre os programas de incentivo à leitura e os dados apontados em pesquisas como a divulgada ontem (16), pela Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), mostrando que a venda de livros no Brasil cresceu 13% em 2010, em comparação com o ano anterior.


“Esses programas têm como centro de seu trabalho uma questão básica, que é a valorização da leitura, seja pessoalmente, seja na família ou na escola. E essa definição de um valor para a leitura no imaginário da população é que vai criando um maior comparecimento a lançamentos de livros, feiras e cursos que tratam da literatura”.


Por Paulo Virgilio, da Agência Brasil

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