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quarta-feira, 23 de março de 2011

Obras poderão tirar atraso de 25 anos em Porto Alegre

Crédito da imagem: pt.wikipedia.org

Mobilidade e revitalização do Cais Mauá estão entre as prioridades da cidade Porto Alegre tem pressa. Com quase 240 anos, a cidade mostra sinais visíveis de falência em sua infraestrutura urbana. Para dar conta das necessidades, um pacote de obras está na trilha dos próximos cinco anos. Até porque os projetos poderão pesar em investimentos privados. São projetos que prometem mexer na estrutura e modais viários e pretendem qualificar o tráfego, mudar o perfil de transporte público, reverter a degradação em áreas como o complexo da Tronco e do Cais Mauá e melhorar a capacidade de operação com o resto do mundo, com a ampliação do aeroporto Salgado Filho.

Os investimentos somam R$ 4,5 bilhões. Estão envolvidos nas ações a prefeitura, governos estadual e federal e o setor privado. A coordenadora setorial do pós-graduação da Uniritter, Maria Isabel Marocco Milanez, destaca que as ações serão um “empurrão para a Porto Alegre do futuro”. Arquiteta que acompanha há décadas a evolução urbana, Maria Isabel aponta que há atraso de pelo menos 25 anos na implementação de melhorias na estrutura. “Há falta de planejamento. A última grande obra que tivemos para mobilidade foi a Terceira Perimetral, que já nasceu esgotada.”
Mobilidade e revitalização do Cais Mauá estão entre as prioridades da cidade
Para ela, a demora nas soluções reflete a dificuldade da cidade em tomar decisões. “Nosso DNA tem o ‘gosto’ e ‘não gosto’. Porto Alegre não gosta de mudar”, conclui a acadêmica. Mas novos investimentos em equipamentos de lazer, como a proliferação de shopping centers e novas regiões residenciais, impõem investimentos, reforça. Maria Isabel cobra um grande projeto de mobilidade. O consultor em engenharia de tráfego Mauri Panitz apresenta a dificuldade ante a explosão de veículos. Entre 2004 e fevereiro deste ano, a frota cresceu mais de 30%, somando agora 690 mil unidades, algo como dois veículos por habitante, considerando a fatia de moradores com mais de 18 anos. No Estado, o avanço é maior, de 46%, chegando a 4,7 milhões de unidades.

Para Panitz, além de projetar as obras, é preciso pensar a acessibilidade. “As pessoas com seus carros precisam ter condições de acessar ruas, avenidas, chegar aos seus destinos”, ilustra Panitz. O especialista alerta para a carência de estacionamentos e sugere a construção de áreas subterrâneas. O metrô, que é a grande aposta do prefeito José Fortunati, levará mais tempo. “É obra para dez anos”. As ciclovias, que também estão no plano municipal, também devem estar integradas. 

A indefinição sobre a execução da fase 1 do metrô, que está à espera da decisão do governo federal sobre a inclusão no PAC da Mobilidade, não é o único impasse. A liberação da área do porto de Porto Alegre para que o consórcio de investidores espanhóis e brasileiros vencedor da licitação é uma incógnita. A pendência neste último projeto, orçado em R$ 460 milhões e que prevê shopping center, centro de eventos e áreas de lazer e cultura, está no Supremo Tribunal Federal (STF), onde a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) questiona o cumprimento de regras da legislação portuária. O secretário estadual de Infraestrutura, Beto Albuquerque, disse ontem que a solução sairá em breve. O governo estadual, que herdou o imbróglio de Yeda Crusius, deve se reunir com a Antaq até o final deste mês. “Nosso compromisso é que o projeto saia”, reforça o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana.

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