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terça-feira, 15 de março de 2011

Sites de notícias lucram mais que jornais nos EUA, diz estudo.

Leitores já preferem a internet, que vem ganhando espaço rapidamente, segundo o instituto de pesquisa de mídia Pew Research Center

Pela primeira vez, mais norte-americanos estão lendo notícias na Internet do que em jornais impressos. Com maior audiência, os veículos online também tiveram receita publicitária superior aos resultados dos jornais online nos Estados Unidos em 2010. As afirmações são do estudo “State of the News Media”, elaborado pelo instituto de pesquisa Pew Research Center, que analisa tendências mundiais da mídia.
Entre os norte-americanos entrevistados, 46% disseram que preferem ler notícias em sites de Internet, enquanto 40% afirmam que têm preferência pelo jornal impresso. "As pessoas estão gastando mais tempo com a notícia do que nunca. Mas quando se trata da plataforma de leitura, a web está ganhando terreno rapidamente, enquanto outros setores estão perdendo", diz o estudo, que está na oitava edição.
Acompanhando a tendência, a receita publicitária de jornais impressos caiu 6,4% nos Estados Unidos em 2010, passando a US$ 22,8 bilhões (R$ 38,2 bilhões). Nos últimos quatro anos, a queda foi de 46%. Enquanto isso, o faturamento com publicidade dos sites de notícias cresceu 13,9% no ano passado e atingiu US$ 25,8 bilhões (R$ 43,2 bilhões).
“Pela primeira vez, mais dinheiro foi gasto com publicidade online do que com propagandas no jornal impresso”, diz o Pew Research Center. “Enquanto menos norte-americanos estão lendo jornais impressos, mais estão usando celulares e computadores em formato tablet, como o iPad, para obter notícias e informações locais.”
Segundo o estudo, a circulação dos impressos caiu 5% nos dias da semana e 4,5% aos domingos. A estimativa dos pesquisadores é que as receitas dos jornais fiquem estáveis ou caiam ligeiramente em 2010, depois de terem tido uma queda de 10% de 2003 a 2009.
Os pesquisadores também preveem o corte de empregos nos jornais impressos. “Esperamos uma perda de cerca de 1.100 a 1.500 pessoas, ou 3% a 4% do total.” Enquanto isso, os veículos online estão contratando funcionários, segundo o estudo, que cita os sites AOL, Yahoo! e “The Huffington Post”, que foi comprado pela AOL por US$ 315 milhões (R$ 528 milhões).

Fonte: iG

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