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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Advogado agredido durante reintegração diz que PM está despreparada


O advogado e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Vanderlei Caixe de Filho, afirma que a Polícia Militar de Ribeirão Preto está despreparada para alguns tipos de ações. Ele foi atingido por uma bala de borracha na perna direita durante a ação da PM na reintegração de posse que ocorreu nesta terça-feira (5), na Favela da Família, no Jardim Aeroporto.

O advogado afirmou que se dirigiu ao pelotão da PM para pedir calma enquanto as pessoas saiam dos barracos. Ao retornar para ajudar as famílias que estavam no local, Vanderlei Caixe ouviu uma explosão e sentiu que foi atingido por uma bala. “Essa ação mostra a falta de preparo da Polícia Militar em situações como essa. O excesso na ação que foi desnecessário. Nenhum morador estava revidando de forma semelhante”, afirma.

Outro membro da comissão foi atingido por uma bala de borracha, informou Vanderlei Caixe. Segundo ele, o advogado Paulo Merli Franco levou um tiro na mão, após se identificar à Polícia Militar.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil de Ribeirão Preto encaminhará uma representação à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República comunicando sobre a atuação da Polícia Militar no cumprimento da reintegração de posse. O documento cita que dois advogados que representam a Comissão de Direitos Humanos da OAB foram atingidos por balas de borracha durante a reintegração de posse.

O diretor da OAB, Daniel Rondi, pede esclarecimento do ocorrido ao Ministério da Justiça e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. “O respeito e a dignidade humana ultrapassam as fronteiras de Ribeirão Preto, inclusive com reflexo direto na comunidade internacional”, diz Rondi.
Não foi registrado boletim de ocorrência e, segundo a OAB, a Polícia Militar apura o caso por iniciativa própria. 

PM

A Polícia Militar disse que o uso da força em ações de choque é previsto e estudado. De acordo com o 1º Tenente Antônio Gustavo Campos Rivoiro, a ação foi positiva, com a posse sendo reintegrada ao proprietário, sem lesionados graves. “O procedimento foi normal. Em nossa programação isso é previsto, as lesões ocorridas são sem gravidade, geralmente nas costas. Não houve quebradura de ossos ou pancadas na cabeça”, diz.

Fonte: EP Ribeirão

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