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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Bibliotecária por acaso

A técnica está ao serviço da Biblioteca Municipal de Tomar desde Julho de 1999

Maria José Pereira, 42 anos, é natural de Montalvo, Constância, mas trabalha há cerca de 10 anos na Biblioteca Municipal de Tomar. Sorridente e comunicativa, recorda como o mundo das bibliotecas lhe surgiu não tanto enquanto um sonho de vida, mas pelo aproveitar das oportunidades que foram surgindo.

Afirma que o maior prazer do seu ofício é criar o gosto pela leitura. Talvez por isso o seu livro favorito seja uma obra infanto-juvenil, “A Casa feita de Sonho”, de Ricardo Alberty. “É um livro que retrata uma das componentes da natureza humana: a persistência, a luta, o não desistir dos sonhos. É um livro concebido numa linguagem muito simples e afectiva”, refere.

“Inicialmente, a profissão de bibliotecária nunca fez parte das minhas aspirações profissionais”, começa por contar. Ao terminar o ensino secundário, inscreveu-se na Universidade Nova de Lisboa, mas não conseguiu entrar. “Posteriormente, e como o secretariado de direcção era uma área com bastante procura, optei por tirar um curso de secretariado na American Secretarial School of Lisbon. Quando terminei, trabalhei numa firma de trabalho temporário em Lisboa durante cerca de ano e meio”.

Certa da sua intenção de seguir o ensino superior, acabou por conseguir entrar em Língua e Literatura Portuguesa, na Faculdade de Letras de Lisboa. “Nesse mesmo ano, e apesar de ser numa universidade privada, optei por fazer o curso de Ciências da Comunicação (especialização em Relações Públicas) na Universidade Autónoma de Lisboa, porque era uma área que eu gostava particularmente”, recorda. Mais tarde, na falta de opções profissionais, fez uma pós-graduação em Ciências Documentais.
Maria José Pereira explica os motivos da decisão “pelo facto de ser uma das áreas mais procuradas, numa altura em começava a ser implementada a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, com o objectivo de dotar cada concelho com uma nova e moderna biblioteca municipal”. Uma área ainda ligada à comunicação e que acaba por dar auxílio à formação e educação das pessoas foram outros dos factores que a levaram a decidir enveredar por este caminho.

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