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terça-feira, 7 de junho de 2011

A nova literatura brasileira desembarca no exterior

Entre best-sellers, autores iniciantes e outros já consagrados, literatura brasileira chega a mais de 17 países

 

Crédito da imagem: O jornalista e escritor Edney Silvestre: aposta brasileira lá fora (Luciana Whitaker/Folhapress)

 

Nem só de Jorge Amado e Paulo Coelho vive o Brasil no mercado editorial estrangeiro. Apesar dos percalços para fazer nome lá fora, que vão da barreira do idioma às diferenças culturais, a literatura brasileira dispõe hoje de nomes promissores e outros em vias de consolidação em mais de 17 países. Um número bom, dadas as dificuldades da tradução.

Há até quem possa ser considerado bem sucedido sem ter vendido sequer um exemplar lá fora. É o caso do jornalista Edney Silvestre. Ele está de contrato firmado para publicar, a partir de outubro, o seu primeiro romance,
Se Eu Fechar os Olhos Agora (Record), em seis países, e em negociação para editar em outros dois. Façanha impensável para a maioria dos autores brasileiros – ainda mais em se tratando de romancistas estreantes.

Somam-se ao romancista, na linha dos novatos em mercado estrangeiro, o autor de ficção fantástica Eduardo Spohr, 34, da Record, e o ficcionista Daniel Galera, 31, da Companhia das Letras, editora que detém os direitos sobre a obra de Jorge Amado, que era o brasileiro mais publicado e vendido lá fora até a chegada do "mago" Coelho. Ambos já são vendidos em quatro países e tidos como apostas de sucesso das editoras, cada um no seu estilo.


Ao chegar ao exterior, esses calouros encontram veteranos de história recente. Para citar alguns: o escritor Bernardo Carvalho lançou
Nove Noites (Companhia das Letras) em 11 países, a escritora Patrícia Melo obteve marca semelhante com Elogio da Mentira (Rocco, detentora da obra de Clarice Lispector, já presente em ao menos 20 países) e o amazonense Milton Haltoum (Companhia das Letras) já foi traduzido para 17 idiomas – ele expõe orgulhosamente na página inicial do seu site as capas dos livros tal qual foram lançadas lá fora.

Todos eles se mantêm ativos no mercado internacional por no mínimo dez anos. E têm tudo para continuar assim. Não chegam aos pés do polêmico Paulo Coelho, que entrou para o Guinness Book com O Alquimista (Planeta do Brasil), o livro mais traduzido do mundo – vertido para 69 idiomas, entre eles, os indígenas aimará e quíchua. Mas representam um avanço significativo da valorização do mercado literário brasileiro, principalmente de outros gêneros.

Fonte: VEJA.com

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